Positivo investe no ensino público

O grupo paranaense Positivo, com atuação nas áreas de educação, informática e gráfico-editorial, resolveu ampliar sua atuação no mercado de soluções voltadas para ensino público. A empresa investiu R$ 2 milhões para desenvolver o seu primeiro sistema de educação voltado exclusivamente para escolas públicas, mercado onde estão hoje 87% dos 50 milhões dos alunos do Brasil.  
 
Com a investida, o Positivo entra em um mercado onde já estão hoje outros grupos educacionais, como Opet e Objetivo. Batizado de Sistema Aprende Brasil de Ensino, (Sabe) o sistema já está sendo implantado em oito municípios do interior de São Paulo, como Jaú e Lorena, segundo André Caldeira, diretor de marketing.  
 
A meta é que o Sabe conquiste 150 mil alunos em dois anos em todo o País. Até agora, a atuação do grupo Positivo no mercado de ensino público se restringia ao portal educacional Aprender, usado por escolas municipais, e aos livros vendidos ao governo federal por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Foram 12 milhões nas últimas duas edições, segundo Caldeira. “Com o Sabe, ampliamos significativamente nossa atuação nesse mercado“, diz ele.  
 
Ferramentas educativas  
 
O Sabe é um conjunto de ferramentas de ensino que incluem material didático, o portal educacional Aprender e uma equipe de apoio pedagógico que presta assessoria a professores e alunos. O produto é voltado para alunos da educação infantil até o ensino médio. O foco está nas escolas públicas municipais e estaduais de cidades com até 500 mil habitantes, segundo o executivo. “A legislação permite que esse tipo de produto seja negociado diretamente com as secretarias de educação dos estados e municípios, dispensando a exigência de licitação“, diz.  
 
A idéia é repetir o sucesso alcançado pelos sistemas do grupo voltados para escolas particulares, que já são usados por 535 mil alunos em 2,6 mil escolas. O Sabe deverá gerar, em dois anos, receitas adicionais de R$ 24 milhões ao Positivo, que faturou R$ 680 milhões em 2004 e que deverá registrar receitas de R$ 850 milhões em 2005. A área editorial, na qual está inserido o Sabe, representa 21% desse volume e deverá ficar com R$ 178 milhões, 24% mais do que o registrado no ano passado. Em 2004, esse segmento ganhou reforço com o lançamento do dicionário Aurélio, hoje o destaque do portfólio da editora, que conta com mais de 100 títulos.

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