Novo presidente do Inep diz que quer rever Enem para evitar `postura ideológica`

O novo presidente do Inep, o ex-professor da FGV Marcus Vinicius Rodrigues, afirmou que pretende fazer uma revisão no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ver a prova antes de ela ser aplicada, para evitar uma `postura ideológica`.

`Eu, presidente do Inep , posso ter acesso legal à prova. Isso vai ser conversado e, dentro de todos os aspectos técnicos e legais, isso será discutido. O presidente do Inep pode fazer isso`, disse Rodrigues. `Uma coisa é não ser de praxe, outra é não ser legal, o presidente do Inep tem autoridade para ver a prova`, completou.

Rodrigues ainda afirmou que irá revisar o banco de questões do Enem. `Vamos fazer com que o banco de questões tenha postura não ideológica, fazer com que esse banco priorize o que realmente é necessário medir, o conhecimento`, defendeu. O presidente do Inep tomou posse nesta manhã, com a presença do Ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

O Inep é o responsável pelo Enem e pelo Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). A nova gestão pretende modernizar o órgão e, segundo Rodrigues, tem 32 ações prioritárias para isso, que incluem um escritório de gestão de projetos e uma revisão criteriosa dos indicadores de avaliações.

Em relação à possibilidade de vazamento do exame, Rodrigues disse que confia no esquema de segurança atual. O presidente do Inep também falou sobre as escolas, e defendeu novas instituições de ensino com `resistência a ideologias e crenças inadequadas ou inconsequentes`.

Esta não é a primeira vez que a prova é criticada. O presidente Jair Bolsonaro já reclamou diversas vezes do conteúdo `ideológico` do exame e causou polêmica ao afirmar que veria as questões do Enem antes dele ser aplicado. O ministro da Educação também afirmou que “se o presidente se interessar, ninguém vai impedi-lo` de ver a prova.

Marcus Vinicius Rodrigues agora substitui Maria Inês Fini, presidente do Inep desde 2016. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira e assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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