As metas do Todos pela Educação para a melhoria do ensino no Brasil não estão sendo cumpridas. A avaliação é do gerente de conteúdo da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), Ricardo Falzetta.
A meta 4, por exemplo, a qual estabelece que todo jovem com 19 anos tenha concluído o ensino médio, não avançou em decorrência de outras três anteriores.
As três primeiras metas determinam que crianças e adolescentes de 4 a 17 anos deveriam frequentar o colégio, que toda criança deveria estar alfabetizada até os 8 anos e que todo estudante deveria ter o aprendizado adequado ao seu ano. A quinta meta é relacionada ao investimento na educação (veja quadro).
Segundo Falzetta, um dos problemas é a má distribuição dos recursos. A União é o ente que mais arrecada, mas é o que menos investe na educação.
O gerente de conteúdo do Todos pela Educação afirma que os avanços virão quando houver melhoria da formação (inicial e continuada) e valorização do professor. Em seu entendimento, os cursos de pedagogia e de licenciatura não preparam os professores para que façam uma boa gestão em sala de aula. O Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), quer que os cursos de licenciatura tenham quatro anos.
Outra medida é tornar o currículo das aulas mais atrativo ao estudante e menos vinculado com a necessidade de se preparar para o vestibular. “O jovem não está enxergando um sentido na escola e, por isso, os índices de evasão são altos”, comenta Falzetta. (AZ)