O Ministério da Educação montou um estande de 210 metros quadrados na 12ª Bienal do Livro, que será aberta no dia 12 de maio, e se estenderá até o dia 22, no Riocentro, no Rio de Janeiro. Qualidade na Educação Básica é o tema escolhido pelo MEC para o estande. A bienal, que oferece vasta programação literária e cultural, será aberta oficialmente às 12h, pela governadora Rosinha Matheus.
Participarão da bienal 944 expositores, entre editores, livreiros, distribuidores, agentes literários, importadores e exportadores, além de empresas associadas à produção do livro. O MEC, que tem o maior programa de livro didático do mundo, apresentará suas políticas de educação em informativos, revistas e iniciativas voltadas para alfabetização e leitura. No Espaço de Leitura, estarão expostas publicações do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e do Programa Nacional do Livro do Ensino Médio (Pnlem). O espaço será coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Serão realizados no estande 20 encontros de leitura com escritores e autores do PNBE e 30 oficinas, com apoio das secretarias de Educação do estado e do município e do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro. Fátima Café, Ferreira Gullar, Lygia Bojunga, Affonso Romano de Sant’Anna, Ziraldo e Ruth Rocha estão entre os convidados do MEC para encontros e oficinas de leitura.
Outra atração serão as apresentações de vídeos da TV Escola da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC), presente em mais de 50 mil escolas públicas. Os visitantes receberão, gratuitamente, a Revista da TV Escola e a grade de programação da emissora.
Qualidade — A bienal é organizada pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). “A meta é investir em qualidade, realizar melhorias para torná-la um programa atraente para o público, sem perder o foco, de valorizar o livro e os autores”, afirmou Paulo Rocco, presidente do Snel. A expectativa é de um público de 600 mil pessoas durante os 11 dias do evento, nos três pavilhões do Riocentro, que somam 55 mil metros quadrados.
Este ano, a França será homenageada. Dentre as novidades, uma série inédita de encontros, durante três dias, entre profissionais dos mercados editoriais brasileiro e francês. Mais informações na programação eletrônica da bienal ou pelo telefone (21) 2527-8088.
Jovens na Bienal
Jornal do Brasil
Na 12ª edição da Bienal Internacional do Livro do Rio, os adolescentes também terão seu espaço. Na Arena dos Jovens, de 12 a 22 de maio, eles vão poder trocar idéias com músicos, escritores, atores, sociólogos. Do batepapo leve sobre namoros e ficadas, com a atriz Jéssica Sodré e a escritora Thalita Rebouças, a uma discussão mais cabeça sobre o futuro e os avanços da genética, com Marcelo Yuka e Lygia Veiga Pereira.
O destaque fica por conta do rapper MVBill e do sociólogo Luiz Eduardo Soares que, juntos, acompanhados de Celso Athayde, acabaram de lançar Cabeça de porco (Objetiva) – um painel realista da violência instalada no Brasil. A pauta da conversa não poderia ser outra: Mocinho ou bandido? Faces da violência urbana.
A casa do livro
Jornal do Brasil – Joana Dale
A 12ª edição da Bienal Internacional do Livro, que abre os portões do Riocentro dia 12 de maio, promete oferecer ao público mais que apenas títulos recém-saídos do prelo. Arquitetos e designers inovaram na criação de estandes e transformaram os espaços de editoras e livrarias numa atração à parte. Uns chamam a atenção pelos detalhes, como o Café Jean Paul Sartre, outros pelo projeto futurista, como o Imaginário do Autor, novidade da edição deste ano, e seu cinematográfico show de luzes.
Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros e organizador da feira, Paulo Rocco acredita que o investimento em estrutura está diretamente associado aos eventos culturais, cuja oferta aumentou 10% em relação à última edição.
– A Bienal não é apenas uma feira de livro e sim um grande evento cultural. E para abrigar tudo isso, cada vez mais as editoras querem oferecer maior conforto aos visitantes – afirma Paulo.
Depois de bater perna e comprar novidades, o visitante vai encontrar conforto e mais delícias no café que leva o nome do filósofo Jean Paul Sartre, no estande da França, país homenageado na Bienal. O chef Oliver Cozan estará à frente do café que pretende ser o ponto de encontro do evento, bem como definiu o francês Thierry Mabboux, responsável pela concepção do estande.
Se no Café o clima é romântico, no Imaginário do Autor as condições meteorológicas são de fantasias e transgressões. Projetado pela WOW Brasil, o estante tem estrutura de ferro e lycra branca, com paredes curvas. Segundo a arquiteta Patrícia Land, a forma simples terá grande resultado com o jogo de luz e áudio que mudam de acordo com os temas das palestras do espaço. O objetivo é surpreender.
No espaço da Editora Senac, o principal lançamento – Rocinha – inspira a decoração do estande, assinada pelo arquiteto Luiz Trigo.
– Vamos mexer com o lado sensorial das pessoas – adianta Patrícia.
Corpo-a-corpo com a literatura
Veja Rio – Lívia de Almeida
Há 22 anos, poucos acreditavam que, na cidade da praia, do samba e do futebol, fosse possível transformar uma feira de livros em um animado programa de fim de semana. O início foi tímido, nos salões do Copacabana Palace, em 1983. Dois anos depois, os salões foram trocados pelos corredores do São Conrado Fashion Mall.
A partir daí, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro foi ganhando ares de show, até se transformar, no fim dos anos 90, em uma megafesta da literatura capaz de arrastar mais de meio milhão de pessoas à lonjura do Riocentro.
É um público heterogêneo, que comporta da garotada em visita escolar ao caçador de autógrafos e ao farejador de obras difíceis de encontrar nas livrarias. A feira abre sua 12ª edição no dia 12de maio contando com um elenco de convidados internacionais de primeiro time, como o americano Tom Wolfe, o inglês Oliver Sacks, o irlandês Colm Tóibin e o angolano José Eduardo Agualusa, além de dezesseis escritores da França, país homenageado neste ano.
Entre os brasileiros, vão estar lá Moacyr Scliar, Lya Luft e Luis Fernando Verissimo, entre outros. “Não estamos mais preocupados em crescer em número de visitantes ou em área de exposição“, garante Paulo Rocco, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro, organizador do evento.
Em 2003, 550.000 visitantes lotaram o Riocentro, percorrendo uma área de 55.000 metros quadrados, distribuídos por três pavilhões ocupados por 900 expositores. Neste ano, o número de expositores cresceu apenas ligeiramente: são 944 estandes. “É o tamanho ideal. Agora vamos investir cada vez mais no conforto dos visitantes“, diz Rocco.
O investimento prioritário é a ampliação radical do cardápio de atrações culturais. Se em 2003 o público pôde participar de cinqüenta sessões com a presença de 140 escritores brasileiros e catorze internacionais, nesta edição são 95 sessões, com 230 brasileiros e 21 estrangeiros.
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Cantinhos da criação
O Globo – Luciana Casemiro
Às vésperas da abertura da XII Bienal Internacional do Livro, no próximo dia 12, no Riocentro, o “Morar Bem“ invadiu a intimidade de alguns escritores. As histórias que nos interessa são os cenários em que nascem seus textos, versos e personagens. E percebemos que, se uns precisam estar rodeados de livros, outros preferem estar envoltos pela arte ou de frente para a paisagem.
Nenhum deles, no entanto, abre mão de objetos que contam as suas próprias histórias na decoração dos ambientes em que criam tantas outras.
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