MEC deve às editoras 25% do programa

O Ministério da Educação (MEC) ainda deve cerca de R$ 230 milhões às editoras de livros didáticos que produziram obras distribuídas nas Escolas públicas neste ano.

O governo ainda não deu previsão de quando o pagamento será quitado, segundo a Abrelivros, associação das editoras de livros didáticos.

A quantia em aberto representa cerca de um quarto do valor do programa que neste ano foi orçado em R$ 1 bilhão. Além dos Alunos dos Ensinos fundamental e médio, foram distribuídos livros para estudantes de Escolas no campo e ao programa de Alfabetização de jovens e adultos.

Normalmente, as compras do governo representam metade da receita das editoras de livros Escolares. A outra parte é vendida para os estudantes de colégios privados.

A Somos Educação – dona das editoras Ática, Scipione e Saraiva – fechou vendas de R$ 326 milhões com o Ministério da Educação. Deste total, R$ 169 milhões foram obras da editora Ática que produziu 40 milhões de exemplares para as Escolas públicas. A editora Saraiva, adquirida no ano passado por R$ 725 milhões, vendeu R$ 120 milhões em livros didáticos e a Scipione, R$ 38 milhões. A Somos Educação tem outras importantes fontes de receita como sistemas de Ensino, colégios, curso preparatório e Escola de idioma.

O segundo maior contrato de venda de livros Escolares para o MEC foi fechado pela editora FTD. Foram impressos 19 milhões de obras a um custo de R$ 143,3 milhões. Na sequência, está a editora Moderna, pertencente ao grupo espanhol Santillana, com negócio de R$ 128 milhões.

Neste ano, foram impressos cerca de 110 milhões de obras didáticas para a rede pública de Ensino. Além dessas cinco editoras, outras 19 casas editoriais como Pearson, Positivo, SM, Leya, Do Brasil, Ibep e Macmillan participaram do programa.

Os atrasos do governo no programa de livros Escolares para Escolas públicas começaram em 2015. Foi a primeira vez em mais de dez anos de programa que houve atraso de pagamento.

Menu de acessibilidade