Libre questiona ‘redução drástica e injustificável’ no programa Minha Biblioteca, de SP

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Na edição do último dia 20, o PublishNews trouxe a lista com as 11 obras selecionadas para o programa Minha Biblioteca, que tem por objeto a compra e distribuição de livros para compor acervos pessoais de alunos da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo e ainda de bibliotecas escolares da rede. A matéria aponta uma queda expressiva no número de títulos selecionados, já que no ano passado, foram 1.377 títulos contra apenas 11 em 2020. A Liga Brasileira de Editoras (Libre) resolveu questionar oficialmente a Secretaria Municipal de Educação (SME) da capital paulista sobre essa redução classificada pela entidade como “drástica e injustificável”.

No documento, a associação observa que, em 2019, foram inscritas 6.010 obras e selecionadas, deste universo, o equivalente a 22%, ou 1.377. Em 2020, houve uma queda abrupta no número de inscrições. Foram 809. No entanto, a entidade ressalta que desse universo, apenas 11 – ou 1,4% do total – foram selecionadas.

Na carta, a Libre observa que a medida contraria as premissas, princípios, metas e fundamentos do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca (PMLLLB) da cidade. “A conduta da SME neste ano de 2020 está indo contra o próprio PMLLLB da cidade de São Paulo, por não contemplar a bibliodiversidade, por não fomentar a economia do livro, nem oferecer variedade de livros para os alunos da rede municipal”, diz o documento.

“Não há justificativa para a SME caminhar na contramão da bibliodiversidade, contrariando sua conduta em anos anteriores, especialmente em tempos de grave crise econômica no país e com o sistema de ensino muito prejudicado pela suspensão das aulas presenciais, momento em que a seleção de livros para o projeto Minha Biblioteca deveria ser ainda maior, para garantir a diversidade de temas na produção editorial propiciando um ecossistema do livro saudável, nos acervos das bibliotecas”, completa a carta assinada por Tomaz Adour da Camara, presidente da Libre.

O PublishNews procurou a SME, mas até o fechamento desta edição, não teve retorno.

Clique aqui para ler a íntegra da carta da Libre.