A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é o instrumento que vai nortear a educação infantil e o ensino fundamental, no Brasil, a partir de 2020. Homologada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, em dezembro de 2017, ela foi tema da Entrevista do último fim de semana (13 e 14) da Folha de Londrina. A BNCC estabelece os conteúdos essenciais que deverão ser ensinados em todas as escolas, assim como as competências e as habilidades que deverão ser adquiridas pelos alunos.
O diretor de políticas educacionais do Movimento Todos pela Educação, Olavo Nogueira Filho, conversou com a reportagem da FOLHA sobre a Base Nacional, lembrando que o documento é fruto de um trabalho conjunto entre poder público, especialistas e comunidade. Para o especialista, se bem implantado, o instrumento pode promover mudanças importantes no país. Uma delas é justamente estabelecer um norte para que todas as escolas brasileiras tenham clareza com relação sobre qual deve ser o foco do processo educacional.
A Base Nacional pode aproximar a escola das necessidades do mundo atual. A discussão em torno dela não é novidade e começou em 2014. Gerou polêmicas e muitos debates. Duas versões chegaram a ser apresentadas antes desta terceira, homologada no ano passado. É realmente um desafio fazer com que um país continental, com diferenças regionais, políticas, sociais e econômicas siga o mesmo parâmetro no processo educacional. Mas é possível.
Agora, nesses dois próximos anos, será feita a construção dos currículos escolares das redes públicas e privadas. E, paralelamente, a finalização da Base Nacional do ensino médio, outro passo necessário. Mas é claro que todas essas mudanças esperadas passam pelo desafio de tirar a BNCC do papel e implementá-la, atitudes que dependerão muito da formação, valorização e atuação dos professores.