Deschamps aborda os desafios da flexibilização de currículo no ensino médio durante congresso em SP

Os desafios da flexibilização do currículo que a lei do novo ensino médio vai permitir, principalmente nos municípios pequenos, com uma escola apenas, foi um dos pontos de discussão mais questionados durante a participação do presidente do Conselho Nacional de Educação e secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Eduardo Deschamps, na última quinta (29), no 1° Congresso de Jornalismo de Educação, em São Paulo.

O tema foi abordado durante o debate “De Olho no Ensino Médio, desafios e oportunidades”, que também teve a presença da professora Macaé Evaristo, secretária de Estado da Educação de Minas Gerais.

Segundo Deschamps, os desafios da flexibilização de currículo em cidades com poucas escolas – que permite o estudante do ensino médio escolher parte das disciplinas que pretende cursar e optar por algumas voltadas ao ensino profissionalizante – já são um ponto de consenso no Conselho Nacional. Santa Catarina tem 55% dos municípios com apenas uma escola de ensino médio, o que representa cerca de 14% das matrículas.

O tema foi abordado durante o debate “De Olho no Ensino Médio, desafios e oportunidades”, que também teve a presença da professora Macaé Evaristo, secretária de Estado da Educação de Minas Gerais.

Segundo Deschamps, os desafios da flexibilização de currículo em cidades com poucas escolas – que permite o estudante do ensino médio escolher parte das disciplinas que pretende cursar e optar por algumas voltadas ao ensino profissionalizante – já são um ponto de consenso no Conselho Nacional. Santa Catarina tem 55% dos municípios com apenas uma escola de ensino médio, o que representa cerca de 14% das matrículas.

Conforme Deschamps, uma das soluções cogitadas é a regionalização das unidades.

— Uma das alternativas são as possibilidades inovadoras que a lei traz, a outra é começar a trabalhar com territórios educacionais que vão além dos municípios.
Financiamento público da educação em anos de queda na arrecadação, a formação de professores para essa nova realidade do ensino médio e o Enem foram temas também discutidos.

Após a aprovação da lei que trata da reforma do ensino médio, sancionada em fevereiro, o novo formato depende ainda da conclusão da Base Nacional Comum Curricular para essa etapa da educação. A expectativa é que o documento, que padroniza parte do currículo para todas as regiões do país, seja encaminhado para o Conselho no segundo semestre deste ano.

As propostas ainda passarão por discussões públicas e a expectativa de Deschamps é que seja aprovada no primeiro semestre de 2018.

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