Cogna tem prejuízo líquido de R$ 370,2 milhões no 3º trimestre (-71,3% em um ano)

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A Cogna Educação encerrou o terceiro trimestre de 2021 com prejuízo líquido de R$ 370,223 milhões, perda 71,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, de R$ 1,292 bilhão. No critério ajustado, a companhia teve prejuízo de R$ 121,898 milhões, redução de 25,2%.

Por outro lado, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 60,089 milhões no período, ante Ebitda negativo de R$ 610,048 milhões na comparação anual. A margem Ebitda passou de -48,6% para 5,1%.

O Ebitda recorrente totalizou R$ 235,387 milhões no trimestre, com avanço de 2,7% ante o apurado um ano antes. A margem Ebitda recorrente foi de 20,1%, com avanço de 1,9 ponto porcentual em decorrência da mudança no mix com maior participação de alunos digitais na graduação.

A receita líquida apresentou queda de 7% entre julho e setembro, totalizando R$ 1,168 bilhão, refletindo as pressões de receita no ensino superior presencial e na Vasta, cujos resultados foram parcialmente compensados pelos crescimentos observados nas receitas de ensino superior EaD e PNLD.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa (PLCD) chegou a R$ 123,926 milhões, 43,7% a menos que no terceiro trimestre de 2020.

A geração de caixa operacional pós capex (GCO) somou R$ 192,114 milhões no trimestre, com alta anual de 5,2%. Por outro lado, a Cogna apresentou fluxo de caixa livre negativo de R$ 220,671 milhões, ante resultado positivo de R$ 1,529 bilhão um ano antes.

A companhia teve redução anual de 1,82% em sua dívida líquida em relação ao segundo trimestre deste ano, para R$ 2,983 bilhões, o que representa relação dívida líquida/Ebitda de 2,07 vezes, abaixo do limite de 3 vezes.

O grupo destaca a conclusão do alongamento do perfil da dívida com a emissão de debêntures no montante de R$ 900 milhões, captação de R$ 500 milhões na Vasta e extensão do prazo de pagamento de emissão de debêntures de R$ 220 milhões. O prazo médio da dívida foi de 22 meses para 28 meses.

Operacional

A Kroton, braço de ensino superior da Cogna, fechou o trimestre com total de 936.406 alunos, avanço de 8,4% em relação ao terceiro trimestre de 2020. Do montante, houve uma queda de 18,6% no volume de alunos de graduação presencial (para 199.185) e crescimento de 19,1% na modalidade digital (para 682.369)

“A captação de alunos do segundo semestre de 2021 cresceu 37,8% em volume (excluindo alunos Prouni), impulsionada pelo aumento de 40,3% na captação EAD, com destaque para o segmento Digital”, aponta a empresa.

Já a Vasta, que oferece conteúdo para escolas, encerrou o Ciclo Comercial 2021 com crescimento de 8,7% na receita líquida de subscrição. A empresa destaca que o Ciclo Comercial 2022 possui crescimento já contratado (ACV) de 32%, sendo 20% de crescimento orgânico e 11% advindo da aquisição de ativos da Eleva, ambos com oportunidade de crescer ainda mais até o final do ciclo.

Conselho de administração

A Cogna também informou que Thiago do Santos Piau renunciou ao conselho de administração da companhia, alegando motivos pessoais. Ele também é CEO da Stone. Ao mesmo tempo, o colegiado elegeu Marcelo Eduardo Martins como membro do Comitê de Financeiro e de M&A da Companhia, com mandato unificado de dois anos. Ele é membro do conselho de administração da Cosan desde 2009, exercendo também o cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relação com investidores.