Biblioteca na escola: onde estais que não te encontro
De acordo com o Dicionário Aurélio, a biblioteca, do ponto de vista etimológico da palavra, remete à definição de um “lugar onde se guardam livros“ (do grego bibliothéke) ou de uma “estante“ (do latim bibliotheca). Na condição de depositária de informações escritas (biblíon + téké = livro + caixa/depósito – veja-se Dicionário Houaiss), as bibliotecas surgiram no Oriente Médio, entre 3.000 e 2.000 a.C.; se desenvolveram ao longo dos séculos III (fundação, pelos gregos, da Biblioteca de Alexandria) e I a.C. (disseminação, entre os romanos, das bibliotecas particulares), dando origem ao comércio de copistas, ao aparecimento de livrarias e ao estabelecimento de bibliotecas públicas, estas marcadamente na Roma do século II d.C. Com a invenção da imprensa, no século XV (em 1455, Gutenberg imprime a Bíblia), e a expansão comercial, os livros tornaram-se relativamente mais acessíveis e o hábito da leitura aumentou, pelo menos entre os pouco alfabetizados. Logo mais adiante, ao longo dos séculos XVII e XVIII, a Europa se viu em meio a difusão de suas bibliotecas nacionais, agora também caracterizadas por conter obras de literatura popular, administradas por livreiros. Contudo, é somente no início do século XIX, que o Brasil vem a ter sua Biblioteca