Formato, preço e pouco acesso à banda larga travam livro digital no Brasil, diz especialista

A incompatibilidade de formatos de arquivo, o preço elevado dos aparelhos de leitura digital e o pequeno número de pessoas com acesso à banda larga não permitem que os livros digitais se popularizem no Brasil.   A avaliação foi feita por escritora e editor, durante a o debate “O livro na era digital”, que aconteceu quinta-feira (19/8), na 21ª Bienal do Livro de São Paulo.Um dos principais entraves é o acesso à Internet banda larga. “Temos 39 milhões de consumidores de livros e 40 milhões de usuários de Internet banda larga, sendo que apenas 10 milhões utilizam em casa. Esse seria o nosso total de leitores”, avaliou o editor Ednei Procópio, durante o debate. “O analfabetismo digital tem que ser superado para substituir papel”.   Os diferentes aparelhos de leituras digitais e os formatos de arquivo exigidos por cada um também impedem a difusão dos livros digitais. “São inúmeros formatos e os aparelhos ora são compatíveis ora não. Isso travou o livro eletrônico”, disse Procópio. “Temos servidores que guardam vários livros, mas e se não tivermos uma tomada para ligá-lo?”, completou o editor sobre um problema que ele considera ainda mais básico.   Porém, ele ressaltou que o preço dos

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Cidades paulistas abandonam livro didático

Balanço do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) indica que 143 prefeituras paulistas – 22% do total do Estado – não aderiram ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui de graça cerca de 130 milhões de livros por ano às escolas públicas do País.   Desses 143 municípios, 43 não receberão os títulos do PNLD em janeiro, quando o programa do governo federal encaminhará nova remessa a estudantes do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental. Essas 43 cidades, em sua maioria pequenas, têm 103 mil alunos matriculados em escolas municipais.   É a primeira vez que o FNDE, autarquia do Ministério da Educação (MEC), faz a aferição da adesão ao PNLD, criado em 1985 e que consome anualmente R$ 1 bilhão na compra e distribuição de títulos. Até 2009, todas as escolas das redes públicas do Brasil recebiam automaticamente os livros, sem precisar pedir.   O termo de adesão é um dispositivo legal criado neste ano para mensurar a demanda para a distribuição do PNLD e também punir gestores em caso de desperdício. As cidades tiveram até o mês passado para assinar o documento e, no balanço do FNDE, São Paulo é o único Estado cuja

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Senador propõe que livro digital também fique livre de impostos

Está pronto para ser votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) o projeto de lei do Senado, de autoria do senador Acir Gurgacz (PDT), que altera a Política Nacional do Livro (PNL – Lei 10.753/03) para atualizar a definição e ampliar a lista de produtos equiparados a livro.    A proposta (PLS 114/2010) amplia o rol dos produtos isentos de impostos (nos termos da Constituição federal) para incluir qualquer livro em formato digital, magnético ou ótico. Atualmente, a Lei 10.753/03 só atribui a isenção a esses produtos quando destinados a pessoas com deficiência visual.   Pelo projeto, também ficarão equiparados aos livros os equipamentos cuja função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital ou a audição de textos em formato magnético ou ótico, como o conhecido Kindle, leitor eletrônico de livros (e-book reader).   Na justificação da matéria, Acir Gurgacz argumenta que a digitalização de obras e a publicação de livros digitais vêm crescendo exponencialmente nos últimos anos e que a própria Biblioteca Nacional do Brasil já firmou acordo com a companhia Google para a digitalização de mais de 2 milhões de livros.   Para o senador, o projeto vai ao encontro de diretrizes do PNL:

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Para Dilma, valorizar professor é base para ensino de qualidade

Programa não detalha aumento de recursos. A valorização do profissional da educação é um dos pontos que a candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, destaca dentre suas propostas para o setor.   “Porque não se faz ensino de qualidade sem professor bem pago, valorizado e respeitado”, afirma em entrevista exclusiva concedida ao Portal Aprendiz por e-mail, na última semana. Parte dos profissionais da educação básica ainda não recebe o piso salarial, como previsto na lei do piso nacional do magistério, aprovado em 2008, pelo Congresso Nacional. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), professores de cinco estados brasileiros (RS, SC, CE, MS e PR), por exemplo, já entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a implementação do piso.   Na entrevista, Dilma aponta também, entre outras metas, a construção de seis mil creches e a ampliação do programa Mais Educação. No entanto, não detalha como será garantida a ampliação de recursos para o setor – de 5,1% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7%. Pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgada em junho deste ano, mostra que apenas uma em cada cinco

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Abrelivros encerra seu ciclo de debates com o tema “O impacto das redes sociais no mundo educacional

A Abrelivros encerrou na noite desta quinta-feira seu ciclo de debates que aconteceu durante a 21ª Bienal Internacional do Livro. O encontro, que abordou o impacto das redes sociais no mundo educacional e editorial, contou com a presença de Carlos Felipe Carreira, planner digital da Agência PeraltaStrawberryFrog, Teresa Jordão, diretora de Educação a Distância do Instituto Paramitas e Simão Pedro Pinto Marinho, coordenador do Programa de Pós-graduação em Educação da PUC-MG e assessor pedagógico do  Programa Um Computador por Aluno – UCA. Como mediadora, o bate-bato teve Juliana Sanson de Oliveira, gerente de Tecnologia da Aymará Edições e Tecnologia Ltda.     A mediadora abriu o evento lembrando que redes de relacionamentos sempre fizeram parte das atividades humanas. “Socialmente somos membros de um conjunto de redes que nos influencia, nos educa, nos nutre de valores e sentimentos. Com a explosão das mídias sociais, muitos pensam que o fenômeno de nos interligarmos é novo, mas podemos ver que não é se paramos para pensar na teia de relações que tecemos ao longo de nossas vidas como relações na escola, com nossos colegas, professores, etc. Com esses relacionamentos já criamos uma rede que pode ou não durar a vida inteira.”   O debate,

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Papel continuará predominante

Diretor da maior editora do mundo prevê que livros impressos ainda serão maioria nos próximos anos.   “Fico satisfeito ao ver um leitor que está lendo no seu iPad ou Kindle. Sem estes aparelhos, talvez não atingíssemos aquela pessoa. (…) Contudo, o livro impresso continuará predominando por muito tempo.”   Markus Dohle, diretor executivo da Random House, maior organização editorial do mundo, em entrevista à revista alemã Der Spiegel   ENTREVISTA   Markus Dohle, diretor executivo da Random House Markus Dohle, de 42 anos, conversou com a revista Der Spiegel sobre os projetos da maior organização editorial do mundo para a era do livro eletrônico, as difíceis negociações com a Apple e os motivos pelos quais o livro impresso continuará predominando no setor. A seguir, trechos da entrevista.   Quando o senhor vê pessoas lendo no trem, de quem gosta mais, do leitor com o iPad ou daquele com um livro? Gosto dos dois…   Porque lucra com os dois. Mas é justamente essa a nossa oportunidade. Fico satisfeito ao ver um leitor que está lendo no seu iPad ou Kindle. Sem estes aparelhos, talvez não atingíssemos aquela pessoa naquele exato momento, porque ela pode ter deixado o livro em

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Educação deve ser prioridade para próximo governo, propõe Conselho de Desenvolvimento

O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) elegeu a educação como tema prioritário da agenda de desenvolvimento do país nos próximos anos. Membros do órgão reunidos nesta quinta-feira (19/8), na capital paulista, afirmaram que o investimento no ensino regular e profissionalizante deve ser prioridade durante o mandato do próximo presidente.   O ministro da Relações Institucionais e secretário-executivo do CDES, Alexandre Padilha, afirmou que o investimento em educação é importante por ter caráter econômico e social. “É um investimento social porque promove cidadania e inclusão social. Também é econômico porque forma profissionais melhores.” Entre as medidas recomendadas pelo conselho, estão a reestruturação da carreira dos professores das escolas públicas, a implementação do ensino básico integral e até a criação de um fundo com recursos provenientes da exploração do petróleo do pré-sal para financiamento à educação.   Integrante do CDES, o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José  Lopez Feijóo, defendeu também a melhoria dos equipamentos das escolas e um aumento progressivo do investimento voltado à educação. Para ele, independentemente do resultado das próximas eleições presidenciais, a melhoria da qualidade de ensino no país precisa ser promovida. Feijóo disse que, apesar do CDES ser um órgão criado pelo presidente

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Abrelivros promove o debate A produção de conteúdo educacional no futuro: desafios e possibilidades

Ontem, quarta-feira, 18 de agosto, a Abrelivros recebeu em seu estande Fernando Almeida, diretor de Educação da Fundação Padre Anchieta e professor titular da PUC-SP, Circe Bittencourt, professora da Pós-Graduação do Programa de História Política e Sociedade da PUC-SP e Parahuari Branco, diretor de Novos Produtos da Positivo Informática, para  o debate “A produção de conteúdo educacional no futuro: desafios e possibilidades”.     O encontro aconteceu durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo e teve como moderadora Ana Ralston, diretora de Tecnologia de Educação e Formação de Educadores da Abril Educação.   Circe Bittencourt começou sua participação no debate contando um pouco da história das produções de didáticos no país. Segundo ela, a figura do Estado sempre esteve presente na produção do livro didático, sendo que em determinada época a obra didática também foi fortemente controlada pela igreja.   Circe pontuou que diferentemente do passado, onde o autor tinha um papel predominante na produção do livro, hoje as editoras trabalham com uma enorme equipe que se divide na produção de uma obra.   A professora da PUC de São Paulo destacou alguns valores do livro didático e disse que ele  sempre trabalhou com a perspectiva de

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Abrelivros debate a integração de diferentes mídias na realidade escolar atual

Maria Alice Carraturi Pereira, assessora de Tecnologias na Educação e Educação a Distância da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e Demerval Bruzzi, diretor de Produção de Conteúdos e Formação de Professores da Secretaria de Educação a Distância do MEC debateram, na última terça-feira, 17 de agosto, durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a integração de diferentes mídias na realidade escolar atual.       O encontro aconteceu no estande da Abrelivros e teve como moderadora a editora executiva de Língua Portuguesa de Edições SM, Salete Toledo Moreira.   Maria Alice Carraturi Pereira foi quem abriu o terceiro debate promovido pela Abrelivros. Iniciou o bate-papo com a pergunta: Como pensa a nova geração? Segundo ela, vivemos na era da interatividade, condição bem diferente de alguns anos  quando o indivíduo tinha uma relação passiva com a comunicação.   “Hoje a criança não quer só apenas receber, como acontecia antigamente, ela quer interagir. A relação passou a ser de todos para todos.”   Maria Alice afirmou que o mundo digital está mudando a forma como a criança pensa. Esse modo de compreensão está sendo alterado pelas experiências audiovisuais e interativas fornecidas pelas ferramentas digitais online –

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