Mantega diz que não vai aumentar a parcela do PIB para a educação

Em reunião na ultima quarta-feira, 11, com parlamentares da Comissão Especial do Plano Nacional da Educação (PNE), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, manteve a postura já conhecida do governo federal de aumentar dos atuais 5% para 7,5% o investimento em educação do Produto Interno Bruto (PIB).   Segundo o deputado federal Newton Lima (PT-SP), o titular da pasta disse ainda que há uma chance de o valor ser reavaliado nos próximos cinco anos. Apesar da cobrança de um investimento de 10% feita por entidades ligadas ao tema, o relator da proposta na Câmara, o deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), disse estar convencido de que a quantia proposta “fará uma revolução na educação”.   O encontro a portas fechadas, porém, foi criticado. “Mostra claramente a restrição do governo em debater o assunto. Se ele vai dizer que não tem como aumentar a quantidade do investimento do PIB, isso deveria ser dito publicamente”, defendeu o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara.  

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Educação no campo terá mais recursos com medida provisória

Audiência pública promovida pela Comissão Mista do Congresso Nacional para discutir a Medida Provisória nº 562/2012, que prevê o repasse de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) a instituições comunitárias que atuam na educação rural, recebeu na ultima terça-feira, 10, o ministro da Educação em exercício, José Henrique Paim. Ele debateu as mudanças que o dispositivo traz para o ensino no campo.   De acordo com Paim, o Brasil melhorou os índices educacionais, mas no campo ainda há muito a ser feito. As ações previstas pela MP começam pela implantação do Programa Nacional de Educação no Campo (Pronacampo).   Com a medida, o apoio técnico e financeiro oferecido pela União às redes públicas de educação rural no Distrito Federal, estados e municípios se dará mediante a realização de um Plano de Ações Articuladas (PAR), feito em um ambiente virtual no Sistema Integrado de Planejamento, Orçamento e Finanças do Ministério da Educação (Simec). O dispositivo elimina a necessidade de acordos, convênios ou contratos para o repasse dos recursos.   “A partir do PAR conseguimos atingir mais efetivamente os municípios com menor desempenho educacional”, explicou Paim. “Ao longo desse período conseguimos chegar aonde o Ministério da Educação nunca havia chegado,

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Educação na mídia

Quatro meses após convidar formalmente o ministro Guido Mantega a comparecer à Câmara dos Deputados, a Comissão Especial do Plano Nacional da Educação (PNE) fará o caminho inverso e vai ao ministério ouvi-lo. A intenção é saber por que o governo diz ser impossível o Brasil investir 10% do PIB em Educação, como é solicitado pelas entidades ligadas ao setor.   A inversão é criticada pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação por tirar da sociedade o direito a debater e argumentar. “É imprescindível que a Comissão Especial do PNE leve Mantega para debater a matéria publicamente, inclusive como um sinal republicano de respeito do Poder Executivo perante o Poder Legislativo e a sociedade civil brasileira”, diz trecho de uma carta aberta publicada nesta segunda.   De acordo com o presidente da comissão, Wellington Coimbra (PMDB-ES), os deputados aceitaram a ida ao ministério, mas não está descartada uma convocação de Mantega. “Nós ainda temos esta prerrogativa se não ficarmos satisfeitos com as informações prestadas”, diz.   Segundo ele, a intenção é ter as respostas para que a Comissão possa votar o PNE na semana que vem. “Se não ficarem dúvidas da parte do governo, nós vamos colocar isto em pauta

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Os brasileiros e o papel da leitura

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, em sua terceira versão, divulgada na semana passada pelo Instituto Pró-Livro, é o resultado de uma evolução desse tipo de trabalho em nosso país. Desde a primeira versão, no ano 2000, passando pela de 2007, os objetivos têm se mantido idênticos. Mas existem mudanças significativas entre cada uma delas, o que torna a comparação uma tarefa difícil e que deve ser empreendida com cuidados. Em primeiro lugar destaquemos as diferenças entre a pesquisa de 2007 e a atual. São duas diferenças importantes.   A primeira é a alteração da ordem das perguntas. Na Retratos da Leitura de 2007, depois das perguntas de qualificação de renda, classe, Escolaridade etc., o questionário começava pela percepção que o entrevistado tinha sobre a importância da leitura, o “valor” da leitura, a posição da leitura em relação ao uso do tempo livre e coisas do estilo. Só mais adiante é que se faziam perguntas objetivas relacionadas aos hábitos de leitura e consumo de livros, como quantos e de que modo haviam sido lidos. Na versão de 2011 – com 5.012 entrevistas realizadas em 315 municípios brasileiros – se inverteu a ordem.   Isso certamente teve um impacto no

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Governo de SP contrata estudos para projeto de uso de tecnologia nas escolas

Foi publicado na ultima quarta-feira, 4, o chamamento público para a realização de estudos técnicos que vão subsidiar o projeto Aula Interativa, da Secretaria Estadual de Educação. A iniciativa, que tem investimento estimado em R$ 5,5 bilhões, visa a melhorar as condições de ensino e aprendizagem por meio do uso das Tecnologias da Informação e Comunicação em sala de aula, integrando conteúdos digitais interativos, formação de docentes e equipamentos.   O governo estima que serão beneficiados cerca de 3 milhões de estudantes e mais de 160 mil docentes das classes do 6.º ao 9.º ano do ensino fundamental e do ensino médio da rede estadual.   O resultado dos estudos ajudará a elaboração do edital de licitação do projeto, que será desenvolvido no modelo de parceria público-privada em um prazo de dez anos. O valor final da PPP será definido na licitação, última etapa do processo. O cronograma atual prevê a assinatura do contrato no início de 2013.   Segundo a secretaria, o investimento envolve desenvolvimento de conteúdos digitais interativos específicos para uso por professores e por alunos; formação de docentes; sistemas de gestão; e compra, instalação, manutenção e atualização tecnológica de equipamentos, como lousas digitais, projetores interativos, dispositivos móveis para

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A leitura no Brasil e em outros países

O Instituto Pró-Livro, que na semana passada divulgou os principais resultados da terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, disponibilizou no seu endereço eletrônico a apresentação do estudo conduzido em 2011.   A entidade também apresentou outro documento que compara alguns resultados apurados no Brasil com números pesquisados em alguns outros países, em diferentes anos.   Em relação ao número de livros lidos ao ano, por exemplo, a Espanha aparece em primeiro lugar (10,3), seguida de Portugal (8,5), Chile (5,4), Argentina (4,6), Brasil (4,0), México (2,9) e Colômbia (2,2). Na Espanha, 58% da população lê no tempo livre, número que se compara a 66%, no caso da Argentina, a 28%, no Brasil, e a 5%, no Chile.

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Mercadante quer Olimpíada Internacional do Conhecimento no Brasil

O MEC (Ministério da Educação) quer organizar para 2013 uma Olimpíada do Conhecimento. O intuito do ministro Aloizio Mercadante é “fortalecer o movimento”, caracterizado, nos últimos anos, pela multiplicação das competições escolares pelo país que testam o conhecimento dos alunos em diversas áreas: português, matemática, biologia, geografia, química, história e até astronomia.   A ideia do governo agora é unificar as duas competições organizadas pela pasta – a Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e a Olimpíada da Língua Portuguesa – adicionando conteúdos de ciência.   O projeto de Mercadante é, a partir da experiência da Olimpíada do Conhecimento, organizar, no Brasil, uma competição internacional para estudantes de diferentes países. A ideia é que a primeira edição do projeto ocorra em 2016, paralela às Olimpíadas do Rio de Janeiro.   “O melhor da herança olímpica que nós podemos deixar para as futuras gerações é exatamente esse espírito olímpico ligado ao conhecimento e ao esporte”, defendeu o ministro.   Na avaliação do MEC, as olimpíadas têm impacto positivo na aprendizagem. As inscrições para edição 2012 da Obmep terminaram na última semana com um recorde de inscritos: 46 mil escolas e 19,2 milhões de alunos participantes.   De acordo com

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40% das aulas na rede pública de SP serão digitais

O governo de São Paulo anunciou que transformará 40% da carga horária de suas escolas em conteúdos digitais, com apoio de lousas digitais e computadores.   A informação é de reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quinta-feira, (05), da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).   Uma empresa será a responsável por instalar equipamentos, treinar professores para as atividades e até desenvolver conteúdos para as aulas.   O investimento previsto é de R$ 5,5 bilhões, em dez anos. O valor é cinco vezes maior que o previsto para a reforma de escolas neste ano.   Pesquisas nacionais e internacionais que abordaram o uso de tecnologia na educação não detectaram melhora no rendimento dos alunos.  

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Raio X da Educação

Uma nova radiografia do ensino público mineiro foi divulgada no na ultima terça-feira, 02. Os dados do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) apontam redução no desempenho dos alunos dos níveis fundamental e médio em português e matemática, no comparativo entre o ano passado e 2010. Apesar da queda, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) afirma que o índice é superior ao de 2006, data do início das avaliações.   No 5º ano do ensino fundamental, a média de desempenho em matemática caiu de 235,10 pontos, em 2010, para 232,90 pontos, no ano passado. Mesmo com a diminuição, o aprendizado está dentro dos parâmetros recomendados. No fim desta etapa do ensino (9º ano), houve redução de 268,89 pontos para 264, padrão considerado intermediário pela secretaria. Em 2006, os índices eram de 196,49 e 246,33, respectivamente.   Em português, os alunos da primeira série avaliada passaram de 217,08 para 214,30. Já no 9º ano, o desempenho caiu de 255,66 para 253,90. Todos dentro do nível intermediário. Na comparação com 2006, houve elevação, já que, na época, os estudantes do 5º ano alcançaram média de 190,05 e do 9º ano, 242,74.   No ensino médio houve também

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