Investimento na primeira infância é prioridade, afirma Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu o investimento em ações voltadas à primeira infância para cumprir o objetivo da alfabetização na idade certa. Ele destacou que a grande prioridade de sua gestão no ministério é a articulação de um grande pacto nesse sentido. Para o ministro, investir em ações voltadas à primeira infância vai ao encontro dessa meta. “Uma política de construção e financiamento de creches é assistência social, mas o fator preponderante é educacional, com foco na educação da criança em momento importante de seu desenvolvimento, com estímulos pedagógicos e sensoriais que são fundamentais para o desenvolvimento de toda a sua vida adulta”, explicou Mercadante. Ele abriu a ultima quarta-feira, 16, o painel Desenvolvimento humano: o binômio criativo – Educação de qualidade e emprego, parte do XXIV Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae). O evento acontece no Rio de Janeiro e anualmente reúne especialistas em torno de temas e propostas para o futuro do desenvolvimento brasileiro. O enfrentamento da extrema pobreza, segundo o ministro, passa pela atenção especial às crianças. Estudos mostram que crianças que passaram por creches têm melhores oportunidades de alfabetização e de sucesso ao longo da vida escolar. A meta do governo é chegar

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Programa do MEC para alfabetizar alunos até os 8 anos vai investir na formação de professores

Deve entrar em funcionamento, no ano que vem, o Programa Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), do Ministério da Educação (MEC).   Segundo o secretário de Educação Básica da pasta, Cesar Callegari, na próxima semana o ministério enviará uma correspondência a todos os prefeitos e governadores explicando os detalhes do programa, que pretende garantir a alfabetização de todos os alunos até os 8 anos de idade tendo como principal foco a melhora na formação dos professores que lecionam nos três primeiros anos do ensino fundamental. “O Ministério da Educação está decidido a trabalhar de maneira colaborativa com cada um dos municípios e estados brasileiros para que nós possamos realizar essa tarefa, absolutamente indispensável para o sistema educacional brasileiro”, ressaltou Callegari para uma plateia composta de secretários municipais de todo país no Fórum Nacional Extraordinário dos Dirigentes Municipais de Educação. O foco da iniciativa é melhorar a formação dos 244 mil professores que lecionam no três primeiros anos do ensino fundamental. Entre as ações previstas está a distribuição de bolsas de incentivo para que os professores participem de cursos de capacitação fora do horário de trabalho.“É absolutamente indispensável valorizar esses profissionais. E a melhor maneira de valorizar esses profissionais é

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MEC amplia currículo alternativo para tirar ensino médio público da crise

Neste ano, 1.660 escolas da rede pública aderiram ao Programa Ensino Médio Inovador (Proemi), criado em 2009 pelo Ministério da Educação com o objetivo de reformular uma das mais problemáticas etapas do ensino. No total, segundo o Ministério da Educação, o programa passou a atender 10% das escolas públicas com ensino médio, o que representa uma adesão de 2.015 unidades nos 27 estados. Em 2011, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a taxa de reprovação no ensino médio foi de 13,1%, o maior índice desde 1999. Além disso, 9,6% dos estudantes neste ciclo abandonaram a escola – no primeiro ano do ensino médio, a taxa de abandono foi de 11,8%. As taxas de reprovação e abandono no ensino fundamental foram de 9,6% e 2,8% no mesmo período, respectivamente. O Proemi é uma tentativa do governo de desatar o grande “nó” da educação pública do país. Os problemas encontrados desde as primeiras séries do ensino fundamental vão se acumulando ao longo dos anos e transformam o ensino médio em um grande `gargalo`. Com um extenso conteúdo espremido em três anos letivos, o ensino médio apresenta alto índice de evasão escolar, alunos acima da idade

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Mercadante anuncia prova para estudantes de 7 e 8 anos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na ultima quarta-feira, 16, no Rio de Janeiro, que `precisa um estudo mais aprofundado para analisar` o aumento da taxa de reprovação no ensino médio em 2011 em relação aos anos anteriores. O índice, no entanto, é calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do próprio Ministério da Educação. A média nacional de reprovação ficou em 13,1% em 2011, e é a mais alta desde 1999, primeiro ano disponível para consulta no portal do Inep. `Oscilações de um ano para outro sempre acontecem. Para avaliar o ensino, a taxa de reprovação é um dos indicadores de fluxo. O outro é a qualidade do aprendizado. Como o ensino médio é predominantemente estadual e nós tivemos mudanças de governo em muitos Estados no ano passado, novos secretários de educação, novas atitudes, novos procedimentos, talvez tenha aí alguma explicação. Mas eu não quero me adiantar antes de um estudo mais aprofundado`, disse Mercadante, após participar do 24º Fórum Nacional na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro adiantou alguns pontos do programa `Alfabetização na Idade Certa`, que deverá ser lançado em junho pelo governo. Será criado um exame nacional

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Pesquisa da FGV constata que inclusão digital só será completa com educação básica de qualidade

A inclusão social no Brasil vem ganhando fôlego nos últimos dez anos, e computadores com acesso à internet têm sido um dos bens de consumo que mais vendem ultimamente. A conclusão é do coordenador do Mapa da Inclusão Social no Brasil, Marcelo Néri, divulgada na ultima quarta-feira (16/5). Mas, para Néri, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV), não basta subsidiar computadores e abrir centros públicos de acesso à internet. É preciso mostrar às pessoas a importância da internet e ensiná-las a usar a rede.   “A taxa de pessoas com internet em casa têm evoluído ao longo do tempo e, em oito anos, passou de 8% [em 2001] para 28% [2009]. Agora, já está em 33%. O que a pesquisa identifica é que não basta ter renda para participar do mundo digital. A falta de educação aparece como os dois principais motivos pelos quais as pessoas não se incluem digitalmente. Sem educação básica de qualidade, não há inclusão digital via computador”. A partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pesquisa aponta que 33,14% da população disseram não acessar a internet porque não consideram necessário ou não quiseram, e

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Escolha de livros didáticos precisa de avaliação, dizem autores

Os avaliadores das obras escolhidas para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) também precisam de uma avaliação, na opinião de representantes de autores ouvidos em audiência pública promovida na ultima quarta-feira, (16), pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). E o trabalho de escolha dos livros didáticos poderá ser regulamentado por meio de um novo marco legal, segundo proposta dos senadores que participaram da audiência. As maiores críticas ao atual modelo foram feitas pelo escritor Francisco Azevedo de Arruda Sampaio. Apesar de considerar o PNLD uma “boa política de Estado essencial para a educação brasileira”, ele afirmou que os avaliadores muitas vezes utilizam “critérios vagos e confusos” na escolha das obras que participarão do programa. Ele ressaltou ainda a necessidade de se garantir a pluralidade de pensamento dos autores. – Quando alguém não está de acordo com determinada linha de abordagem ou filiação acadêmica, é excluído. Como não pode ser pela linha pedagógica ou pela abordagem, inventam qualquer desculpa – afirmou Sampaio. Como exemplo, ele citou um livro de ciências, de sua autoria, que foi rejeitado por uma comissão de avaliação. O livro, relatou, foi considerado racista, por ter exposto como ilustração um “índio vestido de índio”. Segundo os avaliadores,

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País tem maior taxa de reprovação desde 1999

A taxa de retenção no ensino médio voltou a subir em 2011 e alcançou a média nacional de 13,1%. Trata-se do mais alto índice registrado desde 1999, primeiro ano com dados disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Os mais recentes indicadores foram divulgados pelo órgão na última segunda-feira, 14.  Os estados com piores índices de reprovação no ensino médio foram o Rio Grande do Sul, com 20,7%, e o Rio de Janeiro, com 18,5%. As menores taxas ficaram com o Amazonas, que teve 6% de retenção, e com o Ceará, com 6,7%.   Os dados sobre o rendimento dos estudantes é dividido em quatro categorias: taxa de aprovação, taxa de reprovação, taxa de abandono e taxa de não-resposta (TNR), composta matrículas que não se encaixam nas outras categorias por falta de informação nas escolas, tanto públicas, quanto privadas. Apesar do recorde em retenção, o índice de abandono no ensino médio diminuiu para 9,6% em relação a 2010. Em 2007, 13,2% dos estudantes que já estavam no ensino médio no ano anterior haviam desistido de estudar.  

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MEC divulga obras didáticas que serão distribuídas às escolas

O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União da ultima terça-feira, 15, a relação de obras didáticas aprovadas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2013, que distribui o material para escolas públicas. A lista contempla os trabalhos após análise de recurso e é a decisão final da pasta. As obras selecionas de Ciências, Matemática, Alfabetização Matemática, Letramento e Alfabetização, Língua Portuguesa, História, História Regional, Geografia e Geografia Regional farão parte do Guia de Livros Didáticos (PNLD 2013). Caberá às escolas escolher quais obras didáticas mais se adequam ao seu projeto pedagógico e solicitá-las ao MEC, que distribuirá os livros gratuitamente. As respostas aos recursos recebidos pela Secretaria de Educação Básica do MEC estarão disponíveis para acesso dos editores e autores no endereço http://simec.mec.gov.br/.

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