15,2% das crianças brasileiras chegam aos oito anos de idade sem alfabetizalção

A taxa de crianças brasileiras que chegam aos oito anos de idade sem estarem alfabetizadas é de 15,2%. Para educadores, a alfabetização tardia pode gerar um descompasso entre idade e aprendizagem e comprometer toda a vida escolar do estudante.   O Ministério da Educação lança um grande pacto nacional para “atacar o problema na raiz”. Confira, a seguir, o diagnóstico e a série de propostas sobre letramento e numeramento trazidas pelo Ministro Aloizio Mercadante, por especialistas e pelos participantes do primeiro evento da Série de Diálogos O Futuro se Aprende, que discutiu os desafios da educação pública brasileira. O que disse o Ministro:  Diagnóstico – 15,2% das crianças chegam aos oito anos sem estarem alfabetizadas; – Entre os estados brasileiros, as taxas são muito desiguais. No Paraná, esse número é de 4,9%, enquanto que no Nordeste a média é de 28%. “No Nordeste, tem 1/3 da sala de aula para o qual a professora não olha. O pedaço que não aprendeu a ler e escrever junto com os outros fica de fora”. – Os problemas no segundo ciclo do fundamental e no ensino médio são reflexo de uma alfabetização deficitária. “Se não valorizarmos a alfabetização, os indicadores do ensino médio

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Conselho Nacional de Educação dá posse a nove membros

Nove conselheiros tomaram posse na utima terça-feira, (3), no Conselho Nacional de Educação (CNE). O colegiado, composto por 24 membros, é um órgão de Estado com funções normativas e consultivas e tem por missão auxiliar na formulação de políticas públicas e diretrizes nacionais para organização dos sistemas de ensino. A maior mudança se deu na Câmara de Educação Superior (CES). Seis membros terminaram o mandato, que tem duração de quatro anos, e serão substituídos por Benno Sander, Erasto Fortes Mendonça, José Eustáquio Romão, Luiz Fernandes Dourado, Luiz Roberto Curi e Sérgio Kieling Franco. Na Câmara de Educação Básica (CEB), três membros terminaram seus mandatos, mas foram reconduzidos aos cargos: José Fernandes de Lima, Raimundo Moacir Feitosa e Francisco Aparecido Cordão. Chegaram ao grupo três conselheiros: Antonio Ibañez, José Francisco Soares e Luiz Roberto Alves. Durante a cerimônia de posse, o ministro da Educação Aloizio Mercadante destacou temas que as próximas gestões deverão se debruçar como a construção de um sistema nacional de avaliação da educação básica, nos moldes do que existe no ensino superior. Também pediu ao CNE uma revisão das diretrizes para os cursos de licenciatura que são responsáveis pela formação de professores da educação básica.   Novos conselheiros elegem José

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10% do PIB para educação equivale a duas CPMFs, diz Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a questionar nesta terça-feira a decisão da comissão especial da Câmara dos Deputados de aumentar os gastos públicos em educação para 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Atualmente, o país destina cerca de 5% do PIB para o setor. O índice é um dos pontos mais polêmicos do PNE (Plano Nacional de Educação), que define metas e estratégias para o setor num período de dez anos. `10% [do PIB para educação] equivale a duas CPMFs [imposto destinado à área de saúde, extinto em 2007]. Evidentemente não tem espaço na economia brasileira para aumentar a carga tributária`, afirmou o ministro após cerimônia de posse de novos integrantes do CNE (Conselho Nacional de Educação). Mercadante afirmou que o ministério era favorável ao percentual de 7,5%, defendido no parecer do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), relator da matéria na Câmara. O percentual foi ajustado para 8% e, após pressão de entidades ligadas ao setor, aumentado para 10%. O texto será agora debatido no Senado Federal. Fonte de Recursos  Mercadante afirmou que o debate deve ser aprofundado agora no Senado, por meio de uma definição da fonte de recursos para esse aumento de gastos em educação. `Se não

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Segundo Mercadante, PNE precisa indicar novas fontes de financiamento

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu na ultima terça-feira, 3, que o Plano Nacional de Educação (PNE) precisa identificar quais serão as novas fontes de recursos que irão custear o aumento dos investimentos na área. O projeto foi aprovado pela Câmara na última semana e agora segue para o Senado. Ele determina que o país deverá ampliar os investimento em educação até chegar a 10% do Produto Interno Brito (PIB) no prazo de dez anos. Para o ministro, essa tarefa é difícil de ser cumprida porque significaria dobrar o orçamento do MEC. “O MEC está muito à vontade porque nós somos os beneficiários dessa expansão. Mas temos que falar as coisas com profundidade para que não seja uma diretriz sem implantação”. A proposta apresentada pelo governo era de um investimento de 7,5% do PIB – atualmente o País investe 5,1%. Mas os movimentos sociais e parlamentares da comissão especial criada para analisar a matéria pressionaram o relator e conseguiram aprovar a meta de 10% do PIB. Na avaliação do ministro, não há espaço para criação de novos impostos que possam financiar essa expansão. Por isso seria necessário retirar dinheiro de outras áreas. Ele defende que os recursos da exploração do

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Alfabetização e tecnologia em pauta

A Feira de Frankfurt divulgou a programação e abriu inscrições para a Conferência Internacional Tecnologia, Cultura e Alfabetização – Contec Brasil. Com o tema “Formando leitores do futuro”, é o primeiro evento do tipo realizado por Frankfurt no país, e acontece nos dias 7 e 8 de agosto, logo antes da Bienal do livro de São Paulo, no Auditório Ibirapuera. Entre os objetivos da conferência estão a discussão sobre tecnologias e formação de leitores, a exposição de estratégias de ensino e aprendizagem para professores e alunos em fase alfabetização, o debate sobre novas formas de educação que levam em conta novas tecnologias e mídias digitais, e a apresentação de tendências de criação de conteúdo “crossmídia”, que mistura ferramentas como vídeo, textos e jogos. O público-alvo do evento são educadores, universitários, administradores e gestores educacionais do setor público e privado, especialistas em tecnologia educacional, editores, agentes literários, autores, livreiros, jornalistas, bibliotecários e profissionais de empresas de conteúdo “crossmídia”. Haverá palestrantes do Brasil e do exterior, entre eles Tom O´Mara, da National Adult Literacy Agency da Irlanda; Juan Felipe Cordoba Restrepo, da Associação de Editoras Universitárias Colombianas; Joanna Ellis, da Literary Platform do Reino Unido, e Brij Kothari, que representa a organização

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Pesquisas relacionam níveis de escolaridade e expectativa de vida

Pesquisas internacionais têm reforçado a hipótese de que a educação, além de contribuir para a carreira profissional e a formação das pessoas, pode trazer outro benefício a longo prazo. Segundo estudos publicados recentemente, o tempo de escolaridade é um fator importante para uma vida melhor e mais longa. Uma experiência implementada em escolas da Suécia na década de 50, com duração de 13 anos, proporcionou a pesquisadores da Universidade de Estocolmo o método ideal para verificar a influência de anos a mais de estudo sobre o tempo de vida.   Com o objetivo de avaliar o sistema escolar de nove anos antes de aplicá-lo em todo o País, colégios de 900 municípios agregaram um ano extra ao programa escolar de então; as crianças ingressavam no ensino fundamental aos sete anos e cursavam nove séries em vez de oito. Ao mesmo tempo, alguns alunos seguiam matriculados no sistema convencional e atuavam como grupo de controle para fins comparativos. Cerca de 1,2 milhão de crianças nascidas entre 1943 e 1955 foram incluídas na pesquisa, e nos 58 anos seguintes ao início da experiência, 92 mil morreram. Dados sobre as causas e a idade da morte foram coletados até 2007 por Anton Lager

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Investir 10% do PIB em educação é impossível, dizem especialistas

Ampliar o investimento em educação para uma parcela de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) é inviável, dizem especialistas na área. Essa proposta está prevista PNE (Plano Nacional de Educação), votado na ultima terça-feira (26) pela Câmara dos Deputados. O plano estipula que a meta de investimento deverá ser alcançada em dez anos; em cinco anos, deverá subir dos atuais 5,1% do PIB para 7%, até atingir os 10% no fim da vigência do PNE. De acordo com Cândido Alberto da Costa Gomes, professor da Universidade Católica de Brasília e especialista em financiamento, o maior problema será garantir que os municípios, principalmente os menores, atendam às exigências da medida. — Eles terão dificuldades administrativas e técnicas por serem o elo mais fraco da Federação. A lei não diz que cada nível de governo deve arcar com 10% do PIB, até porque o PIB é, antes de tudo, um indicador nacional, embora se possa, com menor precisão, calcular até o produto municipal. Gomes defende uma política de colaboração entre governos para que a meta, caso aprovada pelo governo federal, seja alcançada. — O aumento de recursos é necessário, mas não suficiente para democratizar e elevar a qualidade da educação. Financiar projetos

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Pierre Lévy prevê substituição do livro didático e do caderno por computadores e tablets

As mudanças tecnológicas tão aceleradas do mundo moderno vão chegar de vez à sala de aula e é bem possível que computadores, tablets e outras plataformas substituam o livro didático e o caderno. A previsão é do sociólogo e professor da Universidade de Ottawa (Canadá), especialista em internet. Ele participou do 5º Congresso Internacional da Rede Católica de Educação, que se encerra amanhã (1º), em Brasília. “É difícil dizer o que será a civilização no futuro. Aquilo que vamos construir não é imaginável agora. Nos estamos em um momento de grande transformação cultural”, avalia o especialista. Ele não descarta, no entanto, que as crianças continuem aprendendo habilidades básicas do mundo pré-digital, como a escrita à mão. “A priori, eu diria que é importante ensinar a escrever a mão. É importante manter isso assim como fazer o cálculo mental, apesar de todo mundo ter calculadora”, defende. Para Lévy, mudarão os materiais pedagógicos e mudarão as competências dos estudantes. “Os alunos do futuro serão pessoas criativas, abertas e colaborativas. Ao mesmo tempo, serão capazes de se concentrar com uma mente disciplinada. É necessário equilibrar os dois aspectos: a imensidão das informações disponíveis, colaborações e contatos; com [a capacidade de] planejamento, realização de

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Tecnologia pode ajudar Educação de SP, diz especialista

São Paulo tem deficiências crônicas na área da Educação. Entre elas, o analfabetismo e o fato de 20% dos alunos do ensino público virem de áreas consideradas de alta vulnerabilidade social e não haver políticas voltadas para este segmento, alerta a presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Maria Alice Setubal. Para ela, São Paulo está “um século atrasada” em comparação com outras grandes metrópoles. Para a especialista, uma maneira de resolver esse problema e aproximar o mundo dos jovens e a escola, é investir em novas tecnologias. “Com as novas tecnologias você pode trazer o ensino ao ambiente delas”, prega. “Hoje, a escola não tem sentido. (Ela deve) formar cidadãos que possam contribuir para questões atuais, como sustentabilidade e conviver com diferenças. É importante pensar valores dentro da escola. Diálogo, não violência, convivência. Pontos para pensar o que é uma educação contemporânea que faça sentido”, diz. Dentre as tecnologias que estão no mercado brasileiro, uma vem despertando a atenção dos educadores e gestores públicos e privados pelos resultados alcançados na transformação de conhecimento em soluções. Criada em Israel há 17 anos, a metodologia Mind Lab, batizada no Brasil de MenteInovadora, já foi

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