Brasileiros compraram quase 470 milhões de livros em 2011

Os brasileiros compraram cerca de 469,5 milhões de livros em 2011, segundo pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) sobre o mercado editorial do Brasil, divulgada na ultima quarta-feira (11) em São Paulo.   O número, de acordo com a assessoria de imprensa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), é recorde para o setor, e 7,2% maior que os cerca de 438 milhões de livros vendidos em 2010. O faturamento do setor cresceu 7,38% no mesmo período e passou de R$ 4,8 bilhões.    De acordo com o estudo, em 2011 cresceu também o número de títulos publicados: foram 58.192 no ano passado –sendo que 20.405 foram lançamentos –, um aumento de 6,28% em relação ao ano anterior.   Entre as modalidades de venda, o ano de 2011 viu uma queda de mais da metade dos livros vendidos de porta a porta: de 21,66% para 9,07%. Todas as demais categorias tiveram aumento na participação. As livrarias continuam correspondendo à maior parte do comércio e tiveram crescimento de vendas de 40,51% para 44,9%.   Já as vendas de editoras para igrejas e tempos subiram de 1,26% para 4,03% do total de livros comercializados. Supermercados –de 1,47%, para 2,4%– e bancas

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Editorial: Os tablets como quebra de paradigma pegagógico

Uma das principais publicações mundiais sobre o uso de tecnologia em salas de aula é a NMC Horizon Report, publicada pela New Media Consortium em conjunto com a Educause Learning Initiative. Em seu relatório de 2012, perguntava-se sobre as principais tecnologias que modificarão o Ensino-aprendizagem nos próximos cinco anos. O uso de tablets eletrônicos e de outros dispositivos móveis figuravam como o próximo passo a ser dado pelas instituições de Ensino.   Como explicar essa tendência? É muito simples: observe a seu redor. Os tablets estão cada vez mais presentes no cotidiano das crianças. Fica cada vez mais claro que sua presença em sala de aula é inevitável.    A NMC Horizon Report prevê que isso deverá acontecer em até dois anos. Para as instituições de Ensino, fica o desafio: vão precisar investigar e refletir sobre como o tablet poderá ser incorporado ao Ensino de forma prática e eficaz. Neste momento, são muitas as perguntas levantadas e cabe aos profissionais do mundo de Ensino procurar respondê-las. O potencial para a sala de aula é imenso. Hoje não é incomum observarmos crianças que olham para revistas e tentam passar a mão sobre a imagem na tentativa de mudar de página, da

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Governo tenta frear proposta de 10% do PIB para educação

Na tentativa de frear o avanço da proposta que aumenta os gastos públicos com educação para o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto em um período de 10 anos, o governo federal definiu na tarde de ontem uma estratégia com deputados do PT. A bancada, que votou em peso a favor do projeto na comissão especial da Câmara, foi cobrada por interlocutores da presidente Dilma Rousseff. A estratégia agora é apresentar um requerimento para que o tema seja discutido no plenário da Câmara, ao invés de seguir diretamente para o Senado. Segundo a Folha apurou junto ao Palácio do Planalto, a ideia do governo é utilizar a votação em plenário para `enfraquecer` o projeto. Se a proposta chegar com menos força no Senado, o governo acredita que conseguirá convencer os senadores da base a derrubarem o texto. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegou a dizer que, se o Congresso aprovar o percentual de 10% do PIB para a educação, pode `quebrar o Estado brasileiro`. O governo também tem argumentado com a base aliada que é temerário aprovar propostas que comprometam as finanças públicas em um cenário de crise econômica internacional. Ontem, a ministra das Relações

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Mercadante quer que recursos dos royalties de estados e municípios sejam investidos na educação

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, defendeu na ultima terça-feira, (10), a utilização dos recursos arrecadados da distribuição dos royalties aos estados e municípios como forma de aumentar os recursos destinados ao Programa Nacional de Educação (PNE). Esse é um debate em andamento na Câmara para reajustar de 5% para 10% do orçamento da União destinados aos investimentos no setor. Para Mercadante, essa discussão só avançará caso os parlamentares definam a fonte de custeio que bancará praticamente “dois Ministérios da Educação”. O reajuste representa investimentos de R$ 200 bilhões o que significa, de acordo com o ministro, cinco CPMFs (Contribuição sobre a Movimentação Financeira).“O Congresso Nacional vai bancar cinco CPMFs ou vai aumentar imposto?”, indagou Aloízio Mercadante. Por outro lado, ele disse que a medida representaria um impacto nas prefeituras. Mercadante disse que se os congressistas admitirem debater o repasse dos recursos dos royalties para investimentos em educação pública, o debate será “para valer”. De qualquer forma, ele defendeu um amplo debate sobre o tema para que se possa analisar o Programa Nacional de Educação e suas respectivas fontes de custeio.

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Setor cresce 7,36% ajudado pelo governo

A principal pesquisa do mercado editorial revela que este cresceu 7,36% em faturamento em 2011, na comparação com 2010, para R$ 4,84 bilhões. Sem o efeito da inflação (6,5% pelo IPCA), contudo, o aumento real foi bem mais modesto: 0,81%. Os dados do levantamento “Produção e vendas do setor editorial brasileiro”, realizado pela Fipe por encomenda da CBL e do Snel, mostra também que o número de títulos editados no ano passado subiu 6,28% ante 2010, alcançando 58.192, e o total de exemplares vendidos cresceu 7,2%, para 469,47 milhões. Já o número de exemplares produzidos aumentou 1,47%, para 499,79 milhões. O governo teve papel fundamental nos números positivos do faturamento do setor, uma vez que as vendas de livros para programas e órgãos governamentais tiveram crescimento de nada menos do que 21,2% (valor não deflacionado). A alta é resultado da combinação entre mais exemplares vendidos (13,7%) e preços em ascensão (6,55%). Quando são considerados os dados de mercado (que engloba todas as vendas com exceção daquelas para governo), o cenário é diferente. O segmento cresceu em faturamento 3%, mas, levando-se em conta a inflação, houve queda real de 3,27%. As vendas de mercado chegaram a R$ 3,45 bilhões, ou 71,3% do setor

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Alunos do fundamental receberão 52 milhões de obras no próximo ano

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) distribuirá, em 2013, 52 milhões de livros para estudantes dos três primeiros anos do ensino fundamental. A informação foi dada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.   O orçamento previsto para o PNLD é de R$ 1,48 bilhão em 2012. Além das compras de novos livros, também serão feitas a reposição e a complementação dos livros distribuídos para os anos finais do ensino fundamental e ensino médio, além de livros para bibliotecas.    O programa tem como principal objetivo subsidiar o trabalho pedagógico dos professores, por meio da distribuição de coleções de livros didáticos aos alunos da educação básica. Os livros são selecionados a partir de um edital, que define os critérios, prazos e procedimentos para os detentores dos direitos autorais encaminharem as obras para o Ministério da Educação.   Depois disso, as coleções passam por uma triagem das especificações técnicas, e depois são entregues para avaliação pedagógica, sem informações de identificação (autor, editora, etc). Após a seleção das obras, o MEC publica o Guia de Livros Didáticos, com resenhas das coleções aprovadas. O guia é encaminhado às escolas, que

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CONTEC 2012 – Conferência Internacional de tecnologia, cultura e alfabetização: formando leitores

A Feira do Livro de Frankfurt apresenta a CONTEC Brasil, uma conferência sobre alfabetização, educação e conteúdo de mídia e tecnologia para crianças e jovens, que acontecerá nos dias 7 e 8 de agosto de 2012, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Em sua primeira edição, educadores, administradores da área educacional, experts em tecnologia e educação, editores e profissionais de empresas crossmedia poderão participar de um programa internacional e único que combina insights visionários e experiências práticas. A conferência é organizada por duas divisões da Feira do Livro de Frankfurt: a LitCam e a Frankfurt Academy. A CONTEC Brasil irá promover discussões sobre a incorporação de novas tecnologias na sala de aula, o treinamento de professores, e a mídia digital e as redes sociais na alfabetização. Palestras e painéis de discussão irão explorar a influência cada vez maior do livro digital na produção editorial tradicional, os desafios da produção crossmedia e o poder da mídia social. As inscrições são gratuitas, já começaram e podem ser feitas exclusivamente pelo site www.contec-brasil.com.

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Aumento de gastos para educação pode quebrar Estado, diz Mantega

O ministro Guido Mantega (Fazenda) afirmou que as discussões no Congresso que aumentam os gastos do governo colocam em risco a solidez fiscal do país. Mantega citou o PNE (Plano Nacional de Educação), que pretende elevar os gastos do governo federal para o equivalente a 10% do PIB, e as pressões por aumentos salariais do funcionalismo. `Sempre nos deparamos com riscos de que o Parlamento aumente os custos de maneira extraordinária, o que põe em risco a solidez fiscal que conquistamos a muito custo`, disse. O ministro afirmou que o aumento dos gastos em educação para 10% tempestivamente pode `quebrar` o Estado brasileiro. Ele criticou também os pleitos salariais dos servidores do judiciário. Nas palavras de Mantega, são os servidores que têm os melhores salários e estão pedindo reajuste superior a 50%. `Nossa folha é de R$ 200 bilhões e temos que ter cuidado, não podemos brincar em momentos de crise`, afirmou Mantega. Ele também criticou as tentativas de extinguir o fator previdenciário, que diminui a aposentadoria de quem se aposenta com menos de 60 anos (para mulheres) e 65 anos (para homens). Segundo Mantega, o fim do fator retira a exigência da idade mínima para a aposentadoria, o que só

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Substitutivo ao marco civil da internet recebe sugestões até sexta-feira

O substitutivo formulado pelo relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), ao Projeto de Marco Civil da Internet (PL 2126/11) recebe sugestões até sexta-feira (6) pelo site e-Democracia. Molon apresentou o parecer à proposta do governo na ultima quarta-feira (4). A previsão dele é que o texto seja votado pela comissão especial na próxima semana, antes do recesso parlamentar. • Clique aqui para ler o parecer A proposta é uma espécie de Constituição da internet, com princípios que devem nortear o uso da rede no Brasil; direitos dos usuários; obrigações dos provedores do serviço; e responsabilidades do Poder Público. O PL 2126/11 tramita em conjunto com outros 37 projetos. Porém, o relator optou por tomar como base, em seu substitutivo, a proposta do governo. “Este texto resultou de um amplo processo de debates e consultas públicas no Ministério da Justiça”, destaca. A principal alteração feita no projeto original foi a inclusão de medidas claras para proteger os dados pessoais do internauta. Além disso, segundo o relator, a garantia da liberdade de expressão foi ampliada em seu texto, na medida em que os sites passarão a ter de fornecer informações sobre conteúdos que foram removidos e as razões para a remoção. Molon deixou os crimes cibernéticos

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