Para Mercadante, mudar ensino médio será difícil, pois maioria das escolas são estaduais

O ministro da Educação Aloizio Mercadante disse na ultima quinta-feira (18) que qualquer mudança no ensino médio vai ser de difícil aplicação porque 86% do sistema é gerido pelos Estados. A afirmação foi feita durante a terceira reunião do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), em Florianópolis. A reunião com secretários de educação estaduais tinha por objetivo produzir um diagnóstico sobre o ensino médio público no país. Segundo a Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), caiu o número de jovens entre 15 e 17 anos que estudam, 1,7 milhão de jovens nessa idade está fora das escolas. O ministro considerou que as propostas mais importantes dos membros do conselho para melhorar o ensino médio são “o redesenho do currículo” e a “formação de professores, com a oferta de mais vagas nas universidades e treinamento contínuo para os que já estão lecionando”. Os secretários pediram escolas em tempo integral e mais escolas noturnas. O ministro disse aos educadores que a integral é uma prioridade do governo, mas “que não dá para fazer isso de uma só vez em todo país”. Sobre os 1,7 milhão de jovens em idade escolar fora da escola, ele disse que “o mais importante é

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Ministro pede propostas a secretários para mudar ensino médio já em 2013

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pediu para que os secretários estaduais de educação façam um esforço para, o mais breve possível, definir suas propostas de mudanças para melhorar o ensino médio.   A solicitação foi feita na abertura do III Encontro Ordinário do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), realizado na ultima quinta-feira, 18, em Florianópolis. O encontro serviria para que os secretários de educação encaminhassem as propostas ao Ministério da Educação. No entanto, o documento não foi concluído e os secretários continuarão o debate nos estados, de forma a entregar o documento final até 7 de dezembro. Mercadante solicitou a antecipação do prazo para que os avanços na educação já sejam aplicados no ano letivo de 2013. “Os estados precisam defender a proposta do MEC para que todos os royalties do petróleo sejam destinados à educação”, disse o ministro. O encontro dos secretários termina nesta sexta-feira, 19. Os secretários dos estados reconhecem a necessidade de um pacto nacional, mas querem preservar a identidade local nos temas. O ministro Aloizio Mercadante também disse que programas do governo estão incentivando a melhoria do ensino médio, tais como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e,

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Câmara conclui votação do PNE, que amplia recursos da Educação

Angelo Vanhoni havia sugerido a aplicação de 8% em seu último relatório.A Câmara concluiu, na ultima terça-feira (16), a votação do novo Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País para políticas de educação. A proposta segue agora para o Senado.   A conclusão da votação ocorreu com a aprovação da redação final do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). A proposta, que tramitava em caráter conclusivo, foi aprovada por uma comissão especial no dia 26 de junho.   Índice O índice de 10% vinha sendo reivindicado por deputados da oposição, parte da base aliada do governo e entidades da sociedade civil.   Hoje, a União, os estados e os municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB na área. Na proposta original do Executivo, a previsão era de investimento de 7% do PIB em educação. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que chegou a sugerir a aplicação de 8% em seu último parecer.   Um acordo entre governo e oposição, no entanto, garantiu o apoio do relator aos 10%. Pelo texto aprovado, o governo se compromete a investir pelo

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Câmara aprova projeto que prevê 10% do PIB do País para a educação

A Câmara concluiu na ultima terça-feira, 16, a tramitação do Plano Nacional de Educação (PNE) com a destinação de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no ensino do País, com a aprovação da redação final do projeto pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A proposta segue para a votação dos senadores. A meta de 10% do PIB deve ser alcançada em dez anos e engloba recursos do governo federal e dos orçamentos dos Estados e dos municípios. O governo sofreu uma série de derrotas na votação do projeto. O governo aceitava destinar 7% do PIB para a educação, mas viu a proposta com o porcentual maior ser aprovado na comissão especial. Na segunda tentativa, recolheu assinaturas para que o projeto fosse obrigatoriamente votado pelo plenário. Sem esse recurso regimental, o PNE seguiria direto da comissão para votação pelos senadores. O requerimento foi apresentado pelo líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), no início de agosto. No entanto, deputados recuaram e retiraram as assinaturas, derrubando o recurso. Dessa forma, o projeto foi para a CCJ, responsável por aprovar a redação final, sem, no entanto, poder fazer alterações de conteúdo do texto aprovado. A proposta apresentada originalmente pelo Ministério da Educação

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Educação é entrave na América Latina

Na corrida para fazer parte do seleto grupo das nações mais ricas do mundo, os países da América Latina e do Caribe se deparam com uma grande barreira. O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos, que será divulgado hoje, 16,  pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), mostra que oito milhões de jovens entre 15 e 24 anos – ou um em cada 12 – da região nem mesmo completaram o quinto ano do Ensino Fundamental e precisam de caminhos alternativos para adquirir habilidades básicas exigidas pelo mercado de trabalho. Num conjunto de 123 países em desenvolvimento pesquisados, 200 milhões de pessoas nessa faixa etária estão na mesma condição. No mundo todo, mais de um quarto dos jovens estão desempregados ou trabalhando em ocupações que os mantêm na linha de pobreza ou abaixo dela. Num momento em que os países, sobretudo os da Europa, tomam uma série de medidas para afugentar a crise, a falta de qualificação profissional dos jovens torna-se mais preocupante do que nunca. – É um desafio que precisa ser enfrentado por toda a sociedade, empresas e governos – disse Rebeca Otero, coordenadora de Educação da Unesco no

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FNDE busca parcerias para disponibilização de obras digitais

Empresas interessadas em estruturar e operar serviço virtual, público e gratuito, para disponibilização, por meio da internet, de conteúdos digitais do Ministério da Educação (MEC) podem enviar propostas para firmar parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As propostas podem ser entregues de hoje até o dia 15 de outubro de 2013 à Coordenação Geral dos Programas do Livro (CGPLI/FNDE, Setor Bancário Sul, Quadra 2, Bloco F, Brasília, DF, CEP 70.070-929).   O objetivo é constituir acordos de cooperação, sem ônus para o FNDE, para distribuição remota de obras digitais voltadas para professores, alunos e outros agentes da rede pública de ensino – universo estimado em até 50 milhões de usuários. Devem ser disponibilizados títulos do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e de outras iniciativas do MEC. Cada lote de obras digitais será disponibilizada para públicos específicos, com regras para controle de acesso e garantia aos direitos autorais e à propriedade intelectual dos acervos.   Veja o edital de convocação para a formação de parcerias tecnológicas

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Mercadante diz que Lei de Cotas vai contribuir para melhorar ensino

A Lei de Cotas contribuirá para a melhoria do ensino das escolas públicas, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na abertura do seminário Qualidade do Ensino Médio, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), na ultima quarta-feira, 10.  De acordo com o ministro, com uma maior possibilidade de ingresso na universidade, os estudantes e professores se empenharão mais para melhorar a qualidade do ensino. No entanto, Mercadante lembrou que as universidades terão de se esforçar para garantir o pleno acompanhamento desses estudantes.O ministro defendeu a participação das universidades federais na elevação da qualidade do ensino médio do País. Para ele, a boa formação universitária do professor garante um melhor rendimento dentro da sala de aula.   “A universidade agora terá de se dedicar mais à formação dos professores da rede pública. É um motivo a mais para trabalharmos juntos nesse processo.” Mercadante lembrou que, a partir de 2013, os professores de escolas públicas deverão receber tablets com toda a bibliografia da fase escolar, e as escolas deverão ser equipadas com rede de internet sem fio. Haverá ainda novos investimentos em formação inicial e continuada de professores, diretores e gestores. Apesar das deficiências ainda

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Escolas não devem adotar tablet só porque é moda, conclui debate

O tablet não deve ser usado por escolas só porque “é moda”. Para que o aparelho entre em sala de aula, é preciso antes desenvolver um projeto pedagógico para seu uso e preparar o professor. Essa foi uma das sugestões do debate “Tablet na Infância – Educação e Entretenimento”, realizado na ultima segunda-feira, 8, no Teatro Folha, em São Paulo. O encontro, promovido pela “Folhinha”, teve parceria do Instituto Ayrton Senna e foi acompanhado por 190 pessoas, a maioria professores e pais.   “Se a escola pede tablet no material escolar, o ideal é que tenha um plano pedagógico. Se não sabe como será usado, recomendo que o pai não compre. E mais: eu tiraria meu filho de uma escola assim”, disse Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, ONG que trabalha com segurança na internet.   Outro alerta é que o tablet não tenha acesso 3G e funcione pela rede da escola, o que possibilita um maior controle da navegação do aluno.    O conflito de opiniões entre a psicóloga Andrea Jotta, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, e Valdemar W. Setzer, professor do departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da

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Brasil fica em 9º lugar em ranking global de mercados editoriais

O esforço do consultor Rüdiger Wischenbart para mapear as indústrias livro do mundo todo começou em 2011 provavelmente em seu escritório no bairro de Josefstad, em Viena, ou mais possivelmente em um dos cafés que fazem parte do cotidiano de qualquer cidadão austríaco. O projeto é patrocinado pela International Publishers Association (IPA), com apoio da Feira do Livro de Londres e da BookExpo America. Os resultados iniciais da pesquisa começaram a aparecer no primeiro semestre deste ano, quando um ranking preliminar dos mercados por país foi apresentado.    Trata-se, no entanto, de um trabalho ainda em desenvolvimento e, agora, na Feira de Frankfurt, que começa na próxima quarta-feira, a IPA divulga um ranking atualizado e mais completo, acompanhado de um mapa mundi que reflete o potencial da indústria editorial de cada país – o Global Map of Publishing Markets 2012 ou Mapa Global de Mercados Editoriais 2012, em bom português. No ranking atualizado, o Brasil ocupa uma honrosa 9ª posição com um valor de mercado ao consumidor final estimado em 2,54 bilhões de euros.   Atrás da Espanha e à frente da Índia, o mercado brasileiro aparece consolidado como o maior da América Latina. Uma observação importante é que dada

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