Abrelivros acompanha em Brasília lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa

A Abrelivros – Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares – acompanha nesta quinta-feira, dia 8.11, no Palácio do Planalto em Brasília o lançamento do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), pacote de medidas do governo para assegurar que alunos da rede pública saiam do 3º ano do ciclo fundamental, ou seja, completem oito anos de idade alfabetizados, com domínio da língua portuguesa e da matemática, em suas operações iniciais, cumprindo a diretriz curricular do Ministério da Educação (MEC) para esta etapa do ensino. A cerimônia, com início previsto para às 11h00, será conduzida com a presença da Presidente Dilma Rousseff; do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante; e do Secretário da Educação Básica do MEC, Cesar Callegari. A diretoria da Abrelivros também estará presente.  “A Abrelivros acompanha as medidas do Pacto Nacional com a intenção de aproximar ainda mais o trabalho das editoras de didáticos das expectativas do governo no campo da alfabetização”, diz Sérgio Quadros, presidente da associação. A alfabetização foi o tema central das discussões e palestras que a Abrelivros promoveu durante a 22º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, ocorrida em agosto. Um dos painéis, apresentado por Callegari a professores e educadores, girou em

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Site reúne dados comparativos sobre a educação básica no Brasil

A Fundação Lemann e a Merritt, consultoria de informação educacional, lançaram nesta terça-feira (6) o Portal QEdu (www.qedu.org.br), que reúne dados oficiais do governo federal sobre Educação básica no Brasil. O site tem acesso gratuito e permite ao usuário buscar informações em nível nacional, estadual, municipal e por rede Escolar. Atualmente, o QEdu tem todas as informações das edições de 2007 e 2009 da Prova Brasil, realizada a cada dois anos pelo Ministério da Educação, e do Censo Escolar 2010.Além de trazer o desempenho de cada Escola, rede Escolar, município e estado, o site incluiu todas as respostas dos centenas de milhares de questionários respondidos pelos participantes da Prova Brasil Alunos, Professores e diretores das Escolas. Segundo Ricardo Fritsche, co-fundador da Meritt e um dos idealizadores do portal, o objetivo do QEdu é traduzir o volume cada vez maior de dados educacionais produzidos no Brasil em informação que pode ser facilmente acessada e discutida por gestores e pela sociedade. “O QEdu tem mais conhecimento sobre a rede de Educação básica de um município que o secretário de Educação que vai assumir no ano que vem”, disse.”Ainda que o Brasil tenha muitos dados educacionais disponíveis, eles não são amplamente divulgados ou

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Colômbia inspira professores

A capital colombiana também tem práticas de estímulo à leitura e uma rede de bibliotecas públicas que podem inspirar o Brasil. Bogotá foi a primeira cidade da América Latina a ser considerada Capital Mundial do Livro, título dado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e pela indústria editorial mundial em 2007, devido a projetos de estímulo à leitura. Além dela, apenas Buenos Aires, na Argentina, detém o título no continente.   Um aluno entra na sala do diretor da escola Benjamín Herrera sendo puxado pela camisa por sua professora, que pede a expulsão do rapaz, pois ele se recusou a ler livros “chatos”. O diretor deu a ele uma tarefa: fazer uma pesquisa de campo para saber por que os jovens não queriam ler. O trabalho causou uma revolução na escola. O interesse pela leitura cresceu tanto que foi preciso construir um prédio para abrigar outra biblioteca.    O episódio aconteceu na cidade de Medellín, na Colômbia, há 20 anos, mas até hoje serve para exemplificar as dificuldades dos professores para estimular a leitura e como elas podem ser superadas.    Assim como o Brasil, a Colômbia não tem bibliotecas escolares perfeitas e em

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Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa deve ser lançado 5ª-feira

O governo federal deve lançar na quinta-feira, 8, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, em cerimônia no Palácio do Planalto. O pacto é um conjunto de medidas na área de educação para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade. Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o pacto foi construído em conjunto com todos os secretários estaduais do setor e terá a adesão de cerca de 5,3 mil municípios. As redes municipais e estaduais terão de aderir ao programa para receber recursos e o apoio técnico do Ministério da Educação. “Temos várias universidades trabalhando nesse projeto, material didático, a formação dos professores alfabetizadores. No Sul do País, as crianças nessa idade (8 anos) que não são alfabetizadas são 5%. No Nordeste, 28 % das crianças não aprendem a ler e escrever na idade certa”, disse Mercadante, após participar de cerimônia no Palácio do Planalto. A intenção da iniciativa, segundo o ministro, é tornar a alfabetização na idade certa “a prioridade das prioridades”. Conforme Mercadante, “só dominando a leitura, a redação, a interpretação e a matemática é que as crianças poderão se desenvolver no ambiente escolar”. A portaria que estabelece as regras do

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‘O Brasil não tem um sistema de bibliotecas’, diz líder da FNLIJ

A secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Elizabeth Serra, se diz cética em relação ao cumprimento da lei brasileira que obriga todas as escolas a ter bibliotecas até 2020. E afirma que só a medida não basta. Quais projetos colombianos de incentivo à leitura podem servir de inspiração para o Brasil?   O Brasil ainda não tem um sistema nem de biblioteca pública nem de biblioteca escolar. Por isso é que veio a lei. Mas, sozinha, ela não vai fazer nada. Temos que nos mobilizar. As crianças têm que aprender a usar a biblioteca na escola. No Brasil, nós temos salas de leitura e raríssimas bibliotecas nas escolas. Por que as escolas têm que ter bibliotecas em vez de salas de leitura? A sala de leitura não cumpre o papel de biblioteca, pois às vezes tem um tratamento biblioteconômico e às vezes não. Se não houver um procedimento de catalogação dos livros e de adequação deles na estante, não é possível ter um acervo coletivo. Isso também é um processo educativo que tem que ocorrer na escola. A organização é fundamental.   A biblioteca dá continuidade à escolaridade. Se os alunos não aprendem na escola que

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Ministra da Cultura quer resolver ‘problemas’ dos direitos autorais

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, defendeu na ultima terça-feira, 30, no Senado Federal uma reforma na Lei de Direitos Autorais, em vigor há 14 anos, e mais transparência na gestão do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), entidade privada que administra os recursos advindos da propriedade intelectual no país. Aos senadores da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, Marta disse que alguns gargalos dos direitos autorais devem ser resolvidos “para que as obras sejam utilizadas para fins didáticos e para que os autores recebam o dinheiro”. Para explicar como a legislação pode dificultar o acesso das pessoas aos bens públicos e culturais, que é um direito humano, a ministra citou um caso recente ocorrido na Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro. A instituição possui acervo com mais de oito milhões de obras – e começou a digitalizá-lo. No entanto, não pretende colocar o material para ser acessado, pela internet, pela população do país. O motivo: evitar problemas com os direitos autorais. “Temos de arrumar uma solução para isso e ver como compensar o autor, para que sua obra não seja indevidamente explorada”, observou Marta Suplicy. “O século 21 não tem volta.” Por isso, a ministra disse aos

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Brasil tem variedade de currículos para o Ensino Fundamental

O que se ensina numa aula de matemática do 5º ano em Goiânia (GO) é o mesmo que os alunos de uma escola gaúcha aprendem? Os estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental de Recife (PE) têm acesso aos mesmos conteúdos de ciências que as crianças paulistanas? Existe uma base comum para o que professores de Brasília (DF) e Salvador (BA) ensinam em sala de aula?   Responder a essas perguntas não é muito fácil. O Brasil não tem um currículo nacional para a Educação Básica – tema que é historicamente alvo de muitas polêmicas. O que existe hoje são as diretrizes curriculares nacionais para cada etapa, da Educação Infantil ao Ensino Médio. No entanto, os documentos são bastante amplos, o que motivou o Ministério da Educação (MEC) a detalhar de forma mais minuciosa o que os alunos devem aprender em cada ciclo. É o que se chama de direitos de aprendizagem, tema que está em debate no governo federal há cerca de um ano (leia mais aqui).    Para tentar elucidar um pouco o cenário, o Todos Pela Educação entrou em contato com secretarias de Educação de 12 capitais para saber que tipo de proposta curricular essas redes têm

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Mercadante debate sistema de educação e defende as cotas

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, propôs na manhã da ultima terça-feira, 30, a criação de grupos de trabalho para atuar nos temas formação de professores e gestores para educação básica e educação superior a distância.   Durante a abertura da reunião técnica Revolução educacional, transformação tecnológica e desenvolvimento no Brasil: Problemas e linhas estratégicas de ação, promovida pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o ministro debateu com especialistas o sistema educacional brasileiro. No encontro, realizado em Brasília, Mercadante apresentou os principais programas e ações do Ministério da Educação, da creche à pós-graduação. O ministro voltou a defender a política nacional de cotas sociais, que destinará em quatro anos 50% das vagas das universidades federais para estudantes oriundos da escola pública. “As cotas são uma política de 10 anos para estimular o acesso às melhores universidades do país de estudantes da escola pública, que são 88% dos estudantes”, disse Mercadante. “Assim, 12,5% das vagas deste ano serão para alunos da rede pública.” De acordo com o ministro, dos 20% mais pobres da população, apenas 4,2% têm ensino superior ou estão na universidade, enquanto entre os 20% mais ricos, 47% tem diploma. “A verdadeira razão da desigualdade no Brasil: acesso

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Para cumprir meta do PNE, Mercadante defende destinação de 100% dos royalties para educação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a defender na ultima terça-feira, 30, a destinação de 100% dos royalties decorrentes da exploração do petróleo, tanto na camada do pré-sal como na área do pós-sal, à educação.   Segundo ele, a proposta, que tem apoio da presidenta Dilma Rousseff, é a alternativa “concreta” para garantir a destinação, em dez anos, de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor, conforme prevê o Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado este mês pela Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 8035/2010, que trata do PNE, ainda será votado no Senado. “A única alternativa real e concreta que eu vejo é vincularmos todos os royalties do petróleo à educação em todos os níveis, federal, estadual e municipal, além de 50% do fundo social [do pré-sal]. Como o petróleo é uma energia não renovável, a que a próxima geração não terá acesso, a nossa obrigação é deixar um Brasil melhor e o único passaporte é a educação”, disse, após participar de um seminário sobre os desafios da educação no Brasil, no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), em Brasília. Mercadante acredita que o novo modelo de partilha dos royalties decorrentes da exploração do petróleo possa ser

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