Ensino Médio precisa de mais investimentos e não apenas de novo currículo, dizem debatedores

O representante da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Professor Dante Henrique Moura, defendeu na última quarta-feira, 28, em audiência da comissão especial sobre reformulação do Ensino médio, que esse nível de Ensino não precisa de mais uma reforma e, sim, de condições reais de funcionamento.   “Nenhuma Escola do País tem infraestrutura física adequada, como laboratórios, quadras, ateliês de artes, ou profissionais com condições necessárias de formação e de trabalho”, ressaltou. Para Moura, “não é apenas a organização curricular do nível médio, mas a política do Estado brasileiro para a Educação” que precisa ser redefinida.    Tanto o Professor quanto a representante do Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes), Professora Carmem Sylvia Vidigal Moraes, defenderam a formação integral do Aluno, e não apenas sua qualificação para atender às exigências do mercado. Na avaliação dos especialistas, antes de entender as tecnologias necessárias ao trabalho, o Aluno precisa entender o mundo em que está inserido.   Os Professores apontaram os Institutos Federais Tecnológicos de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets) como as Escolas que melhor correspondem ao ideal de Ensino médio. “Ali eles vão ter uma formação que congrega conhecimentos das ciências, das letras e das artes com

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Cleuza Repulho recusa convite para assumir Secretaria Municipal de Educação de São Paulo

Cleuza Repulho recusou o convite para ser secretária municipal de Educação de São Paulo na noite da ultima terça-feira (27). Seu nome já era dado como certo no comando da pasta. Repulho segue no comando da Educação de São Bernardo do Campo, na gestão de Luiz Marinho. Segundo ela, os motivos foram “lealdade e compromisso”. “Temos um projeto para São Bernardo do Campo e ele [Luiz Marinho] foi reeleito com 66% dos votos com esta equipe”, afirmou Cleuza ao UOL. “A responsabilidade com a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) também pesou muito. Tenho um compromisso”, disse. A secretária se refere à disputa pela aprovação do PNE (Plano Nacional de Educação), que tramita no Senado e define 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a área da Educação. Desde meados de novembro, quando o convite foi feito, a educadora, que chefia a Educação em São Bernardo do Campo, evitou confirmar sua vinda para a capital paulista. Ela afirmava que esperaria o retorno do prefeito Luiz Marinho, que estava fora em viagem. Cleuza Repulho é ré em um processo que investiga um esquema de desvio de R$ 49 milhões na Prefeitura de Santo André. Os supostos desvios ocorreram entre 2005

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Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação

O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados. Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o

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ONU: direito à educação é mais do que frequência escolar

Para a relatora especial da ONU sobre o Direito à Educação, Kishore Singh, o `direito à educação significa mais do que a frequência na escola`. `Aumentar o acesso sem garantir a qualidade dos professores, dos currículos e das escolas não vai melhorar nossas sociedades`. A declaração foi feita durante a reunião mundial do programa Educação para Todos, realizada em Paris (França) e liderada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). No encontro, a relatora também pediu que os governos garantam um ensino de qualidade e inclusivo para todos, sem discriminações. `Temos de assegurar não apenas que um número cada vez maior de estudantes tenham acesso à educação primária, mas que os governos garantam que a educação seja um direito para seus cidadãos, que seja de alta qualidade e que seja promovida igualmente, sem discriminação`. O programa Educação para Todos, lançado em 1990, na Tailândia, é formado por uma coalizão de governos nacionais, grupos da sociedade civil e agências de desenvolvimento, como a Unesco, empenhados em atingir seis metas específicas até 2015: Expandir os cuidados na primeira infância e no aprendizado; Proporcionar educação primária gratuita e obrigatória para todos; Promover as competências de aprendizagem

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Dados do MEC sobre ENEM 2011 por escola contradizem ministro Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, creditou a queda de 16 pontos na média geral do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2011 por Escola na ultima quinta-feira (22) à retirada das notas da redação no cálculo das notas. Porém, dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) na ultima sexta (23) mostram que, na verdade, o desempenho dos alunos efetivamente piorou, derrubando a nota. Veja o diálogo travado entre uma repórter e o ministro durante a entrevista coletiva em que apresentou os dados. DIÁLOGO ENTRE MERCADANTE E REPÓRTER EM COLETIVA Repórter: No Enem de 2010, a média nacional foi de 511 e a média deste ano foi de 494,8…   Ministro: Sem redação. Repórter: Exatamente, a queda foi porque tirou a redação? Ministro: É. Repórter: Só por isso? Ministro: É. Em 2010, a média das provas objetivas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagens e matemática) foi 511,21. No ano passado, esse número caiu para 494,64, puxado, principalmente, pelas notas de ciências humanas e da natureza. As notas de português e matemática cresceram. Em ciências da natureza, a nota vem caindo desde 2009, quando registrou 502,14. Este foi o primeiro ano em que foi utilizada a TRI (Teoria de Resposta ao Item)

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Brasil ainda tem 12,9 milhões de analfabetos, segundo IBGE

Segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 9,7% em 2009 para 8,6% em 2011, totalizando 12,9 milhões de brasileiros. A maior proporção ainda é verificada na Região Nordeste: 16,9%. Ainda de acordo com a Pnad 2011, 96,1% dos analfabetos do país têm 25 anos ou mais. Mais da metade deles se concentram na faixa acima de 50 anos.   Ler placas, número do ônibus, pedir documentos, pagar contas no caixa eletrônico. Essas, como tantas outras do chamado mundo letrado, são tarefas simples do cotidiano. Simples, apenas para aqueles que dominam plenamente duas habilidades básicas: ler e escrever. Já o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) divulgado neste ano, realizado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostra que apenas um em cada quatro brasileiros tem domínio pleno de habilidades básicas de leitura, escrita e matemática. Além disso, a proporção de pessoas que atingem o nível pleno de alfabetismo está estagnada há 10 anos em 25%.    O Inaf divide os participantes em quatro níveis: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e alfabetizados

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Entidades fazem campanha contra ida de Cláudia Costin para o MEC

Diferentes entidades e organizações não-governamentais estão fazendo campanhas na internet contra a transferência da secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, para o Ministério da Educação. Há, inclusive, uma petição pública contra a primeira escolha feita pelo ministro Aloizio Mercadante e divulgada pelo iG no dia 16 de novembro. A petição critica a atuação de Cláudia de forma dura, dizendo que ela tem “implementado a privatização do ensino público, a fragmentação do trabalho docente, a perda da autonomia dos professores e a submissão estrita aos cânones neoliberais”. Os professores que assinam o documento dizem que a secretaria comandada por Cláudia impôs “autoritarismo didático e de conteúdos” às escolas. Eles acreditam que a educação básica será “descaracterizada” se a ida da secretária para Brasília for confirmada. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) também usou a internet para protestar contra o nome da secretária municipal do Rio para o cargo.   “Não concordamos com qualquer movimento que venha a indicar retrocessos no projeto de resgate da educação pública brasileira e do País”, afirmaram.   A CNTE, em nota divulgada em seu site, citou o passado da secretária, que foi ministra da Administração e Reforma do Estado durante

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Haddad confirma convite à secretária da Grande SP para assumir Educação

O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), confirmou na ultima quinta-feira, 22,  que convidou Cleuza Repulho, secretária de Educação de São Bernardo do Campo, para a mesma pasta na sua gestão. “Preciso ainda conversar com o Luiz Marinho (PT) [prefeito de São Bernardo] para definir isso”, disse Haddad. Sobre as denúncias contra Repulho, disse que “qualquer um pode ter um processo”. “Até onde sei, ela não tem nenhuma condenação”, disse. Ela é ré em um processo que apura o desvio de R$ 49 milhões em Santo André, quando também era secretária da Educação. Segundo a Promotoria, a secretaria transferiu dinheiro para uma ONG que não comprovou a execução dos serviços.“Vou me inteirar dos fatos. Mas a denúncia de Santo André tinha motivação política. Depois disso, ela já trabalhou comigo no MEC”, afirmou. O prefeito eleito chega hoje de Paris, onde acompanhou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) na apresentação da candidatura paulistana para realizar a Expo 2020. Segundo Haddad, na segunda ou terça-feira deverá ser anunciada mais uma “leva” de secretários. A meta é chegar ao fim do mês com 15 ou 20 nomes definidos. Os futuros secretários Jilmar Tatto (Transportes) e José de Filippi Jr. (Saúde) se reuniram com

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Câmara aprova criação do vale-cultura

O Plenário aprovou na ultima quarta-feira (21) o Projeto de Lei 4682/12, da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) e outros, que cria o vale-cultura, no valor de R$ 50 mensais para os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Terá direito o trabalhador que receba até cinco salários mínimos. A matéria, aprovada na forma de um substitutivo, será enviada para análise do Senado. O vale-cultura já tinha sido aprovado pela Câmara em 2009, com um texto alternativo ao PL 5798/09, do Executivo. O Senado também revisou o projeto, enviando emendas à Câmara. Entretanto, não houve acordo sobre o mérito para votar esse texto. Segundo o presidente da Câmara, Marco Maia, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) foi uma das coordenadoras do novo texto, apoiado por vários deputados. “Fizemos exatamente o que foi combinado com as lideranças e negociado com o Ministério da Cultura e outros setores do governo”, afirmou. Um dos pontos negociados foi a exclusão dos aposentados e pensionistas dentre os beneficiários, conforme constava da redação aprovada pela Câmara. Oposição questiona Apesar de não obstruir a votação, o deputado Mendonça Filho (PE), vice-líder do DEM, disse que a matéria tem vício de iniciativa, porque a criação de despesas para o

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