Mercadante insiste em 100% dos royalties para a educação

O ministro da Educação, Aloísio Mercadante, fez uma defesa veemente do projeto da presidente Dilma Roussseff que destina 100% dos recursos de futuros no setor de exploração petrolífera à educação, em conversa com a BBC Brasil em Moscou.   O Congresso deve votar nos próximos dias em regime de urgência se aprova ou não os vetos da presidente Dilma Rousseff ao projeto de mudanças no regime de exploração de petróleo. Um dos itens do projeto original e ao qual o Congresso se opôs é o que destina a totalidade dos recursos de contratos que vierem a ser firmados à educação. O petróleo é uma riqueza não renovável. Dificilmente meus netos terão acesso ao petróleo. Temos de olhar para o futuro do Brasil. Precisamos deixar uma herança pós-petróleo. Educação é o maior problema estrutural do País, afirmou o ministro. O ministro era um dos integrantes da delegação da presidente Dilma Rousseff que esteve na Rússia para uma visita oficial de três dias, encerrada no sábado, quando a comitiva presidencial regressou ao Brasil. Debate nacional “O Brasil precisa fazer esse debate, não é um problema só do Congresso. O que aconteceu com alguns dos países que são grandes produtores e exploradores de

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Professores serão premiados nesta quinta por inovação e criatividade

Será realizada nesta quinta-feira, 13, às 9 horas, no Hotel Nacional, em Brasília, a cerimônia de entrega da sexta edição do Prêmio Professores do Brasil. O evento terá a participação do ministro da Educação em exercício, José Henrique Paim Fernandes, além de representantes das entidades parceiras do evento.   Serão premiados 40 professores da rede pública brasileira. Entre os 2.609 projetos inscritos de todo o país, foram selecionados aqueles que se destacam pela inovação e criatividade na busca da melhoria da qualidade da educação básica.    Os autores das experiências selecionadas pela comissão julgadora nacional, independentemente de região e categoria a que concorrem, receberão o prêmio de R$ 7 mil, além de troféu e certificados. As escolas serão premiadas com placa comemorativa.   Os prêmios estão divididos em oito categorias. No desenvolvimento de temas livres, serão reconhecidos professores da educação infantil, dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio. Em temas específicos, os professores da educação integral e integrada, de ciências para os anos iniciais, de alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e de educação digital articulada ao desenvolvimento do currículo.   O Prêmio Professores do Brasil visa a valorizar o papel do professor como

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Começa hoje a escolha do livro didático para escolas do campo

Inicia nesta quarta-feira, dia 12, o período de escolha dos livros didáticos a serem utilizados por estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental de escolas públicas do campo. Professores, orientadores educacionais e gestores das secretarias de educação têm até o dia 20 de dezembro para registrarem a escolha no sistema de material didático do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), localizado no portal eletrônico da autarquia (www.fnde.gov.br). As secretarias de educação receberam cartas com as senhas para acessar o sistema do FNDE e selecionar uma coleção inteira, abrangendo todas as disciplinas, em 1ª opção, para cada rede de ensino, e outra coleção como 2ª opção. As secretarias de educação devem convocar os professores das zonas rurais para selecionar o material didático mais adequado ao programa de ensino de cada rede. Para auxiliar na escolha, o FNDE disponibilizou, na semana passada, o Guia do Livro Didático do PNLD Campo, que contem um resumo das coleções oferecidas. Esta é a primeira vez que o FNDE vai distribuir material didático específico para estudantes de escolas do campo, com abordagem que considera a realidade social, cultural, ambiental, política e econômica dessa população.   As obras compreendem a alfabetização matemática, letramento e

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Especialistas veem recuo do governo em destinar 10% do PIB para educação pública

O relatório do senador José Pimentel (PT-CE) sobre o projeto de lei que definirá o novo PNE (Plano Nacional para a Educação) representa um recuo do governo no compromisso de destinar 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação pública nos próximos 10 anos, segundo especialistas ouvidos pelo UOL. Para Daniel Cara, coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o texto proposto por Pimentel para as 20 metas do PNE (veja lista abaixo) é um `retrocesso` em relação ao projeto aprovado na Câmara dos Deputados, porque retira a obrigação de destinação exclusiva dos investimentos para a educação pública. `O texto abriu brechas para a transferência de recursos públicos para o setor privado, especialmente no ensino profissionalizante e no ensino superior`, diz. `É uma grave deficiência, porque a prioridade deve ser a educação pública`. Segundo Luiz Araujo, ex-presidente do Inep (Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a retirada do termo `pública` no texto da Meta 20 pode reduzir o compromisso de investimento na educação pública para aproximadamente 8,5% do PIB. Isso porque o investimento público direto em educação representava 84% do valor total investido no setor até 2009 — desde então, o MEC (Ministério da Educação) deixou de

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As 12 tendências tecnológicas da educação brasileira até 2017

Laboratórios móveis, redes, inteligências colaborativas, geolocalização, aprendizado baseado em jogos, conteúdo aberto. Achou essa lista futurista demais para ser usado em escala nas escolas do Brasil, públicas e privadas? Talvez ela não seja tão inalcançável assim. O sistema Firjan reuniu um grupo de 30 especialistas para analisar o estado do uso da tecnologia em práticas no país e fez prognósticos sobre quais ferramentas já estarão sendo usadas em escala em um horizonte de até cinco anos. O estudo “As Perspectivas Tecnológicas para o Ensino Fundamental e Médio Brasileiro de 2012 a 2017: Uma Análise Regional do NMC Report”, divulgado nesta semana, identifica 12 tecnologias emergentes que têm potencial para impactar o ensino, além das dez principais tendências e os dez maiores desafios da educação brasileira. Entre as 12 tecnologias apresentadas, quatro foram apontadas entre as que devem começar a fazer parte massivamente das salas de aula em menos de um ano: ambientes colaborativos, aprendizagem baseada em jogos e os dispositivos móveis representados por celulares e tablets; outras quatro estavam entre as que devem começar a ter seu uso mais frequente em dois ou três anos: redes, geolocalização, aplicativos móveis e conteúdo aberto; e mais quatro foram podem ser esperadas em

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Escolas e recursos digitais: sim ou não?

O ano vai chegando ao fim, e com isso a agitação nas editoras escolares atinge seu ponto máximo (ou quase). Como serão as vendas e adoções em 2013? E que impacto os novos produtos digitais vão ter no mercado?   Ainda não dá para ter clareza dos números, mas o fato é que a oferta eletrônica para as escolas particulares cresceu bastante – seja em decorrência do PNLD 2014, seja como parte de outras estratégias.  Ainda o “efeito PNLD” Como já adiantado nesta coluna, a entrada do MEC nessa seara parece ter sido um fator decisivo para os lançamentos digitais, já que boa parte é voltada para o segmento do último PNLD (6º a 9º anos). Os exemplos incluem produtos de editoras como Saraiva, SM e Leya. Há também estratégias mais amplas, como no caso da Moderna e >Ática, que estão lançando recursos digitais tanto para coleções dos anos finais do Ensino Fundamental quanto para o Ensino Médio. Correndo por fora, há os sistemas de ensino, que vêm oferecendo esse tipo de recurso até há mais tempo do que as editoras. Nesse front, a grande novidade veio do UNO – agora com um modelo internacional amplamente baseado na introdução do iPad em

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Senador diz que vigência obrigatória de acordo ortográfico será adiada

O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) disse hoje, 05, que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa deverá ter vigência obrigatória só a partir de 31 de dezembro de 2015. O acordo, assinado em 2008 por sete países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, e que pretende simplificar as regras ortográficas e aumentar o prestígio social da língua no cenário internacional, valeria a partir de 1º de janeiro de 2013 no Brasil. No entanto, de acordo com Cyro Miranda, a presidenta Dilma Rousseff declarou que vai emitir um decreto adiando a data. O senador diz que havia entrado com uma proposta de resolução para o adiamento, mas que a presidenta a dispensou, já que o processo de aprovação desse tipo de norma é mais demorado. Miranda acredita que o ideal seria adiar a vigência para 2018 e sugere que seria necessário a elaboração de outro acordo, que tenha a contribuição de mais setores da sociedade. “Além do novo acordo ter sido muito mal feito, os professores ficaram de fora”, disse. “Precisamos rever tudo. Temos que descomplicar a língua, se não vai ser só retórica… temos que aprovar um formato com lógica. [O novo acordo] tem tanta exceção que os professores não

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Mercadante pede que estados e municípios produtores usem royalties de contratos atuais na educação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pediu na última terça-feira, (04), que os municípios e estados produtores de petróleo deem exemplo ao país e vinculem parte dos seus royalties a investimentos na educação. “Os royalties não são renováveis, as futuras gerações não terão acesso a essa riqueza, portanto, temos que pensar no futuro do Brasil”, disse o ministro. Para Mercadante, os estados produtores precisam “dar um passo adiante” com relação ao melhor aproveitamento desses recursos. “Como é uma riqueza temporária, não pode ir para o inchaço da máquina pública e para qualquer outro desperdício, mas para investimentos estruturantes”, argumentou. A declaração de Mercadante foi feita durante a solenidade de comemoração do 80º aniversário do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A Medida Provisória 592/2012, que define novos critérios para a distribuição dos royalties do petróleo e sua destinação integral à educação, vincula apenas os contratos assinados a partir de 3 de dezembro deste ano. Para o ministro, a decisão da presidenta Dilma Rousseff de vetar o projeto de lei aprovado pelo Congresso de partilha foi difícil, porém indispensável. “Não podemos quebrar contratos, desestabilizar um ente da Federação de um dia para o outro”, explicou.

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