Chalita é eleito presidente da Comissão de Educação da Câmara

Com 24 votos a favor e dois em branco, o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) foi eleito na manhã desta quarta-feira presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.   O pemedebista foi eleito em meio a denúncias de corrupção feitas por um ex-auxiliar do período em que foi Secretário de Educação do governo de São Paulo, na gestão Geraldo Alckmin (PSDB) entre 2002 e 2006. O Ministério Público de São Paulo investiga as acusações. Chalita teria recebido R$ 50 milhões em propinas.    Tamanho foi o alcance das denúncias contra ele que, anteriormente nome certo para ocupar o Ministério da Ciência e Tecnologia, o parlamentar submergiu e passou a articular, com o apoio da cúpula do PMDB, seu nome para a comissão.  

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Ensino médio piora: 9 em 10 alunos deixa escola sem saber matemática

A cada dez alunos, apenas um concluiu o terceiro ano do ensino médio com conhecimento considerado adequado em matemática em 2011. Os dados são parte do relatório anual “De Olho nas Metas” feito pelo movimento Todos Pela Educação e divulgado nesta quarta-feira (6). A análise de dados oficiais mostra que o ensino médio continua sendo o grande gargalo da educação brasileira.   O ensino médio foi a única etapa a regredir em relação à prova anterior: o índice de alunos com desempenho satisfatório em matemática era de 11% em 2009 e ficou em 10,3% em 2011. O relatório usou dados da Prova Brasil e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica).    No aprendizado de português, o indicador se manteve estável em 29% – ou seja, sete de cada dez alunos tiveram desempenho insuficiente.   Para Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, o fracasso do ensino médio é fruto da baixa qualidade do aprendizado acumulado no ensino fundamental e de problemas na estruturação do currículo de aulas.   “No ensino médio, o aluno já chega com uma defasagem muito grande, por tudo que ele não aprendeu nos anos anteriores”, afirma.   Problema estrutural Em sua opinião, a recuperação

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Dilma destaca a valorização da profissão de professor

A presidente Dilma Rousseff defendeu na última terça-feira, 05,  a profissão de professor e a educação no País como caminho para superar a pobreza. `As crianças têm de ter educação no campo ou na cidade`, afirmou no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais. Dilma espera que todos os recursos arrecadados com o pré-sal sejam direcionados para a educação. `O gasto com educação seria o destino de todos os recursos arrecadados pelo pré-sal. Tem de gastar em educação e gastar muito`, declarou. A presidente destacou o papel do mestre no processo e disse que é preciso gastar dinheiro com o professor, porque é quem ensina a criança. Dilma voltou a falar dos recursos do pré-sal e reiterou que todo o fundo social do pré-sal deva ser destinado primeiro para a educação. `Daqui a 10 anos a gente vê onde bota, dá para botar um pouco mais em algum lugar. Ou botamos muito dinheiro na educação ou nosso País não vai crescer o que pode`, enfatizou.  

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Sufocados pelos livros digitais

Nos últimos tempos, as notícias sobre o livro digital aparecem por todos os lados e em publicações voltadas para diferentes segmentos. Toda a euforia não é para menos. Afinal, 2012 foi o ano em que o catálogo digital das editoras mais do que dobrou, de acordo com levantamento realizado pela Folha de S. Paulo no final do ano. Depois disso, muitas novidades ampliaram os espaços para o tema. Hoje, os brasileiros têm várias opções de compra de e-books com a entrada das grandes lojas no país. Até mesmo o MEC resolveu incluir o livro digital no edital de compras para alunos do ensino médio. O acesso ao sinal wi-fi em ônibus e vans escolares vai atraindo novos públicos para a tecnologia.   Algumas editoras passaram a lançar seus livros nos dois formatos e o crescimento do setor em 2013 também deve surpreender. Mesmo na área de eventos, há vários acontecendo e outros programados focando o universo digital. Com todo esse alvoroço, como fica o trabalho dos assessores de imprensa? Pelo que andei pesquisando e conversando com alguns jornalistas do setor, não há uma divulgação específica, pelo menos por enquanto. Geralmente nos releases que acompanham as obras impressas vem uma complementação, informando

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PNE: Entidades criticam inclusão do setor privado nos 10% do PIB para educação

As mudanças propostas pelo senador José Pimentel (PT-CE) no projeto de lei que cria o novo PNE (Plano Nacional da Educação) foram novamente alvo de críticas por especialistas e entidades ligadas à área. Na última sexta-feira (1º), o FNE (Fórum Nacional de Educação) –que congrega 28 organizações, entre sindicatos, entidades patronais e órgãos públicos, como as comissões de educação da Câmara e do Senado– divulgou uma nota cobrando alterações em quatro pontos da última versão do relatório apresentado por Pimentel à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado. O plano tramita no Congresso desde 2010 e deverá estabelecer 20 metas para a educação no país na próxima década, entre elas a universalização da educação básica, da creche ao ensino médio, e a elevação da qualidade do ensino para padrões internacionais. A principal mudança defendida pelo Fórum é a volta da meta de investimento equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) “em educação pública” ao fim de 10 anos, como aprovado em dezembro pelo plenário da Câmara dos Deputados. Pimentel defende que o texto da chamada meta 20 leve em conta o “investimento público em educação”, o que abre espaço para incluir no cálculo, por exemplo, os recursos gastos com

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Mercadante pede apoio da Câmara para vinculação dos royalties para a educação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu na última quinta-feira, (28), após visita ao presidente da Câmara, deputado Henrque Eduardo Alves (PMDB-RN), a aprovação da Medida Provisória (MP) 592 que destina os recursos dos royalties do petróleo para a educação. Mercadante também pediu a Alves prioridade para votações de medidas provisórias e de projetos de interesse da sua pasta como o de formação de professores, que está pronto para ser votado. A MP ainda está sendo discutida pela comissão mista do Congresso Nacional e tem como relator o deputado Carlos Zarattini (PT-SP). Zarattini foi o relator de projeto de lei, originário do Senado, sobre a distribuição dos royalties. Na véspera da votação, a pedido do governo ele incluiu no seu substitutivo a destinação de parte dos recursos dos royalties para a educação, mas seu projeto foi rejeitado e aprovado o texto do Senado. Como parte do projeto recebeu vetos, o governo editou a MP destinando os recursos para a educação. “Vim solicitar um olhar especial para alguns projetos do Ministério da Educação que são muito importantes. Primeiro, qualquer que seja a decisão com relação ao veto dos royalties, que haja disposição de discutir com profundidade a vinculação dos recursos dos royalties na

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MEC nomeia novos secretários

O Ministério da Educação (MEC) divulgou os nomes dos novos secretários de Educação Superior (Sesu) e de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) da pasta. O reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Paulo Speller, assume a Sesu, no lugar de Amaro Lins. Macaé Evaristo, diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e Relações Raciais do MEC, fica à frente da Secadi, em substituição a Cláudia Dutra. Os dois secretários deixaram os cargos alegando motivos pessoais. Macaé e Speller tomam posse assim que tiverem os nomes publicados no Diário Oficial da União.Macaé Evaristo é graduada em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora efetiva da rede municipal de ensino de Belo Horizonte desde 1984, ela atuou também como professora e coordenadora do programa de implantação de escolas indígenas de Minas Gerais no período de 1997 a 2004. Paulo Speller tem graduação e mestrado em psicologia pelas universidades Veracruzana e Nacional Autônoma de México, respectivamente. É doutor em ciência política pela Universidade de Essex, no Reino Unido. Ele exerce ainda o cargo de conselheiro da Organização das Nações Unidas para Educação,

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Projeto para criar escola sem professores ganha prêmio de US$ 1 milhão

Uma “escola na nuvem” sem professores, mas em um ambiente que estimula a criatividade, onde as crianças podem explorar e aprender sozinhas e ensinar umas às outras usando recursos disponíveis via internet é o projeto premiado pelo TED com US$ 1 milhão (cerca de R$ 2 milhões) para se tornar realidade. O modelo, baseado em experiências realizadas pelo indiano Sugatra Mitra desde 1999 será aplicado em um laboratório na Índia e contará com uma rede de educadores, professores aposentados e outras pessoas engajadas em mudar a forma como as crianças aprendem. “Meu desejo é o de ajudar a projetar o futuro da aprendizagem, apoiando crianças de todo o mundo a desenvolverem seu deslumbramento inato e trabalhar juntos”, disse o educador em conferência no evento anual da instituição sem fins lucrativos que promove a disseminação de ideias, na Califórnia, Estados Unidos, na última terça-feira, 26. O primeiro experimento realizado por Mitra para chegar à convicção de que o “conhecimento é obsoleto” e de que vivemos na “era da aprendizagem” foi realizado através de uma parede, onde o então professor de programação colocou um computador através de um buraco que dava em uma favela. Sem fornecer instruções, deixou o equipamento disponível para crianças

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Templo do livro, modelo em xeque

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.   Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria

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