Parlamentares apoiam isenção do livro digital

O livro digital mais uma vez é tema de debate. Dessa vez não se trata de uma conferência, curso ou palestra sobre o futuro do livro. Trata-se do Seminário ‘Desafios do Livro Digital no Brasil’, que reuniu representantes governamentais, políticos e setor privado na Câmara dos deputados na última quarta-feira, 07 em Brasília.   O tema vem ganhando espaço aos poucos na agenda do Congresso Nacional, sobretudo com a aprovação no Senado da medida que busca a isenção de impostos na importação e comercialização do livro digital. A medida foi o principal foco do debate, tanto do lado do governo quanto dos empresários.   A posição da Frente Parlamentar do Livro e da Leitura, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), é declaradamente favorável. “O quadro educacional e nível de leitura no Brasil é muito frágil, temos que trilhar todos os caminhos para democratizar o acesso ao livro. Nesse sentido, é adequada essa iniciativa que isenta o livro digital de impostos”, contou a deputada ao PublishNews.   O peso dos impostos, sobretudo sobre a importação deaparelhos eletrônicos, é velho conhecido de outros setores produtivos, e com o advento das inovações digitais passou a ser preocupação do mercado editorial também, pois freia

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Unicamp lança ferramenta educacional na internet

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lançou uma nova ferramenta educacional, o portal e-Unicamp, que já está operando experimentalmente.   O novo portal foi criado pelo Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), em conjunto com as pró-reitorias de Graduação e de Pós-Graduação. A proposta é estimular o uso de tecnologias na área de educação e incentivar o relacionamento entre docentes, alunos e a comunidade em geral. O novo serviço começa com diversos vídeos, animações, simulações e ilustrações para apoiar as aulas de diversas disciplinas criadas por professores da universidade. De acordo com a Unicamp, o novo portal foi desenvolvido para impulsionar o uso de tecnologias educacionais que permitem a criação de novos relacionamentos entre professores, estudantes e comunidade. O acesso aos materiais poderá ser feito de forma livre e sem custo. Não há necessidade de se inscrever nem de outras formalidades, mas é preciso observar e estar de acordo com as condições previstas nos termos de uso. Paralelamente ao portal, o usuário pode empregar o ToolDo, um software livre que permite desenvolver conteúdo multimídia, organizado em aulas, tópicos e páginas. Suas funcionalidades são acessadas por meio da internet, sem a necessidade de instalar software específico. O software administra as etapas

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Secretaria de Educação Básica promove ciclo de seminários sobre Programa Nacional do Livro Didático

No período de 8 a 29 de maio, a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) promoverá três seminários regionais sobre o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). A ideia é aproveitar o fato de que o processo de escolha das obras didáticas relativas ao Programa está em andamento. Os seminários serão uma oportunidade para apresentar e discutir os princípios didáticos pedagógicos que norteiam o PNLD.   A expectativa é de que os coordenadores e responsáveis pelo Programa nos estados e municípios, representantes da Undime, do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed), da comissão técnica do PNLD, do FNDE e da SEB/MEC participem dos eventos e depois repassem as informações.   Confira abaixo o cronograma de seminários: Seminário 1 – Região Nordeste Data: 8 a 10 de maio Local: Fortaleza (CE)   Seminário 2 – Regiões Norte, Centro-Oeste e Sul Data: 20 a 22 de maio Local: Brasília (DF)   Seminário 3 – Região Sudeste Data: 27 a 29 de maio Local: Belo Horizonte (MG) Clique aqui e acesse a página a do PNLD.    

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Livros distribuídos pelo MEC poderão ser impressos em papel reciclado

Dois projetos de lei, cada um em tramitação na sua casa de origem – Senado e Câmara – estabelecem a mesma coisa: livros dos programas de distribuição de material didático do Ministério da Educação (MEC) poderão ser impressos em papel reciclado.   É o que propõe o PLS 612/07 do ex-senador Renato Casagrande e o PL 3016/2011 do deputado Edivaldo Holanda Junior. O PLS 612/07 já foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado e, desde o último dia 3 de abril se encontra na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aguardando designação do relator. A CE é presidida pelo senador Cyro Miranda. Se aprovado nessa comissão, seguirá para apreciação da Câmara dos Deputados. O PL 3016/2011 aguarda o parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara cujo deputado Augusto Carvalho foi designado relator no último dia 5 de abril. A matéria também será apreciada pelas comissões de Educação (CE) e de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJC). O PLS 612/07 estabelece que, até dois anos após a publicação da lei a que o projeto der origem, os livros em questão deverão ser produzidos com, pelo menos,

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Com 4G, gráficas e editoras poderão ganhar agilidade

Contar com mais uma rede para encaminhar a qualquer parte do país provas digitais em apenas alguns minutos é a expectativa de empresários da indústria gráfica com a chegada da quarta geração de telefonia celular. A alta velocidade da internet via 4G também traz expectativas de maior interação entre as editoras e seus leitores. Mas esses recursos só poderão ser usados quando o serviço chegar a todo o território nacional. […] As editoras também compartilham o otimismo em relação à expansão dos negócios.     A Editora Moderna, do Grupo Santillana, já está desenvolvendo produtos e serviços para tablets e smartphones 4G. “A melhoria da qualidade da utilização da internet ficará mais próxima das necessidades reais do usuário”, disse Maria João Moura, diretora de negócios digitais do Santillana. A Moderna atua com edição, publicação e distribuição de livros didáticos, e produz material de apoio e obras de literatura.

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Editores digitais, uni-vos

Começou com uma coluna no PublishNews, virou um grupo no Facebook, depois uma série de encontros (às vezes com a presença de convidados estrangeiros, como o argentino Octavio Kulesz), e assim por diante.     A ideia vingou: hoje será lançado oficialmente em São Paulo a série de cursos Alt+Tab, cujo primeiro módulo será nos dias 6 a 8 de maio, chamado “Livro Digital: o que você sempre quis saber (mas tinha medo de perguntar)”. O objetivo da iniciativa do grupo Amigos dos Editores Digitais é ajudar profissionais na transição do analógico para o digital. Confira o vídeo do pessoal do Alt+Tab aqui.

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Muito além dos tablets: digitalização da educação implica mudança de cultura

Introduzir a tecnologia em sala de aula já não é tarefa fácil. Além do investimento financeiro que a medida impõe, as instituições de ensino acabam tendo que destinar tempo e recursos na formação de educadores e adaptação de conteúdos. E como se não bastasse, em pouco tempo de implementação, especialistas na área já chegaram a um consenso: não basta apenas ter um tablet à mão, é preciso que a escola absorva os princípios da cultura digital. “Digitalização não tem a ver apenas com introdução de tablets e projetores em sala de aula. Tem a ver com uma mudança de cultura”, analisa Ana Barroso, especialista em comportamento digital, sócia da Sodet – empresa que desenvolve ferramentas de colaboração e compartilhamento de informações. Segundo ela, os educadores precisam ter acesso à ferramentas que os possibilitem compartilhar e distribuir o conhecimento que já possuem. “É muito comum ver professores em pânico diante de tantos estímulos. Muitas vezes eles terminam isolados tentando lidar com redes sociais e outras plataformas.” Para evitar esse tipo de situação, uma das saídas propostas por Ana é a formação de redes. Ela acredita que essa pode ser uma forma de romper com o medo da tecnologia e permitir a

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No rumo das trevas

O pai empenhado na educação do filho pequeno chega trazendo três grossos livros. Coloca-os sobre a cadeira e o garoto senta-se em cima deles, ficando na altura adequada para acessar o computador que está sobre a mesa. É o criativo gimmick que um gênio publicitário imaginou para dar brilho a um comercial de TV de 30 segundos amplamente veiculado em horário nobre. Pausa. Quem não ficou chocado com essa história tristemente verídica e conferível nos intervalos do telejornal preferido pode parar de ler este artigo aqui mesmo, para não perder tempo. Pois vamos falar sobre coisas que estão fora de moda, como o livro, a julgar pela indigência intelectual que inspira essa peça que a empresa de telecomunicações anunciante teve a irresponsabilidade de aprovar.   Não tenho muitas dúvidas a respeito de que todo o conteúdo do tal comercial, inclusive a “brincadeirinha” com os livros, é perfeitamente compatível com, digamos assim, a “ética empresarial” que vale para todo o mundo dos negócios em que, acima de qualquer valor humano, predomina a implacável “razão de mercado”. Este é o mundo em que vivemos. Existem até algumas corporações que conseguem disfarçar a obsessão cega por metas de faturamento sob o manto da

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No rumo das trevas

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