Com preços até 50% menores do que no Brasil, gráficas chinesas seduzem editoras nacionais

Nos últimos meses, toneladas e toneladas de livros impressos na China desembarcaram nos portos do Brasil. Foram milhares. A editora Cosac Naify trouxe títulos como “Linha do tempo do design gráfico do Brasil”, de Chico Homem de Melo e Elaine Ramos. A Companhia das Letras, “Asterios Polyp”, de David Mazzucchelli. A Sextante imprimiu em território chinês livros da coleção 1001, conhecida por títulos como “1001 lugares para conhecer antes de morrer”. E a Record também foi atrás. Trouxe, de navio, lançamentos como “História da beleza”, de Umberto Eco, e “Diablo III — O livro de Caim”, de Deckard Cain. Todas essas editoras enxergaram lá, do outro lado mundo, uma forma de reduzir pela metade o custo de produção e de, assim, levar às livrarias obras 50% mais baratas do que se tivessem sido impressas em território nacional.   Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil importou da China 13,5 mil toneladas de livros no ano passado — o equivalente, em peso, a quase 3,5 milhões de exemplares de “Cinquenta tons de cinza”, da Intrínseca. Foram cerca de 2 mil toneladas a mais do que em 2011. O total de 2012 supera em quatro vezes o

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Google lança loja de aplicativos para educação

O Google anunciou na semana passada, durante sua conferência anual para programadores em San Francisco (EUA), uma ferramenta desenvolvida para ajudar professores do ensino básico a encontrar conteúdo educativo para usar em tablets.   O Google Play for Education é uma loja de aplicativos testados e recomendado por educadores, que tem um sistema de busca que permite que os professores escolham os apps segundo disciplina e série. “Ouvimos muitos professores e eles nos disseram que havia uma lacuna entre o que é tecnologicamente possível em educação e o que é prático. E disseram que a responsabilidade de consertar isso era do Google. Nós concordamos”, afirmou Chris Yerga, diretor de engenharia do Android.   “Ter apps testados é muito importante porque os professores confiam nos outros professores”, afirma Yerga. Assim, os educadores têm acesso a um conteúdo que já passou por alguma avaliação antes de usá-los com seus alunos. Ao entrar na loja, diz o executivo, o educador vê à esquerda um menu com as disciplinas e, horizontalmente, um menu em que pode selecionar a série que deseja. Depois de aplicar os filtros, ele tem acesso a uma série de apps que poderá usar com seus alunos. Alguns serão gratuitos, outros

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Alunos estão sem livros em pelo menos quatro cidades de SP

Alunos de pelo menos quatro cidades da região metropolitana de São Paulo estão sem livros didáticos até agora, às vésperas do fim do primeiro semestre. A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) ainda apura quantos estudantes foram atingidos.   Os municípios acusam o governo do Estado de São Paulo de não liberar os livros. A Secretaria Estadual de Educação, por sua vez, garante que a culpa é das cidades.   O problema – registrado em São Bernardo do Campo, Taboão da Serra, Cotia e Embu das Artes – ocorre com a distribuição da reserva técnica, volume extra de livros encaminhado pelo Ministério da Educação (MEC) para suprir a quantidade de alunos não mensurada no ano anterior. Pela regra, essa reserva é enviada ao governo de cada Estado, que deve organizar a distribuição.   Segundo a secretária de São Bernardo, Cleuza Repulho, que é presidente da Undime, as prefeituras não conseguem informações sobre onde estão os livros. “Já entramos em contato com o Estado e não há respostas, dizem que vão ver.”   Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirma que a culpa é das prefeituras. “Como parte das prefeituras perdeu o prazo para requerer o material, encerrado pelo MEC em 31 de março, a pasta está utilizando a reserva técnica para

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Editora do Brasil lança sua nova marca e investe R$ 30 milhões para aumentar em 60% o faturamento

A Editora do Brasil iniciou as comemorações de seus 70 anos em abril com um evento para os colaboradores, no qual apresentou sua nova marca. Com um trabalho desenvolvido em conjunto com a agência Ana Couto Branding, que possui entre seus clientes o Banco Itaú, Coca-Cola e Topper, a ideia não foi criar apenas um novo logotipo, mas também um novo posicionamento da empresa no mercado editorial. Para chegar ao resultado esperado, a agência de branding, junto com os diretores da Editora, repensaram a estratégia da empresa desde a plataforma da marca (missão, visão, valores) até o posicionamento e redefinição dos objetivos para os próximos três anos.   A Editora do Brasil passou por reformulações e investimentos em 2012 e pretende investir mais de R$ 30 milhões em novos produtos e conteúdo digital de qualidade ao professor em sala de aula até 2015. Com o objetivo de aumentar significativamente sua participação no mercado de livros escolares com crescimento projetado em 60% no faturamento para o mesmo período, a Editora contratou profissionais experientes no setor – entre eles Vicente Tortamano Avanso para o cargo de diretor de operações (com ampla experiência no mercado editorial após 16 anos de Editora Moderna/Sistema UNO

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O salto para o livro digital

 A partir de 2015, os 600 mil professores do ensino médio da rede pública do país poderão escolher entre adotar livros digitais em seus cursos ou continuar com as obras impressas. Para que essa mudança seja possível daqui a dois anos, as editoras começaram no ano passado uma verdadeira corrida contra o tempo para digitalizar seus livros didáticos e participar do edital do PNLD 2015 (Programa Nacional do Livro Digital), que receberia inscrições até maio de 2012.   Essa demanda do MEC pelos livros digitais – que pretende impulsionar mudanças nas escolas – está mudando o jeito de as editoras trabalharem, com a criação de equipes multimídia familiarizadas com a linguagem web, além de exigir outra relação autor/editor com o livro didático.   De acordo com Sergio Quadros, presidente da Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares), o desafio é criar um novo ambiente dentro das empresas que seja adequado às demandas dos conteúdos digitais. “As editoras estão investindo fortemente na contratação de profissionais especializados, empresas de tecnologia, pesquisas e desenvolvimento, além da formação e treinamentos de suas equipes.” O processo de criação dos objetos multimídia e livros digitais, explica, envolve um grande número de profissionais: editores de conteúdos,

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Secretarias esperam alfabetizar 1,5 milhão de jovens e adultos

 Secretarias estaduais e municipais de educação das cinco regiões do país estimam cadastrar este ano 1,5 milhão de jovens e adultos em cursos de alfabetização. É isso que 25 estados, o Distrito Federal e 956 municípios informaram ao Ministério da Educação, ao concluir nesta semana o processo de adesão ao programa Brasil Alfabetizado. Apenas o estado de São Paulo não aderiu.   De acordo com Mauro Silva, diretor de políticas de educação de jovens e adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), a maioria dos parceiros inscritos nesta edição é das regiões Nordeste e Norte, onde os índices ainda são altos. Os passos seguintes à adesão são a formação de turmas, o treinamento final dos alfabetizadores e o início das aulas.   No programa Brasil Alfabetizado, que neste ano completa dez anos, os cursos de alfabetização têm duração de seis ou oito meses e devem ser ministrados em localidades próximas das moradias dos estudantes e em horários compatíveis com as demais atividades dos matriculados. Para que o aprendizado seja mais efetivo, são obrigatórias, no mínimo, dez horas de aula semanais.   Mauro Silva recomenda às secretarias de educação que tenham atenção especial na seleção de alfabetizadores,

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MEC quer programa para aprimorar ensino médio, diz Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, antecipou na última terça-feira, 14, que o ministério quer elaborar um programa específico para o aprimoramento do ensino médio. “Precisamos de um PNAIC [Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa] para o ensino médio”, disse o ministro, comparando com o programa que visa a alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade. O programa para o ensino médio está sendo discutido com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), 970 mil jovens de 15 a 17 anos estão fora da escola. O programa deve recuperar esses jovens por meio da Busca Ativa – ação do Plano Brasil Sem Miséria para localizar pessoas em situação de vulnerabilidade. O programa pretende a integração curricular e vai oferecer bolsa de estudo e pesquisa para jovens do ensino médio para estimular a vocação em ciência e licenciatura. Segundo Mercadante, os estudantes que quiserem estudar matemática, física e biologia terão bolsa desde o ensino médio. “Eles terão um tratamento diferenciado. Por que alunos que participam de Olimpíadas de Matemática, por exemplo, só recebem bolsa na universidade? Ele vai ganhar bolsa já no ensino médio para se aprofundar.

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FNDE monitora programas do livro no Rio Grande do Sul

Com o objetivo de aprimorar a gestão dos programas do livro, técnicas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) realizam, nesta semana, monitoramento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) no Rio Grande do Sul. A equipe do FNDE vai percorrer escolas estaduais e municipais em Porto Alegre e Canoas. “O monitoramento dos programas do livro é um momento muito rico, quando o FNDE e as redes de ensino trocam experiências sobre os procedimentos de execução dos programas”, afirma Ana Carolina Souza Luttner, coordenadora de Apoio às Redes de Ensino do FNDE. Durante toda a semana, será verificada a execução do PNBE e do PNLD nas escolas públicas das redes municipais e estadual. As visitas técnicas visam conhecer a realidade local, orientar os gestores sobre as regras dos programas e identificar possíveis falhas ou boas práticas de execução.   O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) visa prover as escolas públicas de ensino fundamental e médio com livros didáticos, dicionários e obras complementares de qualidade. O programa também atende alunos da educação de jovens e adultos das redes públicas de ensino e das entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado. O Programa

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Brasil ultrapassou marca de 25 mil ebooks em português

 Nunca se publicaram tantos livros digitais no Brasil, como nos últimos 8 meses. É o que mostra o terceiro e mais recente levantamento realizado pela Simplíssimo, que verificou a quantidade de ebooks em português à venda nas lojas e livrarias brasileiras, assim como a quantidade total de ebooks únicos disponíveis (ebooks à venda, mais ebooks grátis). Os dados foram obtidos ente os dias 20 e 24 de abril.   Os resultados mostram uma ligeira liderança da Apple, com quase 18 mil ebooks à venda, seguida pela Amazon, com aproximadamente 15.800 ebooks à venda. O cenário é completamente diferente daquele mostrado na última edição da pesquisa, em agosto de 2012, quando Saraiva e Gato Sabido tinham os maiores catálogos de ebooks à venda, dois meses antes da estreia da versão brasileira da loja de ebooks da Apple (outubro de 2012) e três meses e meio antes da estreia do trio Amazon, Google e Kobo (dezembro de 2012).   De lá para cá, apenas a Livraria Saraiva expandiu seu catálogo, mas não em ritmo suficiente para fazer frente à Apple e Amazon. Em oito meses, as gigantes americanas deixaram a concorrência local comendo poeira.   A Amazon, no último levantamento, mostrava meros

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