Pressão pela alfabetização

Focar excessivamente o teste e prejudicar o processo de aprendizagem. Essa pode ser uma das consequências de avaliações de alfabetização aplicadas em larga escala e uma das preocupações entre especialistas em relação à Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), prova do governo federal a ser aplicada, a partir deste ano, para os alunos do 3o ano do ensino fundamental da rede pública. A ANA será feita anualmente, perto do fim do período letivo, de modo censitário. As preocupações entre especialistas são muitas. O professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas, teme que a ANA contribua para a pressão contra escolas, professores e alunos. `Vai aumentar a prescrição de materiais apostilados, desqualificando-se cada vez mais os profissionais que, em vez de exercitarem a reflexão sobre a sua prática pedagógica, serão instados a seguir receitas`, acredita. Para ele, avaliações de larga escala não necessitam ser censitárias e nem anuais. `O que tem influenciado a existência de avaliações censitárias é a ideia de responsabilizar o professor e a escola individualmente. Essa `auditoria` permanente é que exige esse modelo`, afirma.   Choro e cobrança João Luiz Horta Neto, pesquisador do Inep e doutor em política social, admite que dependendo da forma

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Rio de Janeiro recebe monitoramento dos programas do livro

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) promove, nesta semana, monitoramento e avaliação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) na cidade do Rio de Janeiro. Até sexta-feira, 13, técnicas da autarquia irão visitar escolas públicas estaduais e municipais para conhecer a realidade local e checar se as unidades estão atuando conforme as normas dos programas. Durante as visitas, a equipe esclarece dúvidas sobre os procedimentos adequados ao cumprimento das ações previstas e ouve sugestões e críticas dos gestores municipais e estaduais. Além de orientar novos planos de ação do FNDE, o monitoramento também colabora para a troca de experiências e gera oportunidade de aprimoramento das atividades de distribuição, remanejamento, devolução e conservação das obras.   Na quinta-feira, 12, profissionais envolvidos com a gestão dos programas receberão curso de capacitação. As palestras irão abordar temas como a sistemática de distribuição, reserva técnica e normas gerais de implantação. Até dezembro, o FNDE pretende desenvolver o mesmo trabalho nos estados do Paraná, Ceará, Pernambuco, Acre e Sergipe. A ideia é avaliar a execução dos programas e capacitar gestores de todas as capitais brasileiras até o fim do ano. O PNLD visa garantir o

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Escolas públicas que aderiram ao Mais Educação vão receber até R$ 9 mil para investir em ensino

As escolas públicas de estados, municípios e do Distrito Federal que aderiram ao Programa Mais Educação vão receber de R$ 3 mil a R$ 9 mil, em cota única, para investir nas atividades da jornada ampliada e da educação integral, segundo o Ministério da Educação. Atualmente, 49.581 escolas estão vinculadas ao programa. Das unidades, 29.896 localizam-se em área urbana e 19.684, no campo. O programa garante aos estudantes do primeiro ao nono ano a participação em atividades orientadas no turno oposto ao matriculado, além de reforço escolar. As atividades oferecidas são voltadas para as áreas de meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, entre outras.   Os valores repassados variam de acordo com o número de estudantes registrados no Censo Escolar e das atividades culturais, esportivas e de acompanhamento pedagógico escolhidas no plano de trabalho de cada unidade. As unidades escolares com até 500 estudantes receberão R$ 3 mil; de 501 a mil, R$ 6 mil; com mais de mil, R$ 9 mil. Os recursos são destinados à compra de material permanente e de consumo e à contratação de serviços necessários ao desenvolvimento das atividades. A destinação dos recursos está na Resolução nº 34/2013 do

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Comissão do Senado aprova obrigatoriedade de bibliotecas nas escolas públicas

Todas as escolas públicas brasileiras que oferecem ensino básico terão que criar e manter bibliotecas abertas para os alunos e professores. Nesta terça-feira, a Comissão de Educação do Senado confirmou a aprovação do projeto de lei que estabelece tal obrigatoriedade. A comissão tinha aprovado o projeto no último dia 3, mas, como foi apresentado um substitutivo, o texto teve que ser analisada em turno suplementar de votação. Uma das mudanças feitas pelo relator da matéria, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), alterou o prazo para que as instituições se adaptem à nova regra, que passou a ser de três anos a partir da publicação da lei.   Cunha Lima destacou que a proposta trata de uma questão social. `As bibliotecas escolares constituem importante recurso auxiliar ao aprendizado, à consolidação do conhecimento acadêmico e geral e, ao cabo, ao exercício da cidadania. Além disso, para muitos alunos das escolas públicas de educação básica, as bibliotecas configuram um dos poucos meios de contato com a leitura fora do ambiente de sala de aula.` Na sessão de hoje, o colegiado decidiu acatar as mudanças que incluem também a previsão de contratação de bibliotecários para atuar nesses espaços e atender a alunos e profissionais de

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Histórias em quadrinhos podem ajudar a formar leitores, diz Instituto Pró-Livro

A gerente executiva de Projetos do Instituto Pró-Livro (IPL), Zoara Failla, disse na última segunda-feira, 9, em entrevista à Agência Brasil, que as histórias em quadrinhos (HQ) podem ser uma ferramenta para formar leitores e auxiliar na educação de crianças e adolescentes. `Eu penso que dentro de um espaço de mediação, todo tipo de leitura é importante, especialmente para a gente tirar aquela imagem que se cria em relação a um livro que é oferecido em uma sala de aula e que se transforma em obrigação, em tarefa.`   Zoara acredita que o trabalho com quadrinhos dentro da escola pode quebrar um pouco a seriedade do livro, contribuindo para trazer a criança e o jovem para a leitura de uma forma mais prazerosa e interessante. `Eu acho que pode ser um meio, nunca um fim. Porque o quadrinho pode até trabalhar algum conteúdo, mas o faz de forma superficial. Como incentivo à leitura, ele pode ser um mobilizador`, disse.   Para a gerente do IPL, a HQ pode desenvolver habilidades na escola, entre as quais a concentração e o interesse pela leitura em geral. `Sem dúvida, deveria ser melhor trabalhada para conseguir que, a partir dali, o aluno se interesse por uma

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Dilma destaca papel do Congresso em mudança na Lei dos Royalties

A presidenta Dilma Rousseff na última segunda-feira, (9), que o Congresso Nacional aperfeiçoou o projeto de lei que destina recursos do petróleo para a educação e a saúde. Segundo a presidenta, o Congresso fez “mudanças que aperfeiçoaram a proposta e preservaram o espírito da lei”, ao recalcular a destinação dos recursos, antes previstos apenas para a educação. “Devemos reconhecimento [ao Congresso] pela sensibilidade social e pela visão estratégica que demonstrou”, disse Dilma na cerimônia de sanção da lei, nesta tarde, no Palácio do Planalto. `É indiscutível a relevância da decisão, que vai ao encontro de uma das maiores preocupações de nossa sociedade: a oferta de serviços de saúde de qualidade para todos“, afirmou Dilma. Sem recursos, não há como há como prestar serviços de qualidade, acrescentou.O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou no evento a importância da sanção para a universalização da educação.   Dilma sancionou sem vetos o projeto de lei, aprovado em agosto pelo Congresso, que destina recursos dos royalties do petróleo para a educação e a saúde. A nova lei distribui 75% dos royalties do petróleo para investimentos na educação e 25% na saúde. Em vigor a partir desta segunda-feira, a norma também prevê que 50% dos recursos do

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Bienal chega aos 30 anos com recorde de público jovem

 A Bienal do Livro do Rio completou 30 anos em 2013 com o maior público jovem de sua história. No encerramento da 16ª edição do evento, neste domingo, a organização anunciou que a porcentagem de visitantes entre 14 e 29 anos subiu de 44%, em 2011, para 51% este ano – sem contar os 145 mil estudantes da rede pública que participaram da visitação escolar.   O público total dos 11 dias de Bienal foi de 660 mil pessoas, 10 mil a menos do que o recorde atingido na edição passada. Ainda assim, o evento contabilizou aumento de vendas. O faturamento este ano foi de R$ 71 milhões, em comparação a R$ 58 milhões em 2011, com 3,5 milhões de volumes vendidos, quase 700 mil a mais do que na edição passada. Em 2013, mais visitantes adquiriram livros (82% contra 76% em 2011) e eles levaram em média 6,4 exemplares, em comparação a 5,5 na última edição.   – Para os editores, ver um público mais jovem comprando mais livros desperta uma grande esperança nos novos leitores. A Bienal chega aos 30 anos no auge da forma – disse Sonia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel),

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FNDE tem novo presidente interino

Antônio Corrêa Neto foi nomeado nesta quinta-feira, 5, presidente interino do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   Corrêa Neto é servidor de carreira da autarquia há mais de 30 anos e deverá acumular a presidência com a função de diretor de Gestão de Fundos e Benefícios, área encarregada do Fies e do Fundeb, que já vinha desempenhando desde 2012.   O novo presidente interino atuou também como diretor Financeiro do órgão e passou por diversas áreas do FNDE. Nos últimos dias, o diretor de Ações Educacionais, Rafael Torino, vinha respondendo pelo fundo como presidente substituto, função que continuará exercendo nas ausências temporárias do titular.

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MEC quer acelerar alunos que estão atrasados

O Ministério da Educação (MEC) está desenvolvendo um programa para acelerar estudantes com idade entre 15 e 17 anos que ainda estão no ensino fundamental para que eles cheguem ao ensino médio. As ações do Programa Nacional de Adequação de Idade/Ano Escolar serão voltadas para cerca de 2,6 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda não conseguiram passar do 9.º ano.     O programa está sendo elaborado pelo MEC e é uma das ações planejadas para o plano geral de reformulação do ensino médio, chamado de Compromisso Nacional Pelo Ensino Médio. A proposta para essa fase, considerada o maior gargalo da educação do País, está em debate no Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) desde o ano passado. As redes estaduais dominam as matrículas nessa etapa.   Os planos do MEC incluem, além da produção de materiais específicos, a formação de professores para escolas de ensino fundamental que tenham estudantes com distorção idade/série em jornada ampliada. A pasta pretende induzir a produção de uma proposta curricular específica para os jovens alcançarem o fim do ensino médio. Segundo o MEC, o programa está mapeando onde estão os estudantes atrasados.   Segundo o Anuário Brasileiro da Educação Básica da

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