Comitê do Mercosul aprova propostas para a Educação

O Comitê Coordenador Regional do Mercosul (CCR), que reúne técnicos em Educação de todos os países do bloco, reunido em Assunção (Paraguai), de 10 a 14 deste mês, aprovou o projeto Educação com Eqüidade, o lançamento de um concurso de redação para o ensino médio, a divulgação dos resultados do programa Educar na Diversidade nos Países do Mercosul, e discutiu o formato do Fundo Educacional do Mercosul (FEM) criado durante a 23ª reunião de ministros da Educação dos países membros, no Rio de Janeiro, em 22 de novembro de 2002.    O projeto Educação com Eqüidade no Mercosul, aprovado por unanimidade, tem o objetivo de desenvolver políticas e ações de reversão do fracasso escolar na Educação fundamental e média, especialmente a repetência e a evasão nos sistemas públicos de ensino dos seis países. O CCR aprovou também a realização de um concurso de redação histórico-literário para os estudantes do ensino médio denominado Rotas do Mercosul que, na sua primeira edição, vai desenvolver o tema a figura do gaúcho. O concurso deve selecionar 36 alunos, seis de cada país, que ganharão uma viagem pelos países do bloco que têm na sua história e cultura a figura do gaúcho. De acordo com

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O fim do Fundef

Governo vai criar novo fundo para corrigir distorções     BRASÍLIA – O Fundo do Ensino Fundamental (Fundef) está com os dias contados. Responsável pela captação de recursos para o ensino fundamental, ele será substituído no ano que vem pelo Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb). A mudança faz parte do plano de ações do Ministério da Educação que pretende reestruturar o ensino no país para reverter o quadro revelado pelo estudo Geografia da Educação Brasileira, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que mostrou o alto índice de evasão e atraso escolar do estudante brasileiro.   – A situação é realmente difícil. Um dado que temos mas não aparece no estudo, mostra que 40% das crianças que chegam à 4ª série são analfabetas ou semi analfabetas- revela a Secretária de Educação Fundamental, Maria José Féres.      A criação do Fundeb é o caminho para tentar acabar com o problema. A nova fonte de renda privilegiará os três níveis do ensino básico e obrigará Estados e municípios a aumentarem o investimento na educação como um todo. Se aprovado, o novo fundo entrará em vigor no ano que vem assim que for extinto o Fundef. Espera-se que

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Mobilização empresarial pode elevar educação no país

O assessor especial da presidência, Oded Grajew, apresentou ontem ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, uma proposta de mobilização empresarial para elevação do nível da educação no país. Grajew ressaltou que o objetivo é estabelecer uma ampla parceria entre políticas governamentais e iniciativas de empresários, que atuem de forma coordenada, para superar os desafios na área de Educação.

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MEC apresentará projeto na Bienal

Ricardo Boechat, do Jornal do Brasil, informa que o MEC apresentará na Bienal do Livro, no Rio, um projeto voltado para um público muito especial. Segundo o colunista, o ministério promoverá, em parceria com editoras, o lançamento de edições especiais de livros com, no máximo, 300 palavras. As obras destinam-se a adultos recém-alfabetizados, que costumam ter dificuldade para ler textos longosLeia mais

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CAL lança campanha pelo livro didático

A Câmara Argentina do Livro (CAL) está lançando uma campanha destinada a alertar pais, professores e diretores de escolas sobre os riscos da crescente não utilização de livros nas escolas argentinas. Ainda que os preços dos livros didáticos tenham baixado entre 15 e 20%, a demanda de livros na Argentina continua em baixa. Estas cifras colocam a nação vizinha, no que se refere ao consumo de livros por aluno, entre os piores países da América Latina. Hoje, no país de Borges, 6 de cada 10 crianças em idade escolar não usam livros didáticos, o que compromete seriamente suas possibilidades futuras de desenvolvimento e formação. A campanha “Dale un futuro a tu hijo, dale hoy un libro de texto“ (Dê um futuro a seu filho, dê a ele um livro didático) engloba um trabalho conjunto de editores, diretores de escolas, professores, pais, bibliotecas e livrarias, sempre com o objetivo de conscientizar a todos sobre os efeitos da não utilização de livros didáticos.

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Alfabetização para deficientes visuais

Cristóvão Buarque, Ministro da Educação, anunciou no dia 26 de fevereiro que estará implantando, até o final deste ano, em todo o país, o programa de alfabetização de deficientes visuais.    Inicialmente será feito um levantamento junto a todas as instituições que trabalham com deficientes para se saber quantos são e onde estão. A partir daí, e com a utilização dos mesmos programas de alfabetização já utilizados na rede pública, será implantado o novo programa, cuja única diferença é a utilização do braile.  Para que o programa seja bem-sucedido junto aos deficientes visuais, Cristóvão Buarque pediu a colaboração da Fundação Dorina Novill para Cegos, na elaboração de um projeto para incentivar os adultos com deficiência visual a participarem como alfabetizadores.    Dorina e Buarque conversaram também a respeito da continuidade do convêncio para a edição de livros didáticos em braile, pela Fundação.  Leia mais

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Estudo do Inep mostra que 41% dos estudantes não terminam o ensino fundamental

De cada grupo de 100 alunos que ingressam na primeira série do ensino fundamental 59 conseguem terminar a oitava série desse nível de escolarização e os outros 41 param de estudar no meio do caminho. Para aqueles que entraram no ensino médio, a expectativa de conclusão é maior: 74% conseguem terminá-lo. Os estudantes que concluem, sem interrupção, essas etapas educacionais levam, em média, de 10,2 anos para completar as oito séries do ensino fundamental e 3,7 anos para passar pelas três séries do ensino médio.     Se concluir o ensino fundamental e médio, separadamente, demonstra ser difícil, o caminho da primeira série do fundamental à terceira série do médio é ainda mais árduo. Do total de alunos que entram no nível educacional obrigatório, apenas 40% concluem o ensino médio, precisando para isso, em média, 13,9 anos.     Os dados estão na publicação Geografia da Educação Brasileira 2001 , produzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) com a finalidade de reunir e divulgar os mais atualizados indicadores deste setor. Para o presidente do Inep, Otaviano Helene, os dados são alarmantes e evidenciam o atraso escolar brasileiro em todos os níveis. “ A situação é incompatível com

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Roriz veta livro acusado de preconceito racial

BRASÍLIA – O livro Banzo, Tronco e Senzala está proibido na rede pública do Distrito Federal por ordem do governador Joaquim Roriz, que acatou pedido do senador Paulo Paim (PT-RS). “Esse livro trata a comunidade negra como macacos ou mortos-vivos“, protestou Paim, ao mostrar a Roriz um exemplar da obra escrita por Elzi Nascimento e Elzita Melo Quinta, publicado pela editora Harbra e com ilustrações de Negreiros.     O senador recebeu de um pai denúncia contra o livro. O garoto, negro, de 10 anos, avisou em casa que não voltaria à escola porque o livro estudado na aula mostrava que seus antepassados eram traidores e macacos. “Qual é a auto-estima de uma criança negra quando recebe um livro que diz que, se seu povo um dia foi escravo, os culpados foram os negros e não os europeus da época, mercadores de escravos?“, questiona Paim.     O governador mandou recolher os exemplares e recomendou também às escolas particulares que não o adotem. A obra não consta da lista de didáticos indicados pelo MEC nem pela Secretaria de Educação do DF.     O ministro da Educação, Cristovam Buarque, ficou chocado com o livro: “O texto não é grande coisa,

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Secretarias do MEC participam de reuniões do Mercosul

Técnicos das secretarias de Ensino Fundamental, Médio e Tecnológico e da Educação Especial participam do dia 10, até sexta-feira, 14, em Assunção, Paraguai, de uma série de reuniões do Mercosul Educacional, que reúne Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai e os associados Bolívia e Chile. A delegação brasileira é coordenada pela embaixadora Vitória Cleaver, chefe da Assessoria Internacional do MEC.    A Comissão Regional Coordenadora de Educação Tecnológica, que reúne os responsáveis da área, agendou três pontos para discussão. Primeiro, vai avaliar o Projeto de Educação e Trabalho, financiado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que está, desde 2000, compatibilizando os perfis profissionais dos cursos tecnológicos. Os currículos comuns, explica a coordenadora-geral da Educação Profissional do MEC, Cleunice Rehem, atendem os objetivos da mobilidade e integração de estudantes, professores e profissionais dos países do bloco, além de servir de referência para os currículos das escolas técnicas. No Brasil, esses cursos são oferecidos nas escolas técnicas federais, nos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefet) e nas escolas agrotécnicas.     A segunda tarefa é definir uma agenda comum entre os setores da Educação e do trabalho, dos seis países, para o desenvolvimento de políticas comuns de formação profissional que atendam as demandas. Na

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