Jornada da leitura
Quando a professora de literatura Tania Rösing começou a organizar uma jornada literária, em 1981, as perspectivas não eram das mais animadoras. A cidade de Passo Fundo não está nos grandes centros, o país não tinha tradição em eventos literários, e a professora duvidava que os escritores aceitassem o convite de viajar até o Rio Grande do Sul. O evento começou tímido, mas o homenageado da primeira edição, Mário Quintana, profetizou que “se as coisas são inatingíveis… ora! Não é motivo para não querê-las…”. A Tania não faltava a convicção de que era possível organizar um encontro multidisciplinar, que discutisse obras pré-escolhidas e superasse os insossos debates que predominavam na academia. O inatingível ganhou forma com debates literários de peso e manifestações artísticas, como música e teatro, sempre com o verniz da informalidade, e há mais de duas décadas acontece nos anos ímpares. O sucesso da inciativa é creditado à garra da professora, que é a grande referência de Passo Fundo e faz da Jornada seu projeto de vida. No dia 22 de agosto, começa a 11ª Jornada de Literatura, quando mais de 20 mil pessoas deverão se dividir entre cursos, seminários, premiações e programação infantil,