Boletim Fome de Livro

Jornais se engajam no fomento à leitura    O esforço que os jornais brasileiros filiados a Associação Nacional de Jornais (ANJ) vêm fazendo para estimular o hábito da leitura é o tema central da XV Reunião Nacional do Programa Jornal e Educação e do III Seminário Ler e Pensar de Leitura e Literatura, que acontece de 4 a 6 de outubro em Curitiba, no Paraná. No evento sobre o Programa Jornal e Educação, haverá workshop sobre a utilização da Lei Rouanet nos projetos de estímulo à leitura por meio de jornais e 6 painéis, com a apresentação de diferentes experiências no Brasil.     No Seminário Ler e Pensar, haverá 2 painéis: “A importância da leitura para o aprendizado e o desenvolvimento socioeducativo“ e “A escola como espaço criativo e transformador“. O coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura, Galeno Amorim, do MinC, participará do primeiro painel. As inscrições para a XV Reunião e o III Seminário são gratuitas e devem ser feitas até o dia 26 de setembro pelos e-mails lerepensar@rpc.com.br ou clopes@rpc.com.br.    Governo anuncia compra de 50 milhões de livros didáticos para 2006    Já está concluído o processo de negociação para a compra dos livros

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Venda de livros cai ao nível de 1991

Luiz Antônio Clemente, 55, é um devorador de livros. Só em casa, tem mais de 3.000. Ele tentou passar a paixão pela leitura para seus seis filhos, mas só um herdou o gosto do pai. “Meu mais velho até que gosta, mas os outros odeiam ler“, conta. Essa paixão de Clemente pela leitura poderia ser considerada o que os matemáticos chamam de desvio estatístico. Maquinista aposentado, ele mora em Bangu, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro que tem a terceira maior população da cidade. O número de bibliotecas na região, no entanto, é zero.    Formar leitores como Clemente no Brasil é tarefa difícil. Prova disso é que o mercado editorial de livros não-didáticos teve em 2004 um desempenho em vendas igual ao verificado em 1991. Segundo a Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, foram vendidos no ano passado 289 milhões de livros, ou 1 milhão a menos do que o montante negociado no início da década passada. Os números de 2004 até representam um avanço em relação aos do ano anterior, mas isso não é lá grande coisa, já que em 2003 o mercado viveu seu pior ano desde 1992.   

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Políticas para o ensino médio serão debatidas em Brasília

A Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) promove, de 19 a 21 de setembro, no auditório do MEC, em Brasília, reunião nacional sobre políticas para o ensino médio. Serão discutidos os planos dos estados para a implementação do ensino médio integrado à educação profissional, a formação de professores no curso normal de nível médio, a implementação do ensino de língua espanhola e a vitalização do ensino médio noturno.     Representantes de todas as secretarias estaduais de educação foram convidados a discutir e aprimorar suas ações e projetos para esse nível de ensino. No primeiro dia, os estados de Pernambuco, Tocantins, Santa Catarina, Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Espírito Santo, Ceará, Rondônia, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe, Alagoas e Paraíba apresentarão suas propostas de implantação do ensino médio integrado. No dia 20, os temas serão a implantação do ensino de espanhol e o ensino médio noturno. O último dia será reservado para o ensino médio normal.        

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Haddad explica Fundeb no Congresso

A implementação do Fundo da Educação Básica (Fundeb) deve acontecer em duas etapas, com a inclusão das creches num segundo momento. Foi o que defendeu o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira, 14, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.     Segundo ele, o Ministério da Educação concorda que as creches devem ser financiadas pelo governo federal, mas acha que a discussão correta não é a inclusão ou não delas no Fundeb, e sim a inclusão de toda a educação básica em uma ou duas etapas. “Entendo que a creche deva ser financiada pelo MEC, pois é, sim, um estabelecimento de ensino, mas desejamos reabrir a discussão sobre o financiamento. O nosso objetivo é atender a mulher trabalhadora e seu filho”, declarou o ministro, ao saber que a comissão vai realizar uma audiência pública para debater o assunto.    Haddad disse receber com naturalidade o desejo dos congressistas de realizar este debate. “Se o Congresso Nacional entender que deve antecipar a discussão, não só é legítimo como o Executivo sequer poderá decidir de forma contrária”. Deixou claro, também, que caberá aos parlamentares a palavra final.    O ministro explicou que a

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Leitura dinâmica

Ser a maior editora do País em tempo recorde. A frase poderia ser um slogan meio óbvio da Editora Record, uma das grandes no ranking nacional. Mas esconde o plano ambicioso da Planeta do Brasil, que em apenas dois anos e meio de atividade está desestabilizando o mercado nacional com grandes contratações. De sua sala, no oitavo andar de um edifício que dá vista para o pulsante coração financeiro da avenida Paulista, em São Paulo, o diretor-geral da editora, o argentino César González de Kehrig, traça os objetivos da empresa. “A vocação da Planeta é essa. O grupo é líder em todos os mercados em que atua e o Brasil não pode ser exceção“, afirma. Além de Fernando Morais, já se tornaram “planetários“ o jornalista Zuenir Ventura, contratado para quatro livros inéditos; o sociólogo Paulo Lins, que tenta repetir o sucesso de Cidade de Deus com Plano mago; e Eric Nepomuceno, encarregado de um relato sobre o massacre de Eldorado do Carajás. Nos bastidores comenta-se que as conversas já estariam avançadas com Carlos Heitor Cony, Moacyr Scliar, Frei Betto e Ronaldo Costa Couto. O grupo espanhol estaria de olho também em Amyr Klink, Luis Fernando Verissimo e Drauzio Varella. Cautelosos

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Comissão aprova fim da propaganda em livro didático

A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na semana retrasada, o Projeto de Lei 5136/05, da deputada Selma Schons (PT-PR), que proíbe qualquer tipo de propaganda comercial nos livros didáticos. O relator, deputado Humberto Michiles (PL-AM), apresentou parecer favorável à proposta. O projeto acrescenta parágrafo ao artigo 79 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8069/90), com o objetivo de abranger todas as publicações didáticas. Atualmente, a propaganda comercial é proibida apenas nos livros didáticos distribuídos pelo Ministério de Educação. O projeto segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, que poderá aprová-lo em caráter conclusivo.

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Afinal, copiar trechos de livros é certo ou errado?

Questão bastante sensível, principalmente em um país que há apenas alguns anos começou dar a atenção devida a ela, a discussão sobre o respeito ao direito autoral envolve de forma muito direta a academia. Por um lado, há aqueles que defendem que a produção intelectual tem de ser protegida e que o acesso e uso dela devem ser sempre remunerados. Por outro, alega-se que o direito de acesso ao conhecimento deve ser garantido para que haja o acesso à Educação, principalmente em um país em vias de desenvolvimento como o nosso. No meio desta discussão, surge o problema das cópias reprográficas de livros que são usadas tradicionalmente como forma mais fácil e barata de acesso aos conteúdos e conhecimento disseminados pelas instituições de ensino brasileiras, em especial nos cursos de graduação. Mas afinal, é correto que professores indiquem trechos ou capítulos de livros para leitura de seus alunos e que estes simplesmente os usem a partir de cópias reprográficas que não pagam direitos ao autor ou aos editores que publicaram a obra?   A lei que regula a questão dos direitos autorais é a de nº 9.610/98. O problema é que o próprio texto da lei não é conclusivo, abrindo

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Leitura para crianças na TV Escola

A programação da TV Escola apresenta, nesta terça-feira, 13, na faixa de ensino fundamental, a série Letra Viva, que aborda diversas formas de introdução da criança no mundo do letramento. São quatro episódios, com meia hora de duração cada: Planejamento: Uma Atividade É só Uma Atividade?; Juntos se Aprende Melhor; Leitura Também É Coisa de Criança; e Para Ser Cidadão da Cultura Letrada, exibidos em seqüência às 7h e reprisados às 9h, 13h, 17h e 21h.    No Salto para o Futuro, serão apresentados dois programas da série Educação e o Mundo do Trabalho que tratam da concepção de desenvolvimento para o país, das relações de trabalho e do papel da educação nesses processos. Às 11h e 15h, Educação e Trabalho na Perspectiva do Desenvolvimento e, às 19h, Educação e Trabalho na Perspectiva dos Sujeitos Sociais.    Ensino médio – Para a faixa do ensino médio está programada, na sessão Sala de Professor, a exibição da série Espaçonave Terra. São três programas que falam sobre equilíbrio gravitacional e o modelo heliocêntrico proposto por Nicolau Copérnico. Após a apresentação, as produções serão comentadas por professores de física, matemática e geografia, às 12h, 16h, 20h e 23h.    A TV Escola pode

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Ministro quer expandir distribuição de livros

O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebeu no dia 8 de setembro a visita do presidente da Associação Brasileira de Livros (Abrelivros), João Arinos Ribeiro dos Santos, para tratar dos programas de distribuição de livros didáticos. Para Haddad, é necessário expandir a distribuição dos livros didáticos para o ensino médio. “Vamos pensar em uma emenda para ser encaminhada ao Congresso Nacional, a fim de sensibilizar nossos congressistas e viabilizar recursos“, disse o ministro.     “Necessitamos, também, encontrar formas de reduzir os preços dos livros do ensino fundamental e melhorar o fluxo de informação entre as editoras e os professores, ampliando o espaço para a liberdade de escolha“. Uma solicitação do presidente da Abrelivros diz respeito ao processo de avaliação e seleção dos títulos dos livros didáticos. “As pequenas editoras não conseguem participar dessa avaliação. Precisamos fortalecer um processo com regras claras e prazos definidos, com um cronograma operacional que assegure clareza e segurança“.    O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Henrique Paim, declarou: “Nossa preocupação é assegurar menor custo com melhor qualidade, em um processo transparente, onde a avaliação dos livros didáticos assegure os objetivos sociais e educativos da distribuição gratuita“. Segundo a Abrelivros, a

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