Volta aos trilhos na área de dicionários

Todo esse ímpeto de pôr a editora de novo no topo do topo manifestado por Lacerda não teria como se realizar sem a parceria, consolidada meses atrás, com a Ediouro, que comprou 50% do capital da Nova Fronteira, que por sua vez ganhou acesso a uma rede de distribuição própria e mais poder de barganha na hora de negociar.     “Como a Ediouro reúne tantas atividades, livros, revistas, passatempos, gráficas, tem uma capacidade de negociação muito maior que a nossa na hora de comprar anúncios, papel, impressão e brigar por espaço nas livrarias“ afirma Lacerda, ressaltando, contudo, que as decisões editoriais continuam separadas.     Outro campo em que a editora costumava ser forte, os dicionários, também parece estar voltando aos trilhos. Em 2003, Lacerda perdeu os direitos do Aurélio, na casa desde 1975, quando a família de Aurélio Buarque de Hollanda decidiu vendê-los, em um leilão, para o grupo Positivo, de Curitiba. A Nova Fronteira ressuscitou, então, o dicionário português Caldas Aulete, fora de circulação desde os anos 70.     Leia mais…

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Fundeb: ministro descarta incluir creches na emenda

Ao receber ontem deputados da área de educação, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, descartou a proposta de incluir creches entre as instituições a serem financiadas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).     Ele argumentou com deputados da comissão da Câmara que analisa a proposta de emenda constitucional de criação do fundo que isso exigiria a liberação de mais recursos federais. Palocci exibiu documento mostrando que o atendimento das creches aumentaria as perdas dos governos estaduais em R$ 4,8 bilhões, beneficiando em contrapartida as prefeituras.    O presidente da comissão, Severiano Alves (PDT-BA), e a relatora, Iara Bernardi (PT-SP), disseram que Palocci aceitou o convite para comparecer à Câmara terça-feira e discutir a emenda do Fundeb. Mais de 15 deputados reuniram-se com Palocci por volta do meio-dia. Até terça-feira, um grupo de trabalho formado por Câmara e governo tentará aparar as arestas relativas ao Fundeb.         Palocci e comissão estudam mais recursos para Fundeb   Agência Estado – Lisandra Paraguassú     Um grupo de trabalho entre os ministérios da Fazenda, Planejamento, Casa Civil e a comissão especial da Câmara, que discute o lançamento do

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Biblioteca Nacional tem novo presidente

Muniz Sodré de Araújo Cabral aceitou o convite feito pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil, para presidir a Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Sua nomeação foi publicada nesta terça-feira, dia 22 de novembro, e a solenidade de posse será na próxima sexta-feira, dia 25, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro.    Escritor e doutor em Comunicação, Muniz Sodre é atualmente professor titular da Escola de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).    Conceituado pesquisador e autor de livros e de artigos que discutem a comunicação e a mídia tem, dentre seus títulos publicados, A comunicação do Grotesco e Antropológica do Espelho, ambos da Editora Vozes, e Samba, o dono do corpo, publicado em 1977 e reeditado em 1998. 

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Cópias piratas: editores obtêm liminar contra FGV-SP

Soou o gongo para o início de um novo round na briga das editoras contra a pirataria.     Após a Fundação Getúlio Vargas-SP, nos mesmos moldes da USP e da PUC-SP, baixar um ato administrativo definindo pequeno trecho (permitido para cópia pela Lei 9610- Lei do Direito Autoral) como capítulos, justificando assim as cópias de livros produzidas e apreendidas no Diretório Acadêmico (DA) da instituição, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) obteve no último dia 18 uma liminar contra a FGV e seu DA, a fim de analisar as pastas de professores e cópias de livros apreendidos.     O objetivo é não deixar aberta mais uma fonte de pirataria, que os editores apontam como responsável pela perda anual de cerca de R$ 400 milhões para a indústria editorial. Com a participação de três advogados do escritório Almeida Advogados, de dois oficiais de justiça e um perito, e após seis horas de trabalhos ininterruptos, foram vistoriadas mais de 160 pastas de professores armazenadas na copiadora do DA, e encontradas cópias parciais (diversos capítulos) de mais de 400 (quatrocentos) livros, além de cópias integrais de livros da Atlas, Saraiva, e Elsevier.    A briga promete se estender ainda por

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Com o espanhol na ponta da língua

Uma das críticas mais freqüentes que se faz ao Brasil é o fato de a nação ter o inglês como língua estrangeira predominante. Seja por causa da alcance das mega-corporações financeiras e comerciais norte-americanas, que tornou o inglês “idioma universal“, como defendem alguns, ou por uma “subserviência cultural“, como defendem os mais críticos, a verdade é que é difícil, para muitos, aceitar a preponderância da língua americana em um país cercado por nações onde se fala o espanhol.     No entanto, uma lei sancionada pelo presidente Lula no dia 5 de agosto deste ano pode abrir um espaço maior para o idioma de nossos vizinhos. Ela determina que todas as escolas de ensino médio do país têm até 2010 para oferecer aulas de espanhol. A oferta seria facultativa para as turmas de 5ª a 8ª série e obrigatória no ensino médio.     O Ministério da Educação já está atuando para, como determina a lei, contribuir com as redes públicas estaduais no sentido de colocá-la em prática. O Projeto Pró-Espanhol, sob a tutela da Secretaria de Educação Básica do MEC, irá implementar programas voltados para a formação de professores, elaboração de material didático, entre outras frentes.     O

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Google tenta acordos com editoras brasileiras

Lançado há dez meses nos Estados Unidos, o “Programa Google para Pesquisa de Livros“ ainda provoca discussões sobre direitos autorais. Apesar da polêmica, a empresa americana já conseguiu fechar pelo menos um contrato no Brasil, onde o projeto ainda não está operando. A Callis Editora é a primeira, e talvez a única, a ter aceitado a proposta. A editora, especializada em infanto-juvenis, possui 350 títulos em catálogo, sendo que 40 deles já estão disponíveis na internet (www.books.google.com).     No Brasil, o debate de prós e contras do programa está ganhando força agora com o recente assédio da empresa. Segundo Marco Marinucci, gerente de desenvolvimento de parceiros do Google, o programa está se expandindo e, “em poucos meses“, chegará ao Brasil.     A ferramenta permite ao usuário, a partir de uma palavra-chave, encontrar títulos de editoras de diversos países. O usuário terá acesso a obras de domínio público (respeitando a legislação de cada país). Se o livro ainda estiver sob as regras de direitos autorais, o internauta pode visualizar quatro páginas da obra selecionada: duas páginas anteriores e duas posteriores, tendo como ponto de partida a palavra-chave pesquisada.     Até agora, a maior parte das empresas brasileiras está

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Fundeb é tema central de debate dos secretários estaduais de educação

A aprovação do Fundo da Educação Básica (Fundeb) é o tema principal da quarta reunião ordinária do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), que ocorre no Hotel Serra Azul, em Gramado (RS), nos dias 24 e 25 deste mês.    Para debater o andamento da proposta de emenda constitucional (PEC 415/2005), que cria o fundo, em análise na comissão especial da Câmara dos Deputados, a diretoria do Consed convidou para o evento o presidente da comissão, Severino Alves (PDT/BA), a relatora, Iara Bernardi (PT/SP), e os senadores Gerson Camata (PMDB/ES) e José Jorge (PFL/PE). O conselho quer ouvir os deputados e senadores também sobre o projeto de lei preparado pelo Ministério da Educação que regulamenta o fundo.    Apoio – Junto com o Ministério da Educação e com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o Consed trabalha pela aprovação do Fundo da Educação Básica. Em 8 de novembro, por exemplo, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente do Consed, Gabriel Chalita, e a presidente da Undime, Maria do Pilar Almeida e Silva, subscreveram uma carta aos prefeitos e secretários municipais de educação pedindo apoio à aprovação do Fundeb. A carta fala na importância e abrangência

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Palocci e Paulo Bernardo debatem Fundeb em comissão

Os ministros da Fazenda, Antonio Palocci, e do Planejamento, Paulo Bernardo, discutem hoje a criação do Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em audiência pública da comissão especial que analisa as propostas sobre o assunto.    Palocci e Paulo Bernardo foram convocados para prestar esclarecimentos sobre as fontes de recursos e a previsão orçamentária para a implementação do Fundeb. Os deputados Ivan Valente (Psol-SP) e Luiza Erundina (PSB-SP), que apresentaram o requerimento para a audiência com os ministros, consideram que falta esclarecimento sobre as fontes de financiamento do fundo.    A criação do Fundeb está prevista na Proposta de Emenda à Constituição 415/05. A PEC tramita conjuntamente com outras seis propostas de mudança na Constituição – as PECs 536/97, 312/00 , 415/ 01, 105/03, 190/03 e 216/03. A relatora da comissão especial, deputada Iara Bernardi (PT-SP), apresenta amanhã seu parecer preliminar às propostas, cuja discussão e votação está marcada para a próxima quinta-feira (24).     A audiência pública com Palocci vai ser iniciada logo após a reunião da Comissão de Finanças e Tributação, que também ouve o ministro nesta manhã. Ambas as audiências serão realizadas no plenário 2 

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Saraiva conta uma história de lucros

As ações da editora Saraiva estão no topo das recomendações do analista da Fator Corretora Marcio Kawassaki. Ele projeta preço para as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da companhia de R$ 18,75, o que significa um potencial de alta na ordem de 40% em relação ao preço do papel na semana passada.     Há pouco mais de uma semana, a Saraiva apresentou numa teleconferência com analistas os resultados do terceiro trimestre. O lucro líquido atingiu novo recorde e alcançou os R$ 19,8 milhões, que representa alta de 273% em relação ao mesmo período do ano passado. Entre os pontos altos da empresa, Kawassaki destaca a redução de despesa operacional.     Essa economia de custos ajudou a aumentar a margem Ebtida da empresa em mais de 4 pontos percentuais (era de 9,4% nos primeiros nove meses de 2004 e agora passou para 13,7%). Outro ponto alto está no aumento da fatia de mercado da empresa nas vendas para o governo. Essa fatia era de 17% e subiu para 25% com o programa lançado pelo governo para atender estudantes da rede pública de ensino médio.     São 8 milhões de alunos, a maioria sem recursos para comprar

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