Valor do Fundef é reajustado em 10%

O Ministério da Educação determinou o aumento de 10% no valor mínimo do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) em relação ao ano passado. O crescimento real medido entre 2003 e 2006 foi de 26%, considerando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A título de comparação: entre 1997 e 2002, houve queda de 2% no valor do Fundef.    Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o desafio do governo em aumentar o valor mínimo do Fundef será complementado a partir da aprovação do Fundo da Educação Básica (Fundeb) pelo Congresso Nacional. “A aprovação do Fundeb quase por unanimidade em dois turnos na Câmara demonstra a importância do novo fundo, que vai financiar toda a educação básica”, enfatiza.    Com o reajuste determinado pelo MEC, o valor mínimo anual por aluno da 1ª à 4ª séries do ensino fundamental será de R$ 682,60, para escolas urbanas, e de R$ 696,25, para as rurais; de 5ª a 8ª série, de R$ 716,73, para as urbanas, e de R$ 730,38, para as rurais. Para alunos da educação especial, o repasse será de R$ 730,38.

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Lula sanciona projeto do ensino de nove anos

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta segunda-feira, dia 6 de fevereiro, que se sentia o próprio estudante entrando na escola com um ano a mais de garantia de estudos e, também, como um professor que terá condições de se aperfeiçoar. Em solenidade no auditório do edifício-sede do Ministério da Educação, em Brasília, o presidente sancionou dois projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional — o que institui o ensino fundamental de nove anos e o que concede bolsas de estudo e pesquisa a professores da educação básica que participam de cursos de formação.    Lula destacou que está estendendo a milhões de crianças carentes o direito que outras crianças têm de se preparar. “Faço parte de um conjunto de brasileiros que não teve a chance de estudar na época em que deveria”, disse. Segundo ele, a educação é o principal pilar para fortalecer o Brasil nas disputas do mundo globalizado. “Não há investimento mais importante do que garantir que as crianças comecem a estudar no tempo certo”, afirmou.     Na opinião do presidente, esse é um momento importante da educação. O Fundo da Educação Básica (Fundeb) está para ser aprovado e a reforma da

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Câmara aprova Fundeb: agora só falta o Senado

A votação foi quase unânime de novo, a exemplo do que ocorreu no primeiro turno. Por 399 votos favoráveis, dois contrários e duas abstenções, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno no dia 2 de fevereiro, a Proposta de Emenda à Constituição que cria o Fundo da Educação Básica (Fundeb). O texto da PEC será enviado agora para análise do Senado.    Os deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Jovino Cândido (PV-SP) mais uma vez foram votos vencidos. Os parlamentares repetiram o voto contrário à matéria. Mendes Ribeiro e Wilson Cignachi, ambos do PMDB-RS, que tinham votado contra no primeiro turno, preferiram se abster desta vez.    No Senado, a expectativa é de que haja unanimidade, respeitando o indicativo da Câmara. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é favorável à aprovação da matéria, segundo sua assessoria. Ele diz que trabalhará por um consenso a fim de viabilizar a votação o mais rápido possível.    A deputada tucana Yeda Crusius, do Rio Grande do Sul, afirma que é hora de votar “a favor do Brasil”. Ela espera que o Fundeb seja aprovado no Senado, independentemente de bandeiras partidárias. “Não estamos mais naquela época de votar contra

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Ensino de nove anos é realidade para oito milhões

O Senado Federal aprovou recentemente a ampliação do ensino fundamental para nove anos e deu às escolas prazo de cinco anos para se adaptarem. Boa parte delas, no entanto, já adota o novo modelo. Dados preliminares do censo escolar de 2005 indicam que 8,1 milhões de alunos estudam em escolas com ensino fundamental de nove anos. O maior número de matrículas está na rede municipal: 5,2 milhões. Há 2,7 milhões na rede estadual, 131,5 mil na particular e 5,9 mil na federal.    O secretário de educação básica do Ministério da Educação, Francisco das Chagas Fernandes, chama a atenção para os números do censo nos últimos três anos, que indicam evolução na adoção dos nove anos: em 2003, eram 3,9 milhões de alunos matriculados em 11.510 escolas; em 2004, 7,4 milhões em 22.728 estabelecimentos; em 2005, 8,1 milhões em cerca de 25 mil instituições.    A Resolução nº 3, de 3 de agosto de 2005, aprovada pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), define as normas nacionais para a ampliação do ensino fundamental. Os anos iniciais vão dos seis aos dez anos de idade, com duração de cinco anos; os anos finais, dos 11 aos 14,

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TV Escola mostra a leitura como forma de integração

A TV Escola desta quinta-feira, 2 de fevereiro, traz no Salto para o Futuro o episódio Espaços de Leitura Articulados: A Escola, a Casa, a Comunidade, da série Espaços de Leitura, que pretende mostrar a importância do estabelecimento de vínculos entre estes três espaços na formação de leitores. Vai apresentar também a leitura integrando escola e família em estratégias comuns, da mesma forma que a participação da comunidade.     Será ressaltada a importância das atividades envolvendo a memória local como ponto de partida para a constituição de acervos e do desenvolvimento de práticas culturais variadas, dentre elas a leitura. Às 19h, com reprise às 11h e 15h do dia seguinte.    Às 7h e 9h entra em cena Cães e Mais Cães discutindo por que são os melhores amigos do homem e por que têm raças tão diferentes. Em seguida às 8h e 10h, Super-Humanos: Trauma mostrando pessoas que morrem de medo de ter um infarto ou um derrame e os que ficam histéricos só em pensar na Aids.    Para as 12h, está reservado Escola e Inclusão Social, que debate os aspectos étnico, racial e sócio-econômico do tema. As Sete Maravilhas da Grécia Antiga vai ao ar às

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MEC distribui orientações e kits pedagógicos em apoio ao ensino fundamental de nove anos

O Ministério da Educação anunciou na terça-feira, 31 de janeiro, as duas primeiras ações pedagógicas e técnicas de apoio à implantação do ensino fundamental de nove anos nas redes estaduais e municipais de educação. A Lei nº 144/2005, que institui o novo modelo, foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 25 e será sancionada pelo presidente da República em fevereiro.    De acordo com o secretário de Educação Básica, Francisco das Chagas, o MEC vai enviar a todas as escolas de ensino fundamental 300 mil exemplares do documento Ensino fundamental de nove anos: orientações pedagógicas para a inclusão de crianças de seis anos. O objetivo é oferecer subsídios, informações, dados e reflexões que possam ajudar os sistemas de ensino a conceber uma nova estrutura de organização dos conteúdos, levando em conta o perfil dos alunos desta faixa etária.    As escolas de 12 estados e 1.129 municípios, que já implantaram o ensino de nove anos, receberão também material didático específico: um kit com jogos pedagógicos para uso coletivo em sala de aula, dez filmes sobre a aquisição da escrita, que serão usados pelos professores dos alunos de seis anos, e um acervo a mais de livros do Programa Nacional Biblioteca

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Prefeituras de SP terceirizam a educação

Depois dos serviços de coleta de lixo, de varrição pública e de recapeamento asfáltico, os municípios estão terceirizando até mesmo a educação. Prefeitos de 145 cidades brasileiras, sendo 129 no Estado de São Paulo (um quinto das 645), passaram a usar os recursos federais destinados ao setor para pagar convênios com sistemas particulares de ensino, como o Objetivo, o COC e o Anglo.    Apesar de não ser ilegal, as parcerias são contestadas por especialistas, já que o dinheiro público é repassado ao setor privado e nem sempre os convênios firmados garantem uma melhora na qualidade de ensino.    Os municípios compram um kit básico que contém apostilas para os alunos, treinamentos periódicos para professores e planejamento pedagógico. Alguns pacotes incluem avaliações da rede e fornecem ajuda pela internet. As principais empresas não divulgam seus custos, mas eles variam de R$ 145 a R$ 260 por aluno/ano. As aulas ocorrem em escolas da rede municipal e os docentes são pagos pelas prefeituras.    Mesmo com boa parte dos pais aprovando a medida, educadores lembram que a responsabilidade de capacitar professores, elaborar projetos e oferecer material didático deve ser dos municípios.    “Escolas não são empresas. Cada uma vive uma realidade

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Política de dicionários e de literatura é bem recebida por professores

A política de entrega dos acervos de dicionários da língua portuguesa diretamente em cada sala de aula das escolas públicas do ensino fundamental e de livros de literatura que vão enriquecer as bibliotecas de todas as escolas foi bem recebida por professores da rede pública.     Josefa dos Santos, coordenadora de alfabetização pelo método metafônico na Secretaria de Educação do estado de Sergipe, por exemplo, diz que a destinação de dicionários para alunos das séries iniciais do ensino fundamental “é maravilhosa”. Para ela, é na 1ª série que a criança se familiariza com o livro, e o dicionário ilustrado e próprio para esta idade vai ajudar muito o professor no despertar do aluno pelas palavras. “No nosso trabalho de alfabetização, a partir de agora, o dicionário será um elemento novo que vai qualificar o aprendizado”, explica.     A professora Josefa informa que o princípio da alfabetização pelo método metafônico trabalha os sons associados às letras. Em Sergipe, o método é aplicado em 357 turmas de 1ª série e em 16 turmas da 1ª série básica, que reúne crianças com seis anos de idade, em 58 municípios da rede pública estadual.     Em Cuiabá (MT), a professora de

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Larousse aposta no leitor jovem e negocia conteúdo para internet

A editora Larousse está “abrasileirando“ suas obras e investindo principalmente em livros infanto-juvenis e de referência, como dicionários e enciclopédias – especialidade da matriz, na França. Mas não é apenas com a tradicional folha de papel que a Larousse planeja fazer negócios. A editora irá vender conteúdo pela internet ainda este ano. Desde 2003 com escritório na cidade de São Paulo, a companhia já lançou 200 títulos e pretende manter a média de 60 lançamentos este ano. Mas a mira de Jean-Christophe Marc, diretor-geral da Larousse do Brasil, é na web. A estratégia espelha uma tendência mundial adotada por editoras de títulos de referência, incluindo-se a brasileira Melhoramentos, que edita o dicionário Michaelis. Os inúmeros volumes de uma enciclopédia estão ocupando bem menos espaço nas prateleiras e navegando em outras plataformas de mídia, como a internet e o CD-Rom (que acompanha, por exemplo, os guias de idiomas da Larousse). Além da receita própria, a filial brasileira, com 25 funcionários, conta com um investimento da matriz de 2 milhões de euros, para ser desembolsado de 2003 a 2006. Para incrementar as vendas, a editora desenvolve projetos especiais para empresas, como por exemplo a parceria com o Boticário para o Dia dos

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