Comissão aprova biblioteca obrigatória nas escolas

A Comissão de Educação e Cultura aprovou o Projeto de Lei 1831/03, do deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), que obriga todas as instituições de ensino, públicas e privadas, a terem bibliotecas. O objetivo é universalizar as bibliotecas escolares e facilitar o acesso dos alunos a livros e demais fontes de pesquisa, além de melhorar os indicadores de acesso ao livro no Brasil.     Ampliação do aprendizado     O relator da matéria na comissão, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), disse que o projeto é oportuno, já que no Brasil – em especial, na rede pública de ensino – existem poucas bibliotecas escolares. Segundo o parlamentar, as bibliotecas são fundamentais para transmitir o conhecimento atualizado, condizente com um mundo em constante transformação. “Face a essa generalizada carência, muitas vezes alunos e professores dispõem apenas do manual didático, o que limita o aprendizado“, salientou.     Acervo     Andrada apresentou um texto substitutivo em que propõe pequenas alterações. Uma delas é que o acervo inicial mínimo seja de um livro por aluno matriculado em cada biblioteca a ser criada. No texto original, a proposta era de quatro obras por estudante. Outra mudança é a extensão do prazo estabelecido para as escolas

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Ministro participa de audiência pública sobre o Fundeb no Senado

O ministro da Educação, Fernando Haddad, participa nesta terça-feira, 14 de fevereiro, de audiência pública da Comissão de Educação em conjunto com a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sobre a proposta de emenda constitucional (PEC) que cria o Fundo da Educação Básica (Fundeb). Já aprovada em dois turnos na Câmara, a proposta está no Senado. Haddad apresentará o Fundeb aos participantes da audiência pública, que terá início às 10h, no anexo II, ala Senador Alexandre Costa – sala 15.    O Fundeb substituirá o atual Fundo da Educação Fundamental (Fundef), ampliando a abrangência de financiamento para educação infantil, ensino médio e educação de jovens e adultos. Com duração de 14 anos, prevê aporte de R$ 4,5 bilhões por parte da União, a partir do quarto ano, o que representa cerca de 10% do valor total do Fundo – estados e municípios entram com o restante.    Recursos – A PEC determina, ainda, que o valor mínimo anual por aluno do ensino fundamental não poderá ser inferior ao valor mínimo fixado nacionalmente no ano anterior ao da vigência da emenda – ou seja, ao último valor fixado para o Fundef. A distribuição dos recursos proporcionalmente às matrículas também

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Mitos e verdades do mercado editorial

A frase geralmente vem com veneno, definitiva, pronta para ferir os brios: os argentinos teriam, em sua capital, mais livrarias que todo o gigante em berço esplêndido. Resta lamentar o destino e invejar em silêncio a grama literária do vizinho. Contra um argumento desses não há o que dizer — exceto que está errado. Calcula-se (talvez seja mais exato escrever “estima-se”, já que as estatísticas são precárias) que o Brasil tenha 1.800 livrarias. Buenos Aires, 400.     O problema, contudo, é que se o mito está derrubado, pelo menos como enunciado, esses números absolutos estão longe de fazer jus à questão: ainda é muito mais fácil um argentino tropeçar numa livraria que um brasileiro. Na reportagem sobre os mitos e verdades do mercado editorial, especialistas falam dos entraves da área e de possíveis soluções (algumas polêmicas) para o problema. Que, aliás, não é privilégio nacional: em Londres também se discute a sobrevivência das livrarias independentes.        Buenos Aires tem mais livrarias que o Brasil  O Globo – Douglas McMillan    O número que realmente dá conta do problema da comercialização de livros no país é o que mede quantas pessoas uma livraria serve em média. E aí,

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O desafio da produção cultural

Conforme relatório da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), divulgado em dezembro último, o comércio de produtos culturais na América Latina e no Caribe, em especial livros e CDs, representava 2% do mundial em 1994. Em 2003, subiu apenas um ponto percentual. No tocante à produção ligada ao setor, os dados também indicam sensível defasagem internacional: Reino Unido, Estados Unidos e China, segundo o estudo, responderam, em 2002, por 40% da produção global, contra apenas 4% dos continentes latino-americano e africano.    O trabalho demonstra, ainda, que, entre 1994 e 2002, o mercado internacional da cultura cresceu cerca de 60%, índice, convenhamos bastante significativo. Trata-se, assim, de excepcional segmento gerador de empregos e renda, além de muito importante para o desenvolvimento socioeconômico e a democratização das oportunidades. Afinal, há consenso de que os povos vencedores da presente era serão aqueles incluídos na chamada sociedade do conhecimento.     O relatório da Unesco analisa a questão com muita propriedade, observando que “a globalização oferece grande potencial aos países para o fomento de sua cultura e a descoberta e estímulo aos talentos”. Está claro, entretanto, que “nem todas as nações têm aproveitado as vantagens abertas

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Google faz palestras para atrair editoras brasileiras

O “Programa Google para pesquisa de Livros“, lançado no início de 2005, está buscando novos parceiros no mercado brasileiro. Durante esta semana, Marco Marinucci, gerente de desenvolvimento de parceiros estratégicos, está no país, promovendo palestras sobre o projeto em São Paulo e no Rio de Janeiro. Sua missão é convencer os empresários do setor de que o projeto é uma ferramenta de busca confiável e que pode auxiliá-los na divulgação de seus catálogos.     Os editores brasileiros estão cautelosos. Até agora, apenas as editoras Callis e Senac participam do programa, que ainda não tem uma versão em português. Para fazer parte do projeto, as editoras precisam, apenas, enviar as obras para o Google. Depois disso, a empresa americana irá digitalizar os livros e colocá-los na internet. O usuário poderá acessar até quatro páginas de uma obra.     Segundo o executivo, mais de 10 mil editoras já fazem parte do projeto, e “centenas de milhares“ de livros já foram digitalizados. Eduardo Blücher, coordenador CBL Tech – grupo que estuda novas plataformas para vender conteúdo -, diz que “a ferramenta é boa, porém há limitações na forma como os livros são tratados“.     O programa (www.books.google.com) é composto pelas

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Novo ensino fundamental rebatiza pré-escola sem alterar currículo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o ensino fundamental de nove anos. Alguns Estados (Alagoas, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, entre outros), além de mais de mil municípios, já adotaram a prática. Quem ainda não se adaptou — rede pública ou particular — terá até 2010 para implantar o sistema. Esse é o caso de São Paulo. Como as matrículas para o ensino fundamental em 2006 ocorreram no segundo semestre do ano passado, o sistema deverá ser seguido a partir de 2007.     Na prática, a pré-escola passa a se chamar primeiro ano ou primeira série série e deixa de integrar o ensino infantil para fazer parte do ensino fundamental. Em conseqüência: o primeiro ano vira segundo, o segundo passa a ser o terceiro e, assim segue a lógica, até os alunos ingressarem na oitava série, batizada agora de nona série.     O currículo escolar não sofrerá alterações. Tudo o que a criança aprendia na pré-escola será ensinado na nova primeira série. É como se as crianças pulassem um ano, sem alterações pedagógicas. Em algumas escolas particulares que já se adaptaram à nova legislação, um criança que em 2005

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Fundeb ainda aguarda aprovação no Senado

Depois de passar com ampla maioria em duas votações na Câmara dos Deputados, a proposta que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) será enviada nos próximos dias ao Senado. Assim que o documento chegar à casa, será escolhido um novo relator, que irá preparar o texto que será votado pelos senadores.     Caso também seja aprovado, segue para a sanção do presidente Lula. Do contrário, volta para discussão na Câmara de Deputados. Se aprovado, o Fundeb substituirá, em 2007, o atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), que gera recursos para manutenção de turmas neste segmento.     Com o novo fundo, serão atendidos alunos da creche, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio, inclusive os da educação de jovens e adultos, educação especial, indígenas e quilombolas. A expectativa é de que mais de 47 milhões de estudantes sejam beneficiados. Pela proposta que está em tramitação, a distribuição dos recursos seria progressiva e chegaria a seu nível maior, cerca de R$50 bilhões, a partir do quarto ano de vigência.     Assim como o Fundef, o Fundeb será criado a partir

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Editoras vão à internet para fisgar os mirins

Esta é a estratégia para que o público infanto-juvenil tenha mais interesse em ler. Dentro da velha e boa teoria de que para os negócios irem para frente o importante é ir atrás do cliente onde ele estiver, as editoras brasileiras de literatura infanto-juvenil descobriram na internet uma excelente ferramenta de marketing para atrair seu público-alvo que, reconhecidamente, passa mais tempo diante do computador do que lendo um livro.     A solução foi criar sites para abrigar personagens de livros de sucesso como o campeão de vendas Harry Potter, editado no Brasil pela Rocco ou o Smilingüido, uma formiguinha evangélica responsável, hoje, por 90% do faturamento da editora curitibana Luz e Vida, que foi de R$ 11 milhões no ano passado e deve chegar a mais de R$12 milhões este ano.     Garantem as editoras que a estratégia tem dado certo e os sites estão atraindo o jovem também para as livrarias.     Leia mais…

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Ensino fundamental de 9 anos beneficia estudantes mais pobres, diz Lula

Ao sancionar a lei que amplia o ensino fundamental de oito para nove anos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a medida vai beneficiar principalmente os estudantes de baixa renda. “O que vocês fizeram, na verdade, foi estender para milhões e milhões de crianças pobres, o direito que algumas outras crianças já tinham, de poder se preparar antes de entrar no ensino fundamental. Vocês estão dando agora a oportunidade para que todas as crianças do Brasil tenham a mesma oportunidade“, afirmou Lula na cerimônia de assinatura da lei, no Ministério da Educação.     Com a ampliação, a entrada das crianças na escola começa aos 6 anos de idade — atualmente, as crianças iniciam o ensino fundamental aos 7 anos. A lei estabelece que Estados, municípios e o Distrito Federal terão prazo até 2010 para se adequar à mudança. Atualmente, mais de mil municípios em 12 Estados já adotam o ensino fundamental de nove anos, atendendo um total de 8,1 milhões de alunos segundo dados preliminares do Censo Escolar 2005.     Lula sancionou também a lei que prevê a concessão de bolsas de estudo e pesquisa para professores da educação básica que participam de cursos de

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