Ampliação do Fundef esbarra na corrupção

Parte do dinheiro que serviria para educar os jovens está sumindo pelo ralo da corrupção. As verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), criado no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1996, para incentivar o ensino fundamental, lideram as ocorrências de fraudes que envolvem recursos federais repassados para os municípios, segundo a Controladoria Geral da União (CGU).     A Procuradoria Geral da República já investiga mais de 70 municípios baianos onde se suspeita que haja desvios da verba do Fundef. E o problema pode ficar ainda mais grave: através do Fundeb, que aguarda aprovação no Senado, o Fundef será expandido para compreender a educação básica – e, a depender de alguns senadores, a rede municipal de creches, sufocada pela falta de recursos municipais.     A verba do novo fundo pode chegar a R$ 4,5 bilhões anuais, diante dos R$ 737 milhões alocados em 2005 para o Fundef (dos quais só foram rapassados aos municípios R$ 398 milhões). O Fundef é financiado por diversos impostos e envolve um patamar mínimo de gastos – 25% da receita dos impostos e repasses do governo federal devem financiar a educação –, calculado a partir do

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O paraíso distinto de editores, autores e leitores

Editores e autores, cada tribo tem sua versão particular de paraíso.     O dos editores é um paraíso de livros que se escrevem por si, sem o incômodo de autores que escrevem menos ou mais do que o esperado, reivindicam maior percentagem de direitos autorais e questionam a eficiência da distribuição, já que raramente encontram seus livros nas livrarias que freqüentam.     No paraíso dos escritores os livros chegam às mãos dos leitores sem intermediários, impressos em gráficas que da noite para o dia transformam grossos originais em livros bonitos e baratos. As tiragens dos livros sempre coincidem com as registradas em contrato e os livros chegam a livrarias, onde ficam em destaque até que os leitores descubram a maravilha que se oculta entre as capas que os contemplam das estantes.     Paraíso de editores, inferno de escritores. E vice-versa.     Mas um não vive sem o outro. Melhor dizendo, um não vivia sem o outro.     O casamento parecia eterno e indissolúvel em tempos pré-internet. Mas a partir dos três dáblius da World Wide Web, novos pactos nupciais continuam surgindo no horizonte. Porém, enquanto o tempo de bits e nets democráticas e gratuitas não

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Projetos incentivam leitura e escrita nas escolas

Promover o hábito da leitura e proporcionar competências para a escrita a alunos de escolas públicas do país. Este é o objetivo dos projetos Círculo de Leitura e Escrevendo o Futuro que, assim como diversos outros de organizações não-governamentais, bibliotecas públicas e privadas, governo e de outras entidades realizam atividades para estímulo da leitura.     O Círculo de Leitura propõe aos alunos do ensino médio uma roda de leitura, literalmente. Grupos de 10 a 15 jovens ganham um livro, geralmente um clássico literário, para participar de uma roda. Com o livro em mãos, eles se alternam lendo em voz alta e parando periodicamente para discutir sobre o significado dos trechos lidos.     Mais do que ter referências teóricas e históricas da obra, o projeto visa incentivar a prática da leitura e da contação de histórias. Além disso, propõe que os alunos reflitam sobre os temas dos livros, relacione-os com suas próprias vidas e promovam debates sobre as obras no cotidiano da sala de aula.     “Não queremos ser intrusos, nem tomar o lugar dos professores na escola. O que procuramos é uma integração com eles para o desenvolvimento dos alunos,“ defende o educador Reni Adriano Batista que

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Plano Nacional do Livro quer incentivar a leitura

Nos dias 12 e 13 de março, será realizado em São Paulo o Fórum de Leitura com o objetivo de estabelecer um conjunto de iniciativas sobre o livro e a leitura no país. Atualmente, as ações que abordam este tema estão dispersas e o fórum vem justamente para realizar o Plano Nacional de Livro e Leitura. O plano é centrado em quatro eixos: a democratização do acesso; fomento à leitura e formação; valorização da leitura; e comunicação e apoio à economia do livro.    O chefe de gabinete do Ministério da Educação, Ronaldo Teixeira, salienta que este plano “é rigorosamente nacional, portanto, não governamental“. O objetivo é unir esforços da União e da sociedade. “A nossa expectativa é que se torne um plano de estado“, explica.  Teixeira salienta a importância do evento por fazer parte da Bienal do Livro de São Paulo. Lembra também que o ministério é responsável por traçar as diretrizes para a política nacional do livro e da leitura e lembra que isto não é produzido isoladamente. Há uma ação conjunta com o Ministério da Cultura, Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), Organização das Nações Unidas para a Educação, a

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Universitários lançam frente pró-xerox

Alunos de universidades públicas e particulares lançam hoje um movimento nacional para defender a liberação do uso de xerox de livros nas instituições.    O lançamento do movimento “Copiar Livro é Direito“, que já tem adesões de estudantes da USP, PUC-SP, FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo e do Rio, Mackenzie, Ibmec-RJ e Universidade São Judas, será na FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP), com uma oficina aos calouros sobre direitos autorais. Estão previstas também palestras em diversas instituições do país.    Também será enviado às escolas e às editoras um manifesto, dizendo que a intenção é “trazer à discussão as dificuldades enfrentadas por estudantes, professores e pesquisadores, impossibilitados de fotocopiar livros por conta de ações arbitrárias e abusivas colocadas em prática desde 2004“.    O movimento se refere à Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, que representa as editoras. A entidade vem pedindo ações policiais de busca e apreensão de xerox de livros nas universidades –foram 158 em 2005.    “Estamos brigando pelo o que já é legal, ou seja, o direito ao acesso à informação“, disse o presidente do diretório acadêmico de administração e economia do Mackenzie, Gabriel Sidi, 20.    O tema divide

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Fundeb vai gerar educação de país desenvolvido, diz presidente

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, nesta segunda-feira, dia 20, disse ter a convicção de que o Senado Federal vai votar logo o projeto do Fundo da Educação Básica (Fundeb). “Os senadores têm responsabilidade com a educação deste país. Com isso, nós vamos garantindo a implantação de uma educação efetivamente de qualidade“, afirmou.    A proposta de emenda constitucional (PEC) do Fundeb foi aprovada pela Câmara dos Deputados, em segundo turno, no dia 2 de fevereiro. Depende, agora, da votação no Senado. A PEC amplia recursos para a educação e o número de vagas no ensino público. O objetivo é substituir o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que acaba este ano.    Lula afirmou que o governo federal tem suas preocupações voltadas para todos os níveis de ensino, do fundamental às universidades. Para ele, com o Fundeb será possível alcançar o nível de educação dos países desenvolvidos. “O Fundeb vai permitir que a gente cuide da criança, desde o dia em que ela nasce até o ensino médio, dando ao povo brasileiro um padrão de educação que todo

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Mitos e Verdades: ‘Livro no Brasil é caro’

Não há livro caro ou barato: há, sim, livros com preços relativos, e relativos no Brasil a um conjunto de fatores que não lhe são muito favoráveis. Como se viu nas duas primeiras edições da série Mitos e Verdades do Mercado Editorial, os índices de leitura são baixos — embora quando estimulado, o brasileiro se encante com a leitura; e o país sofre com falta de livrarias e bibliotecas. Tudo isso dificulta a difusão do livro, condenado portanto a baixas tiragens, de dois mil a três mil exemplares em média. O cenário se agrava com a queda de 16% do rendimento médio do brasileiro nos últimos anos (entre 1995 e 2004), segundo o IBGE. Renda disputada ainda por inúmeros serviços, alguns novos e outros que encareceram, como os de celular, internet, planos de saúde, luz, impostos… Diante das dificuldades, livros de R$ 25, R$ 40 ou R$ 50, comuns nas livrarias, tornam-se artigo de luxo. Para derrubar a barreira do preço, discutem-se medidas como a adoção do preço único e a criação de coleções populares, como as de bolso. O caminho promete ser longo, mas precisa começar a ser trilhado urgentemente para que se democratize, também pelo preço, o acesso

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Boletim Fome de Livro

Fórum vai encerrar Ano Ibero-americano da Leitura    O Fórum PNLL Vivaleitura, que será realizado nos dias 12 e 13 de março no Auditório Elis Regina, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, vai encerrar oficialmente o calendário do Ano Ibero-americano da Leitura, que teve mais de 100 mil atividades realizadas no Brasil desde janeiro de 2005. O encontro – destinado a bibliotecários, educadores, gestores de cultura, escritores, editores, livreiros, distribuidores, ONGS e voluntários que atuam na área, entre outros – vai apresentar um balanço do que foi o ano no Brasil – onde foi denominado Vivaleitura – e também nos demais 20 países da região.     Já na abertura do fórum – com a presença dos realizadores que integram o Conselho Diretivo do Vivaleitura, que são o Ministério da Cultura, o Ministério da Educação, o Cerlalc (Centro de Fomento ao Livro na América Latina e Caribe), a Unesco e a OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos) – está prevista uma conferência da professora Marisa Lajolo, da Unicamp, uma das maiores especialistas em leitura do País. Para obter detalhes da programação e fazer a inscrição (já que as vagas são limitadas), basta acessar www.vivaleitura.com.br/forum2006.    Ano da Leitura teve

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Comissão de Educação quer acordo de líderes para agilizar votação do Fundeb no Senado

A Comissão de Educação do Senado, que realizou audiência pública para debater o Fundo da Educação Básica (Fundeb) no dia 14 de fevereiro, decidiu encaminhar solicitação aos líderes partidários para que definam um calendário que agilize a votação do Fundo na casa. O ministro da Educação, Fernando Haddad, abriu a audiência pública fazendo a explanação sobre os objetivos do Fundeb e a importância de sua aprovação para a educação brasileira. Na seqüência, Haddad respondeu às perguntas dos senadores por cerca de três horas.    “Nosso objetivo com a audiência pública é esclarecer aos senadores sobre o projeto e auxiliar na tramitação dentro do Senado”, afirmou o presidente da Comissão de Educação, senador Gerson Camata. O relator do projeto, senador José Jorge, se disse favorável ao projeto e afirmou que vai aguardar a reunião dos líderes para apontar um prazo provável para a votação do documento. O Fundeb foi aprovado em dois turnos na Câmara Federal e agora precisa de aprovação na Comissão de Constituição e Justiça para depois ser apreciado em dois turnos pelo plenário do Senado.    O ministro destacou que o texto do Fundeb foi encaminhado à Câmara com a aprovação do Ministério da Educação, do Conselho Nacional

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