Reunião por políticas públicas do livro acontece dia 28 de agosto

A Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, entidades e diversas personalidades do mundo do livro no Brasil, estão promovendo uma série de ações para fortalecer as políticas públicas do livro e leitura no país. Entre elas, o lançamento do caderno Políticas Públicas do Livro e Leitura, com reflexões e compromissos das quatro principais candidaturas à Presidência da República nas eleições de 2006, previsto para setembro.     Além disso, está sendo articulado o lançamento do Manifesto do Povo do Livro e o agendamento de encontros de lideranças e personalidades da área com os candidatos a Presidente durante o mês de setembro. A primeira reunião será na próxima segunda-feira (28), às 10h, na Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) (Rua Turiassu, 143, conjuntos 101-102 – Perdizes – São Paulo-SP).

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Vaga-lume forma empreendedores em lugares remotos

Ela veste uma camiseta regata preta onde se lê a frase: “Vejo que ainda não vi bem o que vi“, de Guimarães Rosa. É jovem, tem olhos verdes reluzentes, cabelos loiros compridos de sereia, e parece não dar muita importância para entrevistas. Ela também desconhece aquele ditado judaico que diz que quem salva uma vida salva o mundo inteiro. Sua atenção está voltada para as pessoas que realmente importam, os moradores desta comunidade esquecida. Quando se apresenta ao grupo de visitantes, ela diz apenas: “Eu sou uma vaga-lume“.     Embora tenha só 32 anos, Laís Fleury já viu muitas coisas que a maioria dos brasileiros não viu e nem está muito interessada em ver. E ela as viu muito bem. Por lugares ermos da Amazônia aonde só se chega de barco, pau-de-arara ou com apoio da Força Aérea Brasileira, ela se alegrou com os olhares curiosos de crianças e adultos que pela primeira vez na vida viam um livro de histórias. A missão de Laís agora é abrir os olhos dos outros para que mais pessoas como ela possam ver. E quem sabe fazer alguma diferença. Uma vaga-lume, você sabe, tem esse destino na vida: levar uma luzinha fraca

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Secretários estaduais e municipais recebem simulações sobre o Fundeb

As representações nacionais dos secretários estaduais e municipais receberam nesta terça-feira, 22, quatro tabelas com simulações da distribuição dos recursos do Fundo da Educação Básica (Fundeb) para creches, pré-escolas, ensinos fundamental, médio, profissional e especial, educação indígena e de jovens e adultos. Todos os cenários foram montados tendo por base a manutenção dos valores aplicados para o ensino fundamental e o restante distribuído entre as outras esferas de ensino.    As simulações, feitas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), têm o objetivo de ajudar o MEC, estados e municípios a construir um projeto consensual de regulamentação do novo fundo que será enviado ao Congresso Nacional. Até o dia 5 de setembro, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) vão analisar as simulações, confrontá-las com as realidades local e regional e retornar ao ministério para nova reunião de trabalho. O ministro da Educação, Fernando Haddad, colocou o Inep à disposição das entidades para a realização das simulações que forem necessárias para avançar no consenso.    Na avaliação de Fernando Haddad, o trabalho conjunto da União, estados e municípios mostra que é possível chegar a uma

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Mercado nacional de livros encolhe 26% em dez anos

O debate sobre como atrair mais leitores e, naturalmente, aumentar as vendas de livros não arrefeceu sexta-feira, mesmo sob o forte sol de Fortaleza. A apresentação de Fabio Godinho, diretor geral da Larousse do Brasil, no 34º Encontro de Editores e Livreiros, mostrou que ainda há muito a ser feito no setor, que encolheu 26% nos últimos dez anos. Os números mostrados pelo executivo não são animadores. Em 2005, o mercado vendeu 270 milhões de exemplares, com receita de R$ 2,5 bilhões. Esse valor inclui títulos vendidos ao consumidor final e compras governamentais, que no ano passado representaram 38% das vendas totais. Desde 1995, as vendas no varejo caíram 23% e as compras feitas por governos, 31%. O governo é o maior comprador de livros no país. Em 2005, o Estado adquiriu 38% da produção do mercado. A fatia das obras gerais é de 31% de, a das obras religiosas, 19%; e os títulos técnico, científicos e profissionais (TCP) representaram 11% do total vendido. Godinho disse que o consumo de livro está atrelado à renda da população, e disse estar animado com “os 7 milhões de brasileiros“, que, com renda maior, alcançaram a classe média. Também elogiou “a universalização do

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Biblioteca Digital Multimídia

Realizado em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, o Projeto Biblioteca Digital Multimídia foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2001, com base na lei de incentivo à cultura (Lei Rouanet).     Seu objetivo é desenvolver conteúdos digitais multimídia, a partir de livros, gravuras, vídeos e partituras, para armazenamento e disponibilização em meios digitais, acessados via Internet, visando a ampliar o acervo de bibliotecas públicas em todo o País.     Ao longo destes anos de atividades, o projeto beneficiou bibliotecas públicas localizadas em diversos Estados com as novas tecnologias da informação e da comunicação. Os recursos tecnológicos instalados pelo Instituto Embratel permitem que essas bibliotecas assistam à programação veiculada pelo canal de TV do próprio Instituto TV PontoCom, composta por videoconferências geradas pelos Centros de Capacitação e vídeos educativos e culturais cedidos pelo Ministério da Cultura, Ministério da Educação e outros centros culturais.    Embora o prazo de captação de recursos pela Lei Rouanet tenha sido concluído em 31 de dezembro de 2004, o Instituto Embratel mantém a execução do projeto Biblioteca Digital Multimídia, preservando seus objetivos. Visite a Biblioteca Digital Multimídia. 

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Boletim Livro e Leitura

Ministérios da Educação e da Cultura instituem o Plano Nacional do Livro e Leitura    Em 11 de agosto, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 1.442, assinada pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Cultura, Gilberto Gil que implementa o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), cujas bases são o acesso ao livro, valorização da leitura e fortalecimento da produção do livro. Como objetivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, secretário executivo, destaca: “A prioridade do projeto é o aumento do número de leitores e da qualidade da capacidade leitora do Brasil. Queremos incentivar a boa leitura para colocar o país em níveis ótimos para compreender o mundo da informação e formar cidadãos conscientes da realidade“. O PNLL será executado em regime de colaboração entre os governos federal, distrital, estaduais e municipais. Além das áreas governamentais da educação e da cultura, participam dos conselhos e da coordenação representantes da sociedade, autores, editores, bibliotecários, especialistas em leitura e, na condição de assessora, a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).    Integração das bibliotecas do SUS    A rede BiblioSUS integra o Eixo 1 (Democratização do Acesso) do Plano

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Sul avalia metas do Plano Nacional de Educação

O Ministério da Educação, em parceria com a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, realiza de quarta-feira, dia 23, a sexta, 25, em Porto Alegre, o último seminário regional de acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Educação (PNE) e da elaboração dos planos nos estados e municípios. O encontro ocorrerá no Hotel Porto Alegre City.    O objetivo dos promotores é analisar o alcance das metas do PNE nas creches, educação infantil, ensino fundamental e médio, educação de jovens e adultos e ensino superior. Em maio, o MEC promoveu seminários no Nordeste e no Centro-Oeste. Em junho, no Sudeste e em julho, no Norte.    Estudo solicitado pelo MEC ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), sobre a educação na Região Sul a partir das metas do PNE, indica que a região obteve o maior percentual de inclusão em creches de crianças até três anos. O Sul tinha 14,1% das crianças em creches em 2003 (dados do Censo Escolar usados na análise do Cedplar). Santa Catarina teve a maior inclusão (20,8%).    A Meta 1 do PNE prevê o ingresso de 50% das crianças em creches em 2010. Quanto ao

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Países de língua portuguesa são recordistas em analfabetismo funcional

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca 33 milhões de brasileiros são analfabetos funcionais. O que siginifica que 18% da população brasileira possui menos de quatro anos de estudo. Outro dado alarmante é que 16 milhões de pessoas com mais de 15 anos que ainda não foram alfabetizadas.     Em Moçambique, por exemplo, o índice de analfabetismo atinge 56,2% da população, que mesmo tendo o português como idioma oficial, convive com mais de 25 línguas nacionais e 33 dialetos, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco).     O arquipélago de Cabo Verde, no Oceano Atlântico, também fala dois idiomas: o português e o dialeto crioulo. A taxa de analfabetismo no país atinge 25%, mas, segundo o diretor-geral de alfabetização e educação de adultos do país, Florêncio Varela, o país já atingiu o Objetivo do Milênio número 2, que é garantir educação básica de qualidade para todos.     Em São Tomé e Príncipe, duas ilhas do Golfo da Guiné, a taxa de analfabetismo atinge 20% da população. A diretora do Instituto da Juventude do país, Maria de Lourdes de Carvalho Rodrigues, enfatizou que o grande desafio do país

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Universalização do ensino primário ainda não é suficiente para atingir meta até 2015, diz Unesco

A universalização da educação primária vem mantendo avanços constantes desde 1998, mas não suficientes para atingir a meta até 2015. O número de crianças matriculadas no ensino primário passou de 655 milhões para 671 milhões entre 1998 e 2002. Apesar disso, cerca de 100 milhões de crianças em idade para ingressas na escola primária não estavam matriculados em 2002.     Os dados constam do Monitoramento Global de Educação divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) durante a reunião dos representantes da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) que discute em Brasília a educação de jovens e adultos. No encerramento dos debates, deve ser divulgado um documento com as recomendações dos participantes.     O estudo, divulgado dia 16, verificou o desempenho dos países que se comprometeram a universalizar e melhorar o ensino até 2015 durante o Fórum Mundial de Educação de 2000 em Dacar, no Senegal. Dos 163 países pesquisados, 47 deles atingiram a universalização.     A Unesco usou dados dos anos letivos de 2002/2003 para fazer projeções de quais países poderão alcançar as metas de Universalização da Educação Primária (UEP), melhorar em 50% o número de adultos alfabetizados

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