Pequena editora vende mais livros ao governo
A decisão do Ministério da Educação (MEC) de proibir que as editoras utilizassem os chamados “divulgadores” de livros didáticos nas escolas públicas este ano alterou o mercado editorial do País. A medida afetou os negócios de algumas grandes editoras — que utilizavam esses profissionais para conquistar maiores contratos junto ao governo — e , favoreceu pequenas empresas. No ranking das cinco primeiras colocadas deste ano em exemplares vendidos por publicação no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2007, nomes como Escala e Sarandi figuram entre as selecionadas pela primeira vez. Agora, serão fornecedoras de parte das 143.631 escolas de ensino fundamental federais, estaduais e municipais que escolheram os livros que irão utilizar nos próximos três anos, o que movimentou R$ 456 milhões. Boas novas. Exemplo de quem faturou alto com a mudança na regra de divulgação de livros didáticos é a Editora Sarandi. Em sua primeira participação no PNLD, a editora alcançou o terceiro lugar no ranking de exemplares comprados pelo governo por publicação, atrás apenas da Editora Moderna, que ficou em primeiro, e da Editora Escala, e fechou contrato que se aproxima dos R$ 5 milhões. Segundo Francisco Azevedo de Arruda, sócio da Sarandi, a editora teve 100% de