Para crescer, Brasil precisa de educação, diz Conselho
O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) definiu a baixa escolaridade dos brasileiros como um dos principais entraves para o crescimento. O CDES é um órgão consultivo, vinculado à Presidência da República. No momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala o tempo todo em “destravar“ o País, o conselho pede que a educação seja prioritária e aponta como uma das ações principais uma grande ação para acabar com o analfabetismo no Brasil – um programa que já havia sido começado pelo Ministério da Educação, com meta de erradicação até 2007, mas foi desacelerado nos últimos dois anos. O Observatório da Desigualdade, formado por membros do CDES, debruçou-se sobre dados de escolaridade no País e descobriu o que já se sabe: o País não terá condições de competitividade com uma escolaridade que alcança apenas sete anos em média, mas chega a apenas 5,6 no nordeste, 4,2 na zona rural e 4,8 anos entre os 20% mais pobres da população. Uma das principais recomendações do conselho é “considerar a persistência do analfabetismo como a maior das iniqüidades e a necessidade de formular uma política para redução imediata“. O Ministério da Educação tem
