96% das escolas estaduais da cidade de SP tiveram notas baixas no Enem

Reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha de S.Paulo mostra que os 621 colégios estaduais que ficam na cidade de São Paulo obtiveram notas inferiores a 50 dos 100 pontos possíveis no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O número só não inclui 11 escolas técnicas e uma ligada à Faculdade de Educação da USP.    O Enem é feito anualmente por estudantes do 3º ano ou que já concluíram o ensino médio, e as notas das escolas são uma média aritmética das obtidas por seus alunos –o teste é composto por questões de conhecimentos gerais e prova de redação.    Conforme a reportagem, 96% dos colégios estaduais tiveram notas abaixo de 45 pontos; e 69% ficaram abaixo dos 40 pontos. Nenhum obteve mais de 50 pontos.    Das 412 escolas particulares que participaram do Enem, apenas 5 –1,2%– pontuaram abaixo de 40. Abaixo de 45 pontos ficaram 25 escolas, ou 6%. Na faixa acima dos 50 pontos, o Enem revelou estarem 293 escolas particulares (71% do total). Em comum, as escolas com notas mais altas têm cargas horárias puxadas –mais de 1.200 horas-aula por ano enquanto as públicas têm de 900 e 1.080 horas-aula anuais.    O melhor

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Plano para educação pode chegar a R$ 8 bilhões, diz ministro

O governo vai apresentar até abril um Plano de Desenvolvimento da Educação para melhorar a qualidade do ensino, especialmente o básico, com um investimento de R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos.    O plano foi apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (5) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Os recursos terão de ser acrescentados ao Orçamento do Ministério da Educação (MEC) e serão repassados a Estados e municípios selecionados de acordo com metas e critérios de aplicação.    “Pretendemos estabelecer parcerias com Estados e municípios que se comprometam com determinadas metas de qualidade do ensino“, disse Haddad depois da reunião com Lula e mais seis ministros.    Medidas em debate    O plano é formado por 20 medidas que, por determinação de Lula, serão debatidas com educadores e técnicos a partir da próxima semana, antes de ganhar aprovação oficial.    “A partir dos dados de desempenho e rendimento escolar do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, o MEC vai oferecer financiamento, tecnologia de ensino ou ambos, para que os municípios possam acompanhar metas fixadas para o país“, afirmou Haddad.    “O plano envolve algo em torno de 0,4% a 0,5% do PIB e trabalhamos para

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Livro digital em libras contribui para alfabetização de alunos com surdez

Neste início de ano letivo, estudantes das primeiras séries do ensino fundamental que têm deficiência auditiva receberão um livro digital em libras, a língua brasileira de sinais, para a alfabetização. A ação inovadora faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).    A distribuição dos 16,5 mil exemplares já está sendo feita em escolas públicas de todos os estados que tenham alunos surdos matriculados. De acordo com a secretária nacional de educação especial, Cláudia Dutra, é a primeira vez que um livro didático é feito nesse formato. “O Ministério da Educação já tinha feito, por meio do PNLD, a distribuição de textos de literatura em libras e de dicionários trilíngües — inglês, português e libras — que tiveram boa repercussão e contribuíram muito para o desenvolvimento dos alunos”, afirmou Cláudia. “A partir dessa primeira experiência, surgiu a iniciativa de fazer o primeiro livro didático.”    Os exemplares são formatados em CD-rom e trazem, ao final de cada título, atividade ou questão em português e um ícone de TV, o qual, ao ser clicado pelo aluno, abre uma janela. Nela, um tradutor-intérprete apresenta o conteúdo, em libras. Além do CD-rom, o material

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Escola vende 751 kg de livros para reciclagem por R$ 60

A escola estadual Chiquinha Rodrigues, na Vila Penteado (zona norte de São Paulo), vendeu 751 kg de livros –entre didáticos, dicionários e de literatura– a um depósito de reciclagem, a R$ 0,08 o quilo –valor informado pelo dono do estabelecimento. O material corresponde a cerca de 2.500 exemplares. O destino de parte do material deve ser uma usina que o transformará em papel reciclado. Segundo o proprietário do depósito, os livros de literatura e dicionários deverão ser revendidos a sebos.    Entre os itens no depósito estava uma coleção de cinco livros, em bom estado, de Julio Verne. Havia também um exemplar de “Ilíada“, de Homero, e “O Guarani“, de José de Alencar. Apesar do bom estado, estavam empoeirados e aparentavam ser antigos. Em alguns livros didáticos, o ano de publicação era 2001. Estavam em branco e aparentavam não terem sido aproveitados.     No depósito, a capa dos livros didáticos foi arrancada, pois é classificada como “misto“ –espécie de papelão– e se difere das folhas brancas no processo de reciclagem. Neste mercado, o quilo do “papel branco“ custa em média R$ 0,20 e é revendido a R$ 0,30. Pai de uma aluna matriculada na terceira série da Chiquinha Rodrigues,

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Tocantins: livros didáticos para reciclagem

  Depois do Ceará, um absurdo se repetiu no interior do Tocantins. Na cidade de Gurupí, mais de 200 livros didáticos foram parar num depósito de reciclagem.     O Ministério Público do estado deu 24 horas para que a Secretaria de Educação explique como. Os livros do Ensino Fundamental estavam em pacotes lacrados – e nunca foram usados.   

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Conselho Nacional de Educação esclarece dúvidas sobre o ensino fundamental de nove anos

O ensino fundamental de nove anos, que começou a ser implementado em 2004, já atende a mais de 10 milhões de crianças e adolescentes, mas ainda é motivo de dúvidas, principalmente dos pais de alunos. Na reunião do Conselho Nacional de Educação, nesta terça-feira, 27, o conselheiro da Câmara de Educação Básica, Murílio Hingel, relatou parecer sobre o ensino fundamental de nove anos a partir de uma consulta encaminhada pelo Fórum Estadual dos Conselhos Municipais de Educação do Rio Grande do Sul, que agrega 349 municípios. A entidade questionou a interpretação do artigo 24, da Lei nº 9.394/96 (LDB), em seu inciso II, particularmente sobre a possibilidade de um aluno com sete anos de idade ser matriculado diretamente no segundo ano do ensino fundamental de nove anos. E apresentou dúvidas sobre a convivência de planos curriculares para o ensino fundamental de oito anos e o de nove anos de duração.     A resposta do conselheiro para a primeira questão foi a de que “nenhuma criança que está ingressando no ensino fundamental pode ser matriculada no segundo ano letivo, tenha ou não tenha freqüentado a pré-escola”. A lei é clara ao dizer que a criança necessita ter seis anos completos

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Pacote rende R$ 900 mi a mais para o MEC e pode manter Haddad no cargo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (27) que vai entregar ao presidente Lula nesta sexta (2/3) um pacote de medidas voltadas para educação. Para viabilizar o plano, o ministro acertou com a equipe econômica do governo um aumento de R$ 500 milhões no orçamento do MEC (Ministério da Educação) e está negociando outros R$ 400 milhões extras.     Se aceito, o pacote pode garantir a permanência de Haddad no ministério — Marta Suplicy vem sendo cogitada pelo PT para assumir a pasta.     Os recursos extras de R$ 900 milhões não fazem parte do Fundeb (Fundo da Educação Básica) e financiariam ações de médio a longo prazo. “[O plano] pode ser implementado no ritmo do país. Isso não é uma questão só de recurso. Depende muito da reação de Estados e municípios, que detêm a rede de educação básica“, afirmou Haddad à Agência Brasil.     As medidas serão voltadas para todas as áreas, com ênfase para o ensino básico. “É um programa que passa pela formação de professores e por um apoio técnico mais consistente da parte do ministério para aqueles municípios cujos indicadores preocupam mais e, também, por um processo de mobilização social“,

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Livros didáticos desviados para a reciclagem

No Ceará, o Ministério Público descobriu toneladas de livros didáticos vendidos para a reciclagem de papel. Livros que foram distribuídos de graça pelo governo federal. E muitos não passaram pelas mãos de aluno nenhum. O plenário e a sala de jurados viraram depósito de livros. As quase duas toneladas recuperadas pelo Ministério Público foram trazidas para o Fórum.     A maioria, livros do ensino fundamental: português, matemática, ciências, história. Publicações distribuídas pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação, para as escolas de Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza. O que mais chama atenção nos livros recolhidos pelo Ministério Público é o bom estado de conservação de grande parte deles. Os de ciências, chegaram ao município ano passado. Nunca foram usados. E já iam virar papel reciclado. Os livros estavam em uma casa. O dono, que trabalha com materiais recicláveis, não foi encontrado.     A família afirmou que os livros foram comprados da própria Secretaria de Educação do município, a R$ 0,10 o quilo. Como pertencem a União, o processo vai para a Justiça Federal. “Não há explicação para que o município, através de pessoas que têm instrução, que são conhecedoras da legislação, coloquem livros novos

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Ministro vai ao Senado explicar avaliação ruim da educação

O ministro da Educação, Fernando Haddad, foi à Comissão de Educação do Senado para explicar a importância dos dados divulgados pelo MEC sobre o desempenho dos estudantes no ensino básico. O ministro explicou aos senadores como funciona a análise das informações do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).     Divulgados recentemente, os resultados das duas avaliações foram considerados decepcionantes. O Enem obteve resultados inferiores aos do ano anterior, e o Saeb, que avalia os conhecimentos de matemática e língua portuguesa, ainda registra notas abaixo das obtidas pelos estudantes que fizeram o exame em 1997.     Segundo o Saeb, a partir de 2001 houve avanço no desempenho dos alunos da 4ª série e queda no aproveitamento da 8ª série do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio. “A melhoria do desempenho na 4ª série ainda não pode ser comemorada porque o movimento de melhora deve ser confirmado entre esses mesmos alunos na próxima edição do Saeb, este ano”, alertou Haddad.     Em relação ao Enem, o ministro disse que a comparação, depois da divulgação dos dados, entre o desempenho dos alunos entre 2005 e 2006 foi tecnicamente

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