Coleção de cadernos fortalece a educação de jovens e adultos

O mundo do trabalho é o tema central da coleção Cadernos de EJA (educação de jovens e adultos) que o Ministério da Educação está enviando às escolas e agentes públicos que trabalham na área. A coleção tem 14 volumes para uso do professor do ensino fundamental que leciona em classes da educação de jovens e adultos e 13 cadernos para atividades dos alunos na sala de aula.    Para a coordenadora de educação de jovens e adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), Cláudia Veloso, ao abordar o trabalho sob 13 diferentes ângulos – mulher e trabalho, segurança e saúde no trabalho, economia solidária e trabalho, trabalho no campo – a coleção está atenta ao mundo de jovens e adultos que vêm do trabalho para a escola e pela linguagem que eles dominam. Composta de textos atuais de gêneros diferentes, tais como notícia, novela, conto, Cadernos de EJA têm o objetivo despertar nos adultos o interesse pela leitura.    Com tiragem de 50 mil kits de 27 volumes impressos e seis mil CDs (com o mesmo conteúdo), a coleção permite ao professor estruturar seu trabalho de acordo com a realidade local ou regional. Se o professor, por

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Um país se faz de homens e livros

O Brasil é um país que lê pouco e mal. Em média, o brasileiro lê 1,8 livro por ano, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL). Os modestos números ganham contornos piores se comparados aos dos vizinhos Uruguai e Argentina, onde as pessoas lêem quatro livros por ano. Quando confrontados à média européia, os dados são irrisórios. Na terra de Shakespeare e Cervantes, a média é superior a 20 títulos anuais.     Mesmo diante de quadro tão cinzento, o Brasil tem acompanhado, nos últimos tempos, importante fenômeno que procura fazer frente a essa situação: a vitalização dos prêmios literários. “Os prêmios contribuem para aumentar o número de leitores“, afirma o escritor Milton Hatoum, grande vencedor de prêmios literários, como o Jabuti e o Portugal Telecom, no ano passado, com o seu Cinzas do norte.     Leia mais…

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Ministro recebe livro de especialistas em educação

O ministro Fernando Haddad recebeu na tarde da quarta-feira, 28, das mãos de empresários e educadores, o livro DNA da Educação. O organizador da publicação, professor Fernando José de Almeida, da PUC de São Paulo, afirmou que a sociedade civil está se preparando para discutir os destinos da educação brasileira. “Por isso, é importante divulgar as preocupações de grandes educadores com os indicadores atuais da área”, destacou.    O DNA da Educação traz na íntegra relatórios e apresentações elaborados por especialistas como Eunice Durham (USP), Carlos Roberto Jamil Cury (PUC-MG), Licínio Lima (Universidade do Minho/Portugal), João Sayad e Gustavo Ioschpe. Segundo Almeida, o livro traz análises comparativas sobre a educação básica e superior no Brasil e no mundo, além de momentos marcantes de debates realizados por parlamentares no campo da educação.    O empresário Horacio Lafer Piva, presidente do Instituto DNA Brasil, mostrou as possibilidades de articulação do governo com o empresariado para melhorar os índices de qualidade e fluxo escolar nos municípios com índices mais baixos. A responsabilidade social das empresas brasileiras e o marketing social também foram assuntos de discussão da audiência. 

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Educação pública não é igual para todos

O sistema educacional público não atende de maneira igual a todos os brasileiros. Essa é a constatação de um estudo realizado por Sérgio Haddad, presidente da ONG Ação Educativa, que cruzou os indicadores do Ministério da Educação (MEC) – taxas regionais de evasão e repetência, distorção idade-série no Ensino Fundamental, matrículas por nível de ensino, índices de analfabetismo e acesso da população à Educação Infantil e às turmas de Jovens e Adultos (EJA).     Segundo Haddad, que divulgou o estudo, foi possível constatar que o sistema educacional público faz com que as escolas reproduzam as desigualdades sociais das regiões em que estão inseridas. “Nas regiões Norte e Nordeste, as mais pobres, há uma oferta de professores com menor qualificação, que acabam recebendo menores salários em relação aos que atuam nas demais regiões do País, pois justamente são as áreas mais carentes que acabam recebendo menor verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), cuja variação é dada de acordo com a arrecadação de impostos.”     Na cidade de São Paulo, a reprodução das desigualdades socioeconômicas das regiões onde as escolas estão inseridas também impacta na qualidade da educação. “Nosso estudo

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Plano da educação priorizará alfabetização no Nordeste

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta terça (27), em reunião na Câmara dos Deputados, que a prioridade de investimento do programa de alfabetização de jovens e adultos será o Nordeste, onde está concentrada a maioria dos analfabetos entre 15 e 29 anos.     A medida fará parte do PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação), que será lançado em abril. Haddad afirmou que os municípios nordestinos têm uma taxa de 12% de analfabetos nessa faixa etária — nas demais regiões o índice é de 2,6%. Haddad disse que as ações nesse programa de alfabetização estarão concentradas em mil municípios que apresentam taxa de analfabetismo superior a 35%. Dessas cidades, 960 estão no Nordeste.   

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Até 2022, país terá de pular de 4 para 6 em índice da educação básica, diz Haddad

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou nesta terça-feira (27), que o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) fixado para o Brasil será de seis pontos — numa escala de zero a dez. O índicador é uma das medidas que integram o PED (Plano de Desenvolvimento da Educação) e vai combinar as notas do exame Prova Brasil, aplicado a crianças da quarta e oitava séries, ao rendimento escolar.    Atualmente, o Brasil pode receber uma média perto de quatro pontos, segundo os estudos elaborados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). “O índice do país vai ser fixado em seis, que é a média que os países da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico] teriam nessa escala“, disse o ministro.     Na avaliação de Haddad, a previsão é que o Brasil atinja a meta nacional em 15 anos, ou seja, 2022. “É ilusório imaginar que uma cidade muito pobre, com indicador de qualidade entre 1,5 e 2, possa chegar a um patamar de primeiro mundo em 15 anos“, analisa.    O MEC vai fixar objetivos para cada dois anos, a serem cumpridos pelo país como um todo. Mas, de acordo com o

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Haddad apresenta Plano de Desenvolvimento da Educação na Câmara

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foi o tema da audiência pública que contou com a presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta terça-feira, 27, na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. “O plano propõe uma mudança de cultura e de perspectiva da educação brasileira, porque a partir dele vamos trabalhar metas de qualidade que devem ser atingidas pelos municípios, estados e pelo país”, disse.     Haddad relatou aos deputados todas as propostas que compõem o PDE, explicando a necessidade de cada ação. Segundo o ministro, a melhoria da qualidade da educação básica depende da ampliação da responsabilização dos agentes públicos. “Queremos estabelecer um padrão de avaliação que coloque a responsabilidade do ensino sobre todos, sejam eles pais, professores, diretores, secretários municipais e estaduais, e, claro, nós do MEC”, declarou.    Em relação ao piso salarial dos professores, o ministro anunciou que apresentará um projeto de lei ao Congresso ainda esta semana, conforme prevê o projeto de regulamentação do Fundeb publicada no dia 28 de dezembro de 2006.     Proposta — Na avaliação do presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), o PDE é a proposta mais consistente apresentada pelo governo Lula na

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Faltam livros nas escolas de São Paulo

Dois meses depois do início das aulas, alguns estudantes da rede estadual de São Paulo ainda não receberam os livros pedagógicos que serão usados em 2007. A falta acontece em escolas da capital e do interior do Estado.    A Secretaria da Educação informou ontem que a responsabilidade pela distribuição dos livros é do Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), mas que vai distribuir 70 mil livros de sua reserva estratégica para tentar amenizar o problema.    Ontem, durante visita à Estação Palmeiras/Barra Funda do Metrô, no primeiro dia de utilização do Bilhete Fidelidade, o governador José Serra (PSDB) foi abordado pela professora Maria Lúcia Gardel Ramos, de 45 anos. Falando baixo, mas nervosa, ela pediu que ele intercedesse para conseguir livros para os seus alunos do ensino fundamental da Escola Conselheiro Antônio Prado. “São crianças carentes, que não têm livros para estudar”, explicou. Serra ouviu o pedido e pediu que ela passasse a situação a seus assessores, prometendo ajudar.    Para saber a real quantidade de livros em falta, a secretaria está fazendo um levantamento nas 90 diretorias de ensino do Estado. Elas têm até sexta-feira para encerrar um “mutirão técnico” e

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Boletim do PNLL

Roedores de Livros    Trabalhando com o conceito de arte-educação, um grupo de pedagogos e voluntários de Brasília aproxima a leitura de outras manifestações artísticas, como as artes plásticas e a música. O projeto Roedores de Livros, que integra o Eixo 2 do PNLL (Fomento à leitura e à formação de mediadores), atendeu no ano passado 957 jovens, sendo 686 de diversas entidades de apoio a crianças em situação de risco como creches, abrigos, escolas e institutos e 271 da comunidade brasiliense. Além das atividades que ocorrem todos os sábados pela manhã, o projeto também realiza outras ações de promoção de acesso ao livro e à leitura, como a implantação de uma biblioteca na sede do projeto, promoção de encontros com autores de livros infantis e a publicação de um blog e um jornal semanal com dicas culturais.    A Criança e a Biblioteca    Modernizar o acervo de literatura infanto-juvenil do Sistema de Bibliotecas Públicas Municipais de Maringá (PR). Essa é a meta do projeto A criança e a Biblioteca, que integra o Eixo 1 do PNLL (Democratização do acesso). Em 2006, foram informatizados, organizados e disponibilizados 25.014 exemplares, além da feitura de um Manual de Serviços de Circulação

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