Escola pública é objeto de desejo de grandes editoras
As novas diretrizes do governo federal para o ensino básico, que injetam mais dinheiro na compra de material didático e dão maior liberdade ao municípios, ampliam vendas de apostilas e treinamento de professores. A rede pública, que já vinha atraindo editoras antes dedicadas ao ensino privado, é hoje mercado estratégico para empresas como Anglo, Positivo e Sistema Uno (da Santillana). São dois os principais fatores que influenciam essa aposta: a disposição do governo em investir mais em educação, através do recém-lançado Plano de Desenvolvimento da Educação, que destinará mais de R$ 8 bilhões até 2010 ao ensino básico; e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), criado em dezembro de 2006. “Além do maior investimento em educação, o PDE e o Fundeb aumentam a autonomia das prefeituras, que podem decidir pelo livro didático oferecido pelo governo federal ou comprar um sistema de ensino“, diz Ryon Braga, presidente da consultoria Hoper Educacional. O sistema de ensino vendido pelas editoras reúne, em geral, apostilas, treinamento de professores e assessoria pedagógica. Segundo Braga, o projeto que antecedia o Fundeb, autorizava o uso de sistemas de ensino apenas para o nível fundamental. Com a criação