Maria do Pilar é a nova secretária de Educação Básica

Atual secretária municipal de educação da prefeitura de Belo Horizonte (MG), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva deixará o cargo para assumir a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) no dia 5 de junho. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de 30 de maio.    Mineira de Timóteo, Maria do Pilar é professora licenciada em história pela Universidade Federal de Minas Gerais e especialista em gestão de sistemas educacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas. Pilar lecionou durante 25 anos em seu estado, de 1976 a 2001.    Maria do Pilar é presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Há dois anos no cargo, a professora participou das discussões para a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Agora, deixa a presidência da entidade para se dedicar à SEB.    A experiência profissional da nova secretária inclui assessoria na área pedagógica de diversas prefeituras de Minas Gerais e de outros estados e a consultoria do programa de Aperfeiçoamento dos Secretários Municipais de Educação do MEC, entre 1999 e 2001, além de participação na equipe pedagógica que elaborou e implementou a Escola Plural – movimento de renovação pedagógica da prefeitura de

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Os melhores amigos da literatura infantil

Foram conhecidos os 18 vencedores do Prêmio FNLIJ 2006. O evento aconteceu no dia 28/05 na Cinemateca do MAM no Rio de Janeiro. Escritores, ilustradores, editores e tradutores de livros infantis e juvenis receberam os certificados em cerimônia no Salão FNLIJ. Também foram revelados os “Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura junto a Crianças e Jovens de todo o Brasil“.    O primeiro lugar foi para A Formação da Biblioteca em uma Escola Estadual e suas Ações de Incentivo à Leitura junto ao Público Infantil e Juvenil em São José dos Campos (SP). Já o segundo e terceiro lugar foram para os Contadores de Histórias em Hospitais de São Paulo, e Leitura em Movimento, de Campinas (SP).

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A Decisão que vale por um ano: A Escolha do livro didático

Anos atrás, os professores de português da Escola Municipal Israel Pinheiro, no bairro de Alto Vera Cruz, em Belo Horizonte, sentiram-se desconfortáveis com o livro de português escolhido junto ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).     Encravada em um bairro periférico, com a maioria de seus alunos vindos de uma favela, a escola recebera um título com histórias que transcorriam em shopping centers. “Era muito fora do cotidiano dos alunos. Houve críticas de vários professores em razão da inadequação das situações e trocamos no ano seguinte“, conta a diretora Geralda Magela Martins, há 20 anos na escola.    Todos os anos, os 112 professores do Israel Pinheiro, que tem 1.580 alunos de educação infantil e ensino fundamental, recebem exemplares das editoras cujas obras foram aprovadas pelo PNLD, as analisam e depois discutem coletivamente, com coordenadoras e direção, quais títulos adotarão no ano seguinte.     O tempo para análise, segundo Geralda, não é o ideal. Mas os professores têm a oportunidade de ver todas as obras disponíveis e escolher. “Em geral, agrada a todos, Apenas um ou outro fica descontente. A única coisa que faQQlta mesmo é um livro específico para a alfabetização de jovens e adultos, que

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Pesquisador apresenta projeto de escola de ciências para ensino básico

O idealizador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, Miguel Nicolelis, vai apresentar o projeto da 1ª Escola de Ciências do país voltada para o ensino básico aos representantes do Conselho Nacional dos Dirigentes dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Concefet). O encontro que será realizado em julho, em Natal, foi acertado nesta quarta-feira, 30, em audiência entre o ministro da Educação, Fernando Haddad, o professor Nicolelis e o ministro da Educação, Ciência e Tecnologia da Suíça, Charles Kleiber.    Inaugurada em fevereiro, a Escola de Ciências é vinculada ao Instituto Internacional de Neurociências e atende 300 alunos do ensino fundamental e médio da rede pública. “Os alunos freqüentam a escola no contraturno de suas aulas e aprendem na prática a construir máquinas e robôs, além de noções de química e física”, diz o neurocientista e professor da Universidade de Duke (EUA), Miguel Nicolelis. O sucesso da iniciativa foi tão grande que a previsão, segundo ele, é ampliar o atendimento para mil crianças em agosto.     O ministro Haddad ficou impressionado com a experiência e convidou o professor para apresentar o projeto aos dirigentes do Concefet. “Como a rede federal de educação tecnológica está sendo remodelada para divulgar a

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Encontro em Manaus põe em debate o livro didático da educação básica

Aspectos relacionados à escolha, avaliação e distribuição dos livros didáticos aos estudantes da educação básica de toda a rede pública brasileira começaram a ser debatidos na terça-feira, dia 29, em Manaus, no 11º Encontro Nacional dos Programas do Livro Didático. Estarão reunidos na capital amazonense até sexta-feira, 1º de junho, cerca de 250 participantes de todos os estados.     Na solenidade de abertura, o presidente Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), Daniel Balaban, salientou que os programas do livro didático têm se aprimorado graças à troca de idéias e informações durante os encontros nacionais. Como exemplo de iniciativas decorrentes dos debates técnicos, ele citou a criação do Sistema de Controle de Remanejamento e Reserva Técnica (Siscort) e o estabelecimento do Código de Conduta dos programas do livro. “A educação tem de ser um compromisso de todos, e só quando cada brasileiro assumi-la como sua responsabilidade é que conseguiremos alcançar os níveis de qualidade dos países desenvolvidos”, disse Balaban.     O secretário de Educação do Amazonas, Gedeão Timoteo Amorim, disse que os programas federais do livro didático são fundamentais para o desenvolvimento da educação na região. “Na amazônia, há estudantes que estudam em escolas tão longínquas que são

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Ensino e aprendizagem da leitura e da escrita integram nova edição dos Indicadores da Qualidade na Educação

A Ação Educativa, em parceria com o MEC e o Unicef, está lançando uma nova versão dos Indicadores da Qualidade na Educação, que agora inclui a dimensão Ensino e a aprendizagem da leitura e da escrita. Os Indicadores da Qualidade na Educação, também conhecidos como Indique, são um instrumento para ajudar as comunidades escolares a se mobilizarem em torno de ações para melhorar a escola. Um conjunto de perguntas e respostas, aliado a um sistema de sinalização por cores de fácil compreensão, revela o que vai bem e o que precisa ser melhorado.     Na versão original, o instrumento abarcava seis dimensões da qualidade: ambiente educativo, prática pedagógica e avaliação, gestão democrática, ambiente físico, formação e condições de trabalho dos educadores e permanência e sucesso dos alunos na escola. O Indique já foi utilizado por centenas de escolas. “Elas atestam seu potencial para envolver toda equipe pedagógica, pais e alunos na melhoria da escola“, conta Vera Masagão Ribeiro, coordenadora do projeto. “Percebemos, entretanto, que faltava abordar mais diretamente os resultados de aprendizagem. Dominar a leitura e a escrita é essencial para o sucesso dos alunos em todas as disciplinas do currículo e também para que possam exercer plenamente sua

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Câmara aprova todas as emendas do Senado ao Fundeb

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 29, sete emendas do Senado ao projeto de lei de conversão da Câmara à Medida Provisória nº 339/06. A MP regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).    Uma das emendas aumenta de 10% para 15% o máximo de recursos do fundo que serão distribuídos aos estados e municípios proporcionalmente ao número de alunos na educação de jovens e adultos. A emenda garante valores desta modalidade de ensino, sem reduzir o percentual de recursos distribuídos para as demais modalidades. Outra fixa índices mínimos, chamados de ponderações, para modalidades de educação infantil no segundo ano de vigência do Fundeb. As ponderações são usadas na fórmula para cálculo do valor por aluno em cada modalidade de ensino.    Cálculo de receita — A emenda nº 7 foi a única com parecer contrário da relatora Fátima Bezerra (PT/RN). Os deputados aprovaram a emenda em votação nominal. Ela permite que estados e municípios utilizem todos os recursos alocados no Fundeb e no Fundef no cálculo da Receita Líquida Real (RLR), usada para medir a capacidade de endividamento desses entes federados. O projeto de lei

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Aprovação automática pode comprometer ensino, diz Haddad

A aprovação automática no ensino fundamental definida pela prefeitura carioca em abril contraria as metas do governo federal. Essa foi a avaliação do ministro da Educação, Fernando Haddad, que nesta sexta (25) participou do seminário Problemas e Políticas da Educação, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio de Janeiro.     O ministro explicou que ainda não conhece toda a proposta da prefeitura carioca e que deseja acompanhar as mudanças. Disse acreditar que não se trata de progressão automática, mas de organização dos nove anos do ensino fundamental em três ciclos. Segundo Haddad, não cabe a intromissão do Ministério da Educação, cujo papel é o de “emitir diretrizes gerais“, disse.     “A indústria da repetência e a indústria da aprovação automática são indesejáveis. O que eu penso é que nós temos de garantir progressão com aprendizado, e há várias maneiras de fazer isso: com seriação ou sem seriação; com ciclo, sem ciclo; com progressão continuada, e não automática, ou sem progressão continuada. Cada município tem o direito de organizar o sistema educacional, conversando com a comunidade, com o magistério, com os diretores, e respeitando a tradição local. Mas também promovendo a mudança que

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MEC se prepara para a unificação ortográfica da língua portuguesa

O Ministério da Educação aguarda a definição da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a vigência do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, para iniciar a modificação dos livros didáticos distribuídos nas redes públicas de educação básica. O objetivo do acordo é unificar a ortografia da língua portuguesa que, atualmente, é o único idioma do ocidente que tem duas grafias oficiais — a do Brasil e a de Portugal.    Segundo Carlos Alberto Xavier, assessor especial do MEC, será preciso um intervalo de, no mínimo, um ano após o início da vigência do acordo para que os livros didáticos distribuídos pelo MEC contenham as mudanças ortográficas. “Teremos também um período de dois anos para adaptação à nova ortografia. Durante esse tempo, as duas formas ortográficas serão consideradas corretas”, afirmou.     Com o acordo, as diferenças ortográficas existentes entre o português do Brasil e o de Portugal serão resolvidas em 98%. A unificação da ortografia acarretará alterações na forma de escrita em 1,6% do vocabulário usado em Portugal e de 0,5%, no Brasil. Além de Brasil e Portugal, cinco países africanos — Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe — compõem a comunidade de quase 200

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