MEC deve assumir responsabilidade por falta de professores

O presidente do CNE (Conselho Nacional de Educação), Antônio Ibañez Ruiz, disse que são várias as causas para a falta de 240 mil professores de química, física, biologia e matemática na rede pública de ensino médio. Entre elas, estão os baixos salários, jornadas longas de trabalho, a falta de um plano de carreira para os professores e de incentivos para os bacharéis.     Outro problema, segundo Ibañez, é que a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) não responsabiliza nenhum ente pela falta de professores. “O MEC (Ministério da Educação) não cobra das universidades, que são as que formam professores, e os Estados só demandam professores, eles não formam“, afirmou.     Na opinião do professor, a responsabilidade pela falta de docentes deve ser atribuída ao MEC, que deve coordenar a criação de comitês emergenciais nos Estados para encontrar as soluções do problema. Numa alusão aos atrasos nos aeroportos, Ibañez disse que está acontecendo um apagão educacional. “Alunos se formam em diversos Estados e não têm aulas de física, química e matemática. Então, esse para mim é o apagão. Não vai acontecer, já está acontecendo“, explicou.     O professor lembra ainda que os investimentos previstos no PDE

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Levantamento mostra que 15% dos universitários nunca leram um livro

A leitura de livros não-didáticos está fora das lições de casa da maioria dos estudantes de universidades públicas e privadas de São Paulo e do Rio. A raridade do hábito foi medida em pesquisa encomendada pelo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE) e feita pelo Instituto Toledo e Associados.     Em junho, foram ouvidos mil jovens na Região Metropolitana de São Paulo, dos quais 34% não lêem com freqüência, 18% não gostam de ler e 16% lêem apenas de vez em quando. No ano passado, pesquisa feita por técnicos do CIEE apontou problemas semelhantes no Rio: 15% dos universitários nunca leram um livro não didático, 12% leram apenas um, e 36% leram entre um e três livros.     Leia mais…

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Relatório prevê ”apagão” do ensino médio no país

O Brasil pode viver um “apagão do ensino médio“ nos próximos anos, afirma relatório da Câmara da Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). Fundamentado em pesquisa do Inep (instituto de pesquisa ligado ao MEC), o texto estima a necessidade de cerca de 235 mil professores nesse nível de ensino em todo o país.     O maior déficit, de acordo com o estudo, está nas áreas de física, química, biologia e matemática. O trabalho estima que são necessários 55 mil professores de física, mas aponta que as licenciaturas da área só formaram 7.216 entre 1990 e 2001.     Os autores do relatório propõem, como medidas emergenciais, o aproveitamento de alunos de licenciatura como professores, a criação de uma espécie de Prouni para o ensino médio no caso de as escolas públicas não conseguirem atender à demanda, incentivos para aposentados retornarem à carreira e a contratação de estrangeiros.     Além da questão quantitativa, outro problema a ser enfrentado no ensino médio, de acordo com o CNE, é a formação dos professores. As únicas áreas em que mais de 50% dos professores têm licenciatura na disciplina ministrada são língua portuguesa, biologia e educação física.     O estudo

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Hora de escolher os livros didáticos

Andreíza Marinho Alvarenga, de 14 anos, nunca repetiu um ano na escola, e agora completa o ensino fundamental. Além de boa aluna, ela dá exemplo de responsabilidade e cuidado com os livros oferecidos anualmente pelo governo federal, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).  “Eles não são um patrimônio, e sei da importância de conservá-los para que sirva a outros estudantes depois de mim. Mas alguns colegas não têm a mesma consciência, o que é uma pena”, observa a aluna do 3º ciclo da Escola Municipal José Maria Alkimin.     O colégio tem 1.050 estudantes entre 6 e 15 anos. Várias vezes, a estudante já viveu a experiência de ficar sem livros, no início de anos letivos passados. “A gente precisava sentar em dupla, e só mais tarde o material era reposto”, conta.     De acordo com um levantamento feito este ano pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o problema não é enfrentado apenas por essa escola. Aproximadamente 40% dos livros não são devolvidos, sendo 46,5% no Nordeste do país , 41% no Centro-Oeste e Norte, 32,2% no Sudeste e 27,2% no Sul. O estudo foi baseado no Sistema de Controle de Reserva Técnica

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Haddad aponta desafios que governo precisa superar na área educacional

Mais de 3.500 jovens e adultos residentes em Olinda, que aprenderam a ler e a escrever com o programa Brasil Alfabetizado, receberam no dia 27 de junho os certificados de conclusão do curso.     O ministro da Educação, Fernando Haddad, que presidiu a solenidade, disse que o governo brasileiro tem dois desafios a superar: “O primeiro é tirar do analfabetismo um contingente de jovens de 15 a 29 anos que vive no Nordeste. O outro é apoiar os mil municípios brasileiros, incluindo 65 de Pernambuco, que apresentaram os piores indicadores educacionais.“    A programação incluiu apresentações culturais, depoimento de estudantes e professores e exposição de textos escritos pelos alunos. A dona de casa Maria Amara da Silva, de 85 anos, uma das estudantes que concluíram o curso Brasil Alfabetizado, disse como pretende usar os conhecimentos adquiridos: “Quero agora entender o conteúdo dos livros que ganhei de presente e aprender para mim mesma, porque, quando eu for embora dessa vida, levo comigo o meu saber“.     A prefeita de Olinda, Luciana Santos, afirmou que, com o encerramento da quarta edição do programa, a administração do município cumpre a meta de ter ensinado 21 mil pessoas a ler e a

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Crianças brasileiras sofrem de analfabetismo funcional, alerta dirigente da Undime na Câmara

Grande parte das crianças brasileiras que já foram alfabetizadas não consegue compreender textos básicos, disse nesta terça-feira (26) a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Maria Luisa Aléssio.    Ela citou três fatores ligados à baixa qualidade do ensino no país: a dificuldade de acesso, a má formação dos professores e a infra-estrutura defasada das escolas.    Durante audiência pública para discutir a erradicação do analfabetismo infantil na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, ela informou que as crianças nordestinas são as maiores vítimas do ensino de má qualidade. O analfabetismo funcional (quando a criança lê e não é capaz de entender), acrescentou, atinge cerca de 75% dos alunos no estado.    Segundo o Ministério da Educação, mais da metade (14.518) das escolas brasileiras de ensino fundamental não atingiu a média nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é de 3,8 pontos.     O representante da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Vincent Defourny, concordou com a presidente da Undime e disse que “a primeira coisa a fazer é trabalhar com os professores, os alfabetizadores“.    Ele defendeu a valorização

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Brasil Alfabetizado intensifica ação em Pernambuco

A taxa de analfabetismo em Pernambuco, de 24,5%, está acima da média nacional, que é de 13,63%. De acordo com o Censo de 2000 do IBGE, são 1.336.569 pernambucanos com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. Com base nas avaliações dos anos anteriores, o programa Brasil Alfabetizado, revisto e incluído no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), estabelece como prioridade a alfabetização nos estados do Nordeste.    Em 2006, foram cadastradas 5.736 turmas de alfabetização de adultos e 5.586 alfabetizadores em Pernambuco. O trabalho com jovens e adultos será feito, prioritariamente, por professores da rede pública, no turno oposto ao de sua atividade normal. Para isso, eles receberão bolsas de R$ 200,00 mensais do Ministério da Educação. O município ou o estado que aderir ao programa também receberá recursos para a formação dos alfabetizadores, compra de materiais didático e pedagógico, merenda e transporte. Em Pernambuco, também foram firmadas parcerias com 47 entidades para garantir a implementação do programa.     Com o propósito de assegurar um amplo engajamento no combate ao analfabetismo, foi proposta uma participação maior de estados e municípios. Isso será feito por meio da apresentação de planos plurianuais municipais e estaduais, com aspectos

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Em que idade o filho deve ser alfabetizado?

Com apenas 4 anos de idade, a brasiliense Camila Figueiró Dias aprendeu a ler e escrever. Bastaram os primeiros contatos com as letras no jardim de infância para que ela, por conta própria, corresse atrás do resto. Hoje, com 5 anos, a pequena consegue até acompanhar filme legendado na TV. “Ela é terrível“, diverte-se o pai, Renato Dias.     Enquanto a família de Camila se envaidecia, os casais conhecidos se preocupavam. Seus filhos, com a mesma idade, ainda estavam longe de esboçar qualquer intimidade com a leitura e a escrita. Para especialistas, porém, isso não é motivo para preocupação. Na alfabetização, cada criança tem seu próprio ritmo.     Segundo o neuropediatra e professor da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Nogueira Aucélio, a faixa de tempo da alfabetização é ampla, dos 4 aos 7 anos. “Depende do desenvolvimento cerebral. Antes da alfabetização, o cérebro tem de passar por diversas fases. Uma delas é a aquisição das noções de espaço e tempo. Outra é a coordenação motora fina, como fazer bem o movimento de pinça com os dedos.“ Mas nem tudo depende só da criança. Ela pode ser incentivada a se interessar pela leitura e pela escrita. “O meio social

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MEC investirá R$ 20 milhões em livros para universidades

O Ministério da Educação vai investir R$ 20 milhões em 2006 e 2007, para tentar atualizar as bibliotecas das universidades federais. Nos próximos dias, começa um censo com os professores das instituições para mapear as deficiências das bibliotecas.     De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a falta de livros no acervo das instituições é uma das maiores reclamações dos estudantes que fizeram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o novo Provão. Especialmente daqueles que estão no último ano do curso. No censo, que será feito pela internet, cada professor das federais irá dizer quais livros usa nas suas aulas, quais existem na biblioteca e se o acervo é satisfatório ou não. Serão consultados cerca de 50 mil professores das federais.     A partir da lista dos livros mais usados, o MEC deverá fazer a compra para renovar o acervo. A prioridade será dada para os livros mais citados em cada disciplina. “Temos a percepção de que esses R$ 20 milhões representarão um enorme avanço na modernização das bibliotecas das federais“, disse Haddad.     O ministério também decidiu tornar público parte do portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino

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