Caça-níqueis viram computadores escolares

Agência FAPESP – Em solenidade realizada na unidade de Quintino da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), no Rio de Janeiro, que contou com a presença do governador Sérgio Cabral, foram apresentados na segunda-feira (16/7) protótipos de computador para uso educacional, montados a partir de caça-níqueis apreendidos pela Polícia Federal.     O autor da idéia é o professor Fabiano Saldanha da Gama Oliveira, coordenador do Instituto Superior de Tecnologia da Faetec. Os computadores atenderão alunos da rede estadual em um projeto que privilegia a inclusão digital e reúne vários setores do governo e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).     O custo de transformação de cada máquina é de cerca de R$ 60 por unidade. Segundo Cardoso, do total de 10 mil máquinas apreendidas, 130 já convertidas estarão disponíveis para uso nas escolas a partir do dia 4 de agosto. O objetivo é que até o fim do ano sejam 2 mil máquinas convertidas.     Inicialmente, os caça-níqueis apreendidos seriam destruídos, mas a 4ª Vara Federal Criminal autorizou a transformação das máquinas. Segundo o autor da idéia, algumas das máquinas são equipadas com todos os componentes

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Depois do Pan, a Olimpíada da Leitura

Depois do Pan, a Olimpíada da Leitura      Ao receber, pouco antes da sua reeleição, o Manifesto do Povo do Livro das mãos do escritor indígena Daniel Munduruku, o presidente Lula fez rasgados elogios à Olimpíada de Matemática. Mas disse não entender porque não acontecia o mesmo com os livros.     O secretário-executivo do MEC, José Henrique Paim, presente à cerimônia, anotou a cobrança. Agora, deu a resposta: o ministério assinou protocolo de intenções com a Fundação Itaú Social para juntos promoverem, a partir de 2008, a Olimpíada Brasileira da Língua Portuguesa, cujo objetivo central será, como reclamou o presidente, estimular os alunos das escolas públicas a ler mais e a escrever melhor.    Os talentos da língua vão receber medalhas e bolsas de iniciação científica. Espera-se que 7,2 milhões de alunos e 187 mil professores de 80 mil escolas participem.

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Livros sobem menos do que a inflação

Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), da Universidade de São Paulo (USP), que vem monitorando a evolução dos preços dos livros no Brasil desde a desoneração fiscal promovida pelo governo em dezembro de 2004, indicam que os livros estão subindo menos que a inflação. Em 2005, por exemplo, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subia na cidade de São Paulo 4,53%, os livros foram reajustados em 1,58%. No ano seguinte, o IPC evoluiu 2,55% e os livros, 0,67%. Em resumo, a inflação medida pelo IPC desde então ficou em 9,13% enquanto que os livros subiram 5,06%.    O fim de qualquer tributo sobre o livro foi uma primeira medida. Restam, ainda, pelo menos duas grandes ações estratégicas e que não podemos perder de vista: a criação de um grande programa de revitalização e manutenção das bibliotecas públicas (municipais, universitárias, escolares e comunitárias) e o aprofundamento das políticas de erradicação do analfabetismo que transformem analfabetos funcionais em leitores de verdade.

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Anaya negocia expansão

A espanhola Anaya, que pertence ao grupo francês Lagardère, negocia sua expansão no mercado editorial brasileiro. Segundo fontes ouvidas pelo Valor, a editora está em conversações avançadas para comprar a Escala Educacional, braço que publica livros didáticos do grupo Escala.    A Escala Educacional, porém, negou a informação de que esteja sendo vendida. A empresa foi criada em 2004 e possui um catálogo de obras didáticas para o ensino básico, além de revistas sobre assuntos educativos vendidos em bancas de jornal. O grupo Anaya gerencia a marca Larousse (editora focada em obras gerais e de referência).

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ABL – Academia Brasileira de Letras comemora 110 anos

Ao fundar a ABL no dia 20 de julho de 1897, Machado de Assis incitava os colegas a trocar pensamentos para que as idéias fossem difundidas e se perpetuassem pelas páginas da vida brasileira. Através de um discurso com poucas palavras, o escritor registrou que a tradição é o pilar onipresente da Casa.    No decorrer do processo evolutivo, a Academia Brasileira de Letras acrescentou a sua base marcos de extremo valor social, cultural e político, curiosidades e modernidades que serão lembrados e comemorados nesses 110 Anos da instituição.    Na sexta-feira (20/7), uma série de eventos serão realizados para homenagear os 110 Anos da ABL. Entre eles, Missa no Mosteiro São Bento, assinatura do Protocolo de Intercâmbio com o Ministério da Cultura de Portugal, inauguração de exposição, Sessão Solene com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Orquestra de Cordas da Grota do Surucucu, periferia de Niterói.    A Sessão será realizada no Salão Nobre do Petit Trianon e terá transmissão ao vivo pelo portal da Academia Brasileira de Letras. 

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ECA não responde a uma parcela da juventude

“Hoje nós temos muitas preocupações. Como nos sustentaremos? Como será o futuro dos nossos filhos? Para conseguir um bom emprego, é preciso ter dinheiro para estudar e competir no mercado. Todos os lugares exigem experiência, mas, se temos que nos concentrar em estudar, como vamos ter experiência de trabalho?“ As inúmeras dúvidas colocadas por Jessica Gonçalves, 16, não são particulares dela, mas um retrato da juventude brasileira. Segundo o estudo Perfil da Juventude Brasileira de 2003, 52% de mais de três mil jovens entrevistados responderam, em pelo menos uma de três questões, que emprego e trabalho são suas maiores preocupações. No dia em que completa o 17º aniversário, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é questionado pela sua visão de juventude. “O Estatuto só atinge jovens com até 18 anos, e hoje compreendemos a juventude como algo que vai além da faixa etária. É um segmento populacional com preocupações muito singulares“, indica Judith Terreiro, membro do Conselho Nacional de Juventude (Conjuv). “No Brasil, falamos ainda de múltiplas juventudes, pois cada uma delas têm suas particularidades“, completa. Criada no segundo semestre de 2005, a Secretaria Nacional da Juventude organizou o Conjuv para reunir e administrar todas as políticas públicas

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Baixa demanda na América Latina

A baixa demanda por livros foi apontada por editores de 18 países de língua espanhola e portuguesa como o problema mais grave enfrentado atualmente pela cadeia produtiva do livro na América Latina. Mais do que o preço do livro, a principal causa está relacionada à falta de hábitos de leitura em alguns desses países.    A constatação faz parte do estudo Percepção Sobre o Clima Editorial Empresarial em 2006 e Tendências a Curto Prazo, realizado pelo Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc). O relatório, que acaba de ficar pronto, vai mostrar, por outro lado, uma retomada nas vendas na região, depois de uma desaceleração verificada entre 2003 e 2006. Desta vez, 63% das editoras registram crescimento nos negócios.

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Fundos pró-leitura

As maiores editoras do país começaram a recolher, em junho, as contribuições para o Instituto Pró-Livro, ONG criada pelas três principais entidades do livro no Brasil para financiar ações de fomento à leitura.    O primeiro presidente foi indicado pela Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros), que reúne os editores de livros escolares: Jorge Yunes, da Editora IBEP-Nacional. O segundo presidente será indicado pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (SNEL) e, em seguida, será a vez da Câmara Brasileira do Livro (CBL).  A criação do fundo foi prometida pelos editores em 2004, como resposta à desoneração fiscal do livro.

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O PAC das bibliotecas

Zerar o número de municípios brasileiros sem bibliotecas deve ser uma das duas principais ações do PAC da Cultura, a ser anunciado em breve pelo governo federal (a outra deve ser a ampliação dos Pontos de Cultura pelo país afora).    O Brasil ainda possui 613 cidades onde não existe uma biblioteca municipal sequer. Em 2003, eram mais de 1300 nessa condição. Desde então, esse serviço público essencial foi levado a 714 cidades, a maior parte delas localizada em estados do Norte e Nordeste. 

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