Até 2020, escolaridade do brasileiro passará de 7,4 para 9,3 anos

A escolaridade média da população ativa do país deverá passar de 7,4 anos para 9,3 anos até 2020, segundo o relatório “Brasil 2020: Os Desafios da Economia Global“, realizado pela Ernst & Young e pela Fundação Getúlio Vargas. De acordo com a pesquisa, o tempo médio de estudo entre a população em idade ativa (15 a 64 anos) vai subir 1,5% ao ano.    Nesse mesmo período, a população em idade ativa deve crescer 1,3%. Cada ano adicional de escolaridade tem o poder de aumentar a renda individual em 10%. Com a elevação da escolaridade e o aumento da força de trabalho até 2020, a produtividade brasileira deverá crescer 0,7% ao ano. Assim, o PIB por trabalhador chegaria, em 2020, a US$ 21,3 mil por ano.    “O crescimento médio da renda do trabalhador seria 3,6% ao ano, comparável ao que se espera para economias com altas taxas de investimento, como as do Chile e da Coréia do Sul“, diz o relatório.     Veja o relatório completo. 

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Primeira fase da Olimpíada de Matemática reúne 17,3 milhões de estudantes

Começa a primeira fase da 3ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Publicas (Obmep). Nesta etapa, 17,3 milhões de alunos participam da olimpíada em 38.453 escolas públicas de todo o País. Os estudantes mais bem-sucedidos estarão classificados para a próxima etapa, em 20 de outubro.    A prova será aplicada nas escolas pelos próprios professores em todos os turnos de ensino — matutino, vespertino e noturno. Este ano, 95% dos municípios brasileiros participarão da Obmep. “As escolas indicarão 5% de seus alunos para segunda fase”, explica a professora Lúcia Lodi, diretora de políticas públicas do ensino médio do Ministério da Educação. Segundo ela, a olimpíada melhora o ensino de matemática nas escolas. “Os professores recebem material didático do MEC e preparam os alunos para a prova”, explica.    Como prêmio para os melhores alunos do Brasil, serão oferecidas três mil bolsas de iniciação científica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e 1.110 medalhas de ouro, prata e bronze. Além disso, os 127 professores que tiverem mais alunos premiados farão estágio de 15 dias no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio.    As escolas que tiverem os melhores alunos mais bem colocados em cada

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Ministro e especialistas discutem a educação em cinco países

As diferenças na educação entre Coréia, Chile, Estados Unidos, Irlanda e Brasil foi tema da reunião entre o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente da Comissão de Educação da Câmara, Gastão Vieira (PMDB-MA), e quatro conferencistas do seminário internacional Educação no Século 21: modelos de sucesso, realizado nesta segunda-feira, 13, na Câmara dos Deputados.     No seminário, o professor americano Stephen Heyneman, da Universidade de Vanderbilt, falou sobre a visão das reformas educacionais e características comuns aos sistemas eficientes; Chong Jae Lee, da Universidade Nacional de Seul, discutiu a reforma na Coréia; a reforma da Irlanda foi o tema de Aine Hyland, do Conselho de Pesquisas para as Humanidades e Ciências Sociais; e o brasileiro Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), tratou de novos e velhos desafios da reforma no Chile.     O evento apresentou experiências internacionais bem-sucedidas que podem ser aproveitadas pelo Ministério da Educação. O seminário é o primeiro de um ciclo de três encontros sobre ensino básico. O tema do próximo seminário, em 17 de setembro, será o ensino médio; e do terceiro, em 15 de outubro, a educação infantil.    

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Fundeb precisa de controle social para funcionar

“O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) não é a solução para todos os males, mas é um passo gigantesco. Consiste em uma mudança de concepção. É encarar a educação como um todo“. A suposta evolução foi observada pelo diretor do Departamento de Desenvolvimento de Políticas do Ministério da Educação, Paulo Egon, durante o IX Seminário Nacional do Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP), na capital paulista.    A percepção otimista de Egon parte principalmente da amplitude que o novo fundo busca alcançar. Diferentemente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef), que incluía apenas a educação fundamental, o Fundeb disponibiliza recursos para os ensinos Infantil, Fundamental, Médio, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Com ele não haverá o estrangulamento que observamos na passagem do Ensino Fundamental para o Médio, durante a vigência do fundo anterior“, disse.    O projeto do Fundeb ficou em tramite durante mais de dois e acabou sendo sancionado apenas em junho de 2007, por meio da Lei Nº 11494. “As negociações envolveram a todos e o texto acabou sendo aprovado quase que por unanimidade“, disse Egon.     Segundo o diretor, a maior vitória dessa

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Conferência pretende melhorar a educação

Discutir a educação brasileira com todos os setores ligados à educação básica a fim de melhorar o ensino e promover o efetivo aprendizado em sala de aula serão algumas das questões em debate durante a 1ª Conferência Nacional da Educação Básica. O evento será realizado em abril de 2008, em Brasília.     O secretário-executivo adjunto do Ministério da Educação, Francisco das Chagas, explica que a conferência terá o desafio de discutir a consolidação de um regime de colaboração entre os sistemas federal, estaduais e municipais e debater temas centrais relativos à educação. “O que queremos discutir é como podemos criar um sistema nacional de educação, em que haja integração entre governos e colaboração de todos os entes”, enfatiza.    Para o secretário, o governo federal dá prioridade ao trabalho articulado. “O grande regime de colaboração que fizemos até agora, em que todos os governos estão inseridos, é o Fundeb”, exemplifica, referindo-se ao Fundo da Educação Básica, regulamentado pela Lei nº 11.494, deste ano. O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) também trabalha em regime de colaboração, diz o secretário.    Para Francisco das Chagas, a conferência é uma das ações do PDE. “À medida que definirmos e discutirmos melhor

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50% das escolas não têm biblioteca

Cerca de 50% das 643 escolas estaduais de Mato Grosso não tem bibliotecas, e quando há o acervo de livros limita-se a doações da comunidade ou livros enviados pelo Ministério da Educação (MEC). A informação é da Secretaria Estadual de Educação (Seduc).     Nas unidades da rede municipal a realidade é a mesma. Levantamento do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), subsede de Cuiabá, ouviu 72 escolas do município e outras 45 estaduais na Capital e constatou que na maioria delas, as bibliotecas funcionam precariamente, pois não há de infra-estrutura adequada (espaço físico, armários, cadeiras, mesas), acervo diversificado e ausência de funcionários para o setor.     Assuntos recentes para a matéria de ciências, como por exemplo, o “rebaixamento“ de Plutão de planeta para um planeta anão (objetos esféricos que não sejam dominantes em suas órbitas e nem satélites), não estão nas bibliotecas escolares, com exceção de algumas que assinam revistas para acompanhar assuntos atuais.     Mas se o rebaixamento de Plutão ainda não está nos livros, pode ser visto na Internet. Mas aí o estudante esbarra em mais um obstáculo: falta de laboratórios de informática nas escolas públicas. Quando há, ou o número de computadores é

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Estudo mostra disparidade digital

O Brasil é um país profundamente marcado pela desigualdade no acesso às tecnologias e recursos digitais. É o que revela a Rede de Informação Tecnológica Digital (Ripla), em relatório divulgado ontem. Entre as principais conclusões do estudo, duas são particularmente estarrecedoras: as parcelas dos 10% mais ricos da população brasileira têm acesso à internet dez vezes mais do que os 40% mais pobres.     Além disso, apenas 0,8% da população mais pobre acessa a rede mundial em casa, contra 56,3% da população com renda mais elevada, o que significa uma gritante diferença de 7.600%. O Distrito Federal, no entanto, é a unidade da federação que apresenta o menor Índice de Desigualdade Digital (IDD), ou seja, onde as diferenças entre ricos e pobres são menos acentuadas.     Para Júlio Jacobo Waiselfisz, sociólogo que comandou a pesquisa, o levantamento é fundamental para chamar a atenção de governo e sociedade para o novo tipo de segregação e exclusão social que o mundo moderno criou. “Todos falam dos incluídos, de como no Brasil tantos milhões têm acesso à internet, celular etc. Mas ninguém fala dos excluídos, o outro lado da moeda. A intenção é essa, dar visibilidade ao problema“, explica o sociólogo

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MEC convoca municípios e estados para cadastrar conselhos do Fundeb

O Ministério da Educação está incentivando os governos municipais e estaduais que ainda não criaram seus conselhos do Fundeb a fazê-lo. Se preciso, eles devem procurar o MEC para receber orientações. Os municípios que já têm os conselhos criados de acordo com a Medida Provisória nº 339/06 devem acrescentar os novos conselheiros conforme a Lei nº 11.494/07.    Sancionada em 20 de junho, a Lei do Fundeb (Lei nº 11.494/07), que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, determina em seu artigo 24 a criação de conselhos de acompanhamento e controle social do fundo, em cada estado e município. Após a criação, os conselhos devem ser cadastrados no MEC, na página eletrônica do Fundeb. Os municípios e estados que já têm os conselhos criados e cadastrados devem inserir os nomes dos novos conselheiros para cumprir a mesma lei.    O Fundeb é um fundo de natureza contábil cujos recursos financiam a educação básica nos estados e municípios. Os conselhos devem acompanhar a execução do fundo nos aspectos relacionados à aplicação dos recursos, inclusive supervisionar o censo escolar, base de cálculo dos valores financeiros repassados, e a elaboração da proposta orçamentária

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Encontro reúne 106 secretários municipais de educação

Secretários municipais de educação das 106 maiores cidades do país conheceram em Brasília, o diagnóstico educacional dos municípios convidados pelo Ministério da Educação a antecipar as impressões sobre o preenchimento e efetividade do instrumento. Os municípios foram Recife, Florianópolis, São Paulo e Belo Horizonte. O diagnóstico educacional é o primeiro passo para a elaboração do Plano de Ações Articuladas (PAR), exigência do Compromisso Todos pela Educação.    A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, contou que o encontro com os secretários pretende estimular a adesão dos municípios ao compromisso e frisou que o objetivo é garantir o direito de aprender para todos e de cada um, com envolvimento geral. “Queremos estimular a adesão para que os secretários voltem a seus municípios e convoquem a comunidade a tomar a escola e a educação como um problema de todos”, disse.    Os municípios convidados não tiveram dificuldades para preencher o diagnóstico. As conclusões foram positivas. Para o secretário de educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto, o instrumento é válido porque, pela primeira vez, será possível saber qual a situação real dos sistemas de ensino e das escolas e se criar um comparativo nacional. “O diagnóstico estabelece as dificuldades

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