Um PNBE para as bibliotecas públicas

O Ministério da Cultura busca por onde criar um amplo programa nacional de apoio às bibliotecas públicas. Técnicos e dirigentes do órgão estão atrás de documentos e informações que ajudem a elaborar uma bela proposta e a angariar apoio político pra ela. Um bom case que vem sendo cuidadosamente examinado é o do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), do Ministério da Educação, que distribui acervos de livros às bibliotecas das escolas.    O nó continua a ser a falta de recursos. Com isso, volta a ganhar fôlego no governo a procura por uma fórmula capaz de fazer editores e livreiros beneficiados pela desoneração fiscal do livro, em 2004, a cumprirem a promessa de recolher 1% sobre sua receita para sustentar um fundo de fomento à leitura. 

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FNDE negocia 128,4 milhões de livros com 16 editoras para 2008

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) acaba de negociar 128.490.570 livros para os programas do Livro Didático do Ensino Fundamental (PNLD) e Ensino Médio (PNLEM) a serem utilizados em salas de aula da rede pública no próximo ano letivo.    Este ano, o Fundo negociou com 16 editoras e vai pagar por essa aquisição R$ 746.486.260,13. As editoras que fecharam acordo foram: Moderna, FTD, Ática, Saraiva, Scipione, Positivo, do Brasil, Escala, Ibep, Base, Dimensão, Sarandi, Nova Geração, Casa Publicadora, Educarte e Cia. da Escola.    Com isso, o volume de cadernos tipográficos para 2008 será de 2.302.355.339, ou 39% superior ao negociado no ano passado. O FNDE adquiriu 2.266 títulos diferentes, com um valor médio de R$ 5,81 por exemplar. As editoras têm até o dia 10 de janeiro de 2008 para concluir a entrega dos exemplares.    Os livros que agora serão produzidos nas gráficas para distribuição ainda neste ano são de História e Química para os três anos do ensino médio, mais a grade completa do ensino fundamental de 5ª a 8ª série (ou 6º ao 9º ano), e livros de 1ª série, que são adquiridos anualmente por serem classificados como consumíveis. As disciplinas do ensino

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Educação Infantil: formação das crianças, desafios de gente grande

Frequentemente, a alfabetização é vista como a primeira etapa da vida educacional. Afinal, ler e escrever são atividades essenciais para que qualquer criança continue a aprender ao longo da vida. Até por isso, não são poucos os casos em que, na Educação Infantil, as atividades têm como foco a linguagem verbal.     Porém, a base necessária para um bom nível de aprendizado nas séries seguintes não depende só da leitura. Habilidades como raciocínio lógico, criatividade, expressividade, também decisivas para uma vida escolar sem sobressaltos, estão ligadas ao desenvolvimento cognitivo que se dá em outras frentes, que vão além da comunicação oral.     Aos poucos, o início do processo educacional se veste de formas cada vez mais diversificadas de ensinar. Atividades que preparam a criança para a leitura continuam com lugar cativo nas turmas de Educação Infantil. Porém, segundo especialistas, as escolas já começam a perceber que vale a pena apostar em novos paradigmas educacionais para explorar e desenvolver o potencial criativo das crianças.     “A escola de hoje ainda prioriza muito a linguagem verbal, mas as crianças se expressam de muitas outras maneiras. Por isso, é importante abrir espaço na Educação Infantil para outras formas de expressão

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Professor de SP terá guia para dar aulas

A partir de segunda-feira, 27 de agosto, os professores da rede municipal de Educação de São Paulo vão começar a receber um documento que especificará, pela primeira vez no sistema, o que deverá ser ensinado aos alunos em cada disciplina de cada ano do ensino fundamental.    Pode parecer um guia básico, mas a cidade ainda não tinha isso e, na prática, cada professor até hoje ensinou o que conseguiu aos seus estudantes, com base no livro didático a ser seguido – o que dá margem para muitas variações entre as turmas. É comum, por exemplo, pular capítulos de livros, achar que algum tema é difícil demais para aquela classe ou não seguir as obras até o fim.    O problema é freqüente ainda na maior parte das cidades e Estados do País e apontado por especialistas da área como uma das falhas a serem resolvidas no sistema para um melhor desempenho dos estudantes.     Isso porque os parâmetros curriculares nacionais, estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC), trazem diretrizes bastante vagas e flexíveis. Funcionam como um norteador que cada rede deve seguir na hora de elaborar suas próprias formas de concretizar esses conhecimentos. Atualmente, a rede estadual da Educação

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Contra xerox de livros, cópias legais

Para acabar com o xerox, a cópia legalizada. A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), aliada às maiores editoras do País, lançou uma ferramenta na internet que permite aos estudantes comprar apenas capítulos de livros. Pelo site, o aluno seleciona o que precisa para seus estudos e o texto é impresso nas próprias bibliotecas ou livrarias das universidades. O preço – que já inclui os direitos autorais, repassado às editoras – deve ficar, no máximo, 20% superior ao cobrado pelas copiadoras de xerox.     O site foi chamado de Pasta do Professor e deve começar a funcionar ainda neste mês em quatro universidades. A prática de reprodução se disseminou nas últimas décadas com o aumento da tecnologia de cópias e também com o crescimento do ensino superior brasileiro. Em dez anos, o número de alunos aumentou 140% e a venda de livros universitários – aqueles usados como bibliografia nas aulas – caiu mais de 40%. A ABDR estima um prejuízo de R$ 400 milhões por ano por causa das cópias ilegais.    Os números também podem ser explicados pela chegada ao ensino superior dos jovens de classes C e D. “Seria impossível cursar a faculdade se tivesse que comprar

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O homem do livro

O Ministério da Cultura acaba de anunciar o nome do novo coordenador da área do Livro e Leitura. É Jefferson Assumção, que assessorava o secretário-executivo da pasta, Juca Ferreira, e representa a instituição no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).    Assim, quatro anos depois da extinção da Secretaria Nacional do Livro e Leitura, a responsabilidade pelas políticas públicas setoriais volta a Brasília. Os cargos – transferidos em 2004, após a morte do então secretário Wally Salomão, à Fundação Biblioteca Nacional – continuarão, por ora, no Rio de Janeiro.    Não é nem de longe o mesmo status que os livros e a leitura tiveram nos tempos idos da Secretaria Nacional ou mesmo do antigo INL (Instituto Nacional do Livro). Mas é, sem dúvida, um bom avanço institucional. E, quem sabe, prenúncio de outros.      O homem do livro 2    Embora formalmente vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, o novo coordenador do Livro e Leitura do Ministério da Cultura vai responder diretamente ao gabinete do ministro Gilberto Gil. Em outras palavras, o eixo e parte da execução das políticas públicas do livro e leitura deslocam-se do Rio de Janeiro para a capital federal. É uma medida acertada.  Com

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PNLL de casa nova

Agora é pra valer: o Plano Nacional do Livro e Leitura está de malas prontas. O comando do PNLL deixa fisicamente o Ministério da Cultura para instalar, nos próximos dias, seu QG no novíssimo prédio da Biblioteca Nacional de Brasília. Também seguem para lá a Coordenadoria do Livro e Leitura do MinC e uma das áreas do MEC que cuida da questão do livro – mais especificamente a edição da Coleção Grandes Educadores.    Pode ser o pontapé inicial para a futura criação de um órgão nacional que, mantendo um pé em cada um dos ministérios, execute soberanamente a política nacional do livro e leitura.    Todos de dedos cruzados. 

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Literatura é ameaça para o sistema educacional vigente

Em encontro sobre literatura infantil, organizado pelo Instituto C&A, a escritora e tradutora carioca Ana Maria Machado afirmou que a sociedade brasileira levou a níveis inimagináveis a recusa pela leitura. Para ela, os “burocratas da educação“ temem que o professor seja capacitado em trabalhar com a literatura, pois ler faz pensar e a liberdade de pensamento é uma ameaça para o sistema vigente.     Autora de mais de 100 livros para o público infanto-juvenil e adulto, e distinguida pelo prêmio Hans Christian Andersen (equivalente do Nobel da literatura infantil), Machado vê na promoção do hábito de ler, o exercício da liberdade do indivíduo. Durante o Seminário Prazer em Ler, que acontece em São Paulo até amanhã (23), ela contou ter participado de um encontro latino-americano, promovido pelo Fundo das Nações Unidas para Educação e Cultura (Unesco), no qual observou que os administradores e governo não têm a menor intenção de capacitar professores das escolas públicas.    A escritora disse que essas instâncias administrativas se valem de estratégias muito sutis para distanciar o professor da narrativa literária e, mais ainda, o jovem do prazer em ler. Machado acredita ainda que a antiga análise sintática e interpretações de texto obrigatórias aos

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Escolas de SP não precisam implantar filosofia e sociologia

As escolas públicas e particulares de São Paulo não precisam implantar as disciplinas de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio. O CEESP (Conselho Estadual de Educação de São Paulo) considerou “nula“ a norma do MEC (Ministério da Educação) que obriga as escolas a terem aulas específicas nessas duas áreas. A decisão foi publicada no sábado (18) no Diário Oficial do Estado de São Paulo.     Os conselhos e secretarias estaduais de educação do país tiveram até esta terça (21) para apresentar ao MEC um plano de trabalho para implantação das duas disciplinas no currículo. Ou seja, o ministério não cobra que as aulas comecem já em 2007, mas pede aos sistemas de ensino que digam quando e como vão iniciar as disciplinas.    A obrigatoriedade foi instituída há um ano pelo CNE (Conselho Nacional de Educação), órgão colegiado do ministério, e abrange todas as escolas das redes pública e privada de ensino médio do país que adotam o sistema de disciplinas.     Para o presidente do conselho paulista, Pedro Salomão José Kassab, não há hierarquização que obrigue os conselhos estaduais e municipais a aceitarem as decisões do Conselho Nacional. “Pela Constituição, os sistemas estaduias e municipais

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