Coleta do Censo da Educação Básica entra na etapa final

Tem início na segunda-feira, 17, uma nova etapa de coleta de dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2007. A coleta consiste na transferência de dados por redes municipais e estaduais para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).     Os dados, lançados por migração, permitem que as escolas que já informaram seus dados às secretarias de educação não precisarão fazê-lo novamente. Neste caso, a secretaria se encarrega de repassá-los ao Inep.    Devem transmitir dados por migração todas as escolas das redes públicas e privadas do estado de São Paulo; as escolas das redes estaduais do Paraná, Pernambuco e Pará; as redes municipais de Belém, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte e de Porto Alegre. Diversas escolas privadas do País também aguardam o momento do início da migração dos dados para informar o Censo Escolar 2007. A expectativa do Inep é que cerca de 35 mil escolas utilizem o sistema de migração para transmitir dados.    A coleta de dados do Censo Escolar 2007 se encerra no dia 30. As escolas que não pertencem aos sistemas que farão migração de dados e que ainda não concluíram o preenchimento poderão fazê-lo pela internet, via Educacenso.  

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Fundação Volkswagen lança campanha para arrecadação de livros em São Paulo

Com o intuito de melhorar os acervos das escolas públicas do Estado de São Paulo, a Fundação Volkswagen acaba de lançar a Campanha Volkswagen. São Paulo, um Estado de Leitores. Doe Livros. No período de 10 de setembro a 19 de outubro, os paulistas podem colaborar com a campanha deixando suas doações nas 190 concessionárias da marca no Estado. O volume de livros arrecadados será dobrado pela entidade e entregue à Secretaria de Cultura.    “A campanha faz parte das ações que desenvolvemos com o nosso projeto Entre na Roda. Entendemos que incentivar a leitura é investir em oportunidades“, explica a diretora da Fundação Volkswagen, Simone Nagai.    “A Fundação Volkswagen está ao lado da Secretaria Estadual de Cultura todo o ano no programa São Paulo Um Estado de Leitores; esta nova ação para Setembro e Outubro é mais uma demonstração da força desta parceria“, afirma José Luiz Goldfarb coordenador do Programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.    Dados do Ministério da Educação confirmam que o brasileiro lê pouco, cerca de 1,8 livros por ano. Em virtude disso, a Fundação Volkswagen desenvolveu o projeto Entre na Roda em 2003, para incentivar e difundir o hábito da

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Ministro da Educação vê ’crise aguda’ no ensino médio

O ensino médio vive “uma crise aguda” e, das etapas da educação básica, “talvez seja a que inspira maiores cuidados”. A afirmação foi feita pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao participar da abertura do seminário Ensino Médio Diversificado, na Câmara dos Deputados. Ele se baseou nos últimos dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).     Para o ministro, há perspectivas de melhora na qualidade do ensino médio em dez ou 15 anos, mas não dá para esperar tanto tempo para oferecer educação de qualidade aos jovens matriculados: “O ensino médio custa a reagir”.     Haddad admitiu que, em 2004, o governo acreditava que se fossem ampliadas as oportunidades de acesso à educação superior a qualidade do ensino médio cresceria. Ele citou iniciativas do governo, como o Programa Universidade Para Todos (ProUni) e a expansão das universidades federais.    “Imaginávamos que essas providências poderiam ajudar a robustecer o ensino médio, dar uma nova perspectiva para a juventude, mas os indicadores, pelo menos até 2005, demonstram que essas iniciativas não têm impactado satisfatoriamente a questão da qualidade”, disse, segundo declarações reproduzidas pela Agência Brasil.     Segundo o ministro, a saída para melhorar a qualidade agora

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Brasil protela unificação ortográfica

A unificação ortográfica dos dois países de língua portuguesa, que vem sendo protelada desde a assinatura de um acordo em 1991, “pode nunca entrar em vigor”. É o que admitiu o presidente da Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), Godofredo de Oliveira Neto. “Não faz sentido começar um acordo de unificação já desunido”, disse ele, sobre o fato de que apenas três dos oito países da Comissão de Países de Língua Portuguesa (CPLP)ratificaram o documento. Oliveira Neto se reuniu ontem com representantes dos Ministérios da Educação e das Relações Exteriores, lingüistas e gramáticos das principais universidades do País. Para o secretário de Educação Superior do MEC, Ronaldo Mota, que participou da reunião, a adesão de Portugal e Angola, o que ainda não ocorreu, é estratégica para a unificação ortográfica. “Favoreceria o intercâmbio cultural, educacional, didático e até econômico do Brasil com os países de língua portuguesa.” De acordo com Mota, o MEC retomou as discussões para a implementação do acordo como parte da política externa do governo Lula de aumentar a área de atuação do Brasil no continente africano. “Não pode mais acontecer de doarmos livros didáticos para a Angola e

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’’Currículo deve tornar aluno capaz de exercer auto-aprendizagem’’

Diretor do Departamento de Psicologia Evolutiva e professor da Faculdade de Psicologia da Universidade de Barcelona, na Espanha, o educador César Coll é também um dos responsáveis por um modelo que inspirou mudanças na educação de vários países, inclusive o Brasil. Consultor do Ministério da Educação (MEC) entre 1995 e 1996, colaborou na elaboração dos nossos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), publicados em 1997. Agora, dez anos depois, ele defende uma revisão dessas normas. O professor falou ao Estado em sua última passagem pelo País, na semana passada, para discutir competências comunicativas num seminário organizado pelo Grupo Santillana.    Há dez anos estabelecemos nossos parâmetros curriculares, dos quais o senhor foi consultor. Eles seguem válidos ou não?    Foi um esforço de atualização e revisão dos conteúdos curriculares da base. Foi muito importante para colocar em dia o que os alunos deveriam aprender na escola. É claro que há um problema. Os currículos devem refletir o que é recomendável que os estudantes aprendam. Mas quem define isso é uma sociedade determinada, na qual eles estão inseridos. E essa sociedade está em mudança contínua. Portanto, continuamente deveria haver um mecanismo que permitisse atualizar os parâmetros curriculares, para ir incorporando os saberes e

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Ensino público no Brasil perde 300 mil alunos em 2006

Em 2006, a rede pública de ensino no Brasil teve 311 mil alunos a menos do que no ano anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número representa um encolhimento de 0,7% e equivale à população de uma cidade do porte do Guarujá (SP).    A queda foi acentuada especialmente no ensino básico. No ensino fundamental, o número caiu de 29,69 milhões de matriculados para 29,59 milhões. No ensino médio, recuou de 8,13 milhões de matriculados para 8,03 milhões.     O IBGE aponta que a diminuição do número de alunos pode ser resultado, em parte, de mudanças na estrutura demográfica.    O fato é que as escolas particulares, no mesmo período, ganharam 263 mil novos alunos no ensino fundamental e 7 mil no ensino médio. Os números sugerem que os alunos trocaram de rede de ensino.     De modo geral, o número de matrículas em escolas particulares aumentou em 7,5%, com 781 mil estudantes a mais que no ano anterior, ainda segundo informações da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio).    A menina dos olhos da rede privada foi o ensino superior, que aumentou em 15,3% o número de alunos entre 2005 e

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Mesmo com queda no índice, país tem 15 mi de analfabetos

A taxa de analfabetismo manteve a trajetória de queda -de 10,2% da população com mais de 10 anos em 2005 para 9,6% em 2006. O problema se amplifica, porém, quando olhado o enorme contingente de analfabetos funcionais, conceituados como aqueles com menos de quatro anos completos de estudo. Em 2006, havia 36,9 milhões de pessoas nessa condição. Representavam 23,6%, contra 24,9% em 2005.    De acordo com o IBGE, apesar da expansão do número de crianças matriculadas nas escolas, as taxas de analfabetismo e o número analfabetos funcionais se mantêm altos nas gerações mais velhas e no Norte e no Nordeste especialmente.    Em 2006, 97,6% das crianças de 7 a 14 anos freqüentavam o colégio -o percentual era de 97,3% em 2005 e cresce continuamente desde 1992, primeiro ano da pesquisa.    As diferenças regionais também são marcantes: o Nordeste tinha o maior número de pessoas que não sabiam ler e também a mais alta taxa de analfabetismo funcional -8,9% e 35,5%, respectivamente.    “O analfabetismo funcional reflete mais a parcela da população que não se escolarizou o suficiente e não tem condição ou interesse de voltar mais para o sistema educacional“, disse Romualdo Portela, professor da faculdade de

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Estande na Bienal do Livro do Rio apresenta ações do MEC para qualidade na educação

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) é o tema do estande do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na 13ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Na abertura da bienal, nesta quinta-feira, 13, no Riocentro, o presidente do FNDE, Daniel Balaban, afirmou ser essa uma importante oportunidade de apresentar aos alunos, professores e diretores das escolas as ações do governo federal para garantir uma educação de qualidade. A expectativa é que 600 mil pessoas visitem a feira, que conta com 950 expositores e 326 autores convidados para 133 sessões literárias.     O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, disse que a leitura deve ser incentivada continuamente. O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), ministro Marcos Vilaça, reforçou a importância de democratizar o acesso da população aos livros, revelando que a ABL vai abrir bibliotecas públicas no metrô e nos pontos de ônibus da capital do estado ainda neste ano.     Centenas de livros didáticos e paradidáticos estão disponíveis para consulta pública no estande do MEC/FNDE na bienal. Em 2007, o FNDE adquiriu 128,4 milhões de livros didáticos, em produção, para uso das escolas públicas de ensino

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Bienal do Livro do Rio espera reunir 600 mil pessoas até o dia 23

A Bienal do Livro do Rio, maior feira do gênero do país, vai reunir 950 expositores e 320 autores no Riocentro até o dia 23 deste mês. O Sindicato Nacional dos Editores de Livros e a Fagga Eventos, organizadores da Bienal, esperam um público de 600 mil pessoas durante os 11 dias do evento.    A 13ª edição do evento vai homenagear, pela primeira vez, escritores vivos. O paraibano Ariano Suassuna e o colombiano Gabriel García Márquez, que completaram 80 anos este ano, serão temas de palestras e debates durante a Bienal.    Entre os autores brasileiros que participam do evento estão Luis Fernando Verissimo, Lygia Fagundes Telles, João Ubaldo Ribeiro, Ziraldo, Zuenir Ventura, Ruth Rocha e Ferreira Gullar.    Dos 21 escritores estrangeiros convidados para a Bienal, estão a nova-iorquina Cecily von Ziegesar, autora da série “Gossip Girl“; o australiano Markus Zusak, que lança “A Menina que Roubava Livros“; Shah Muhammad Rais, autor de “Eu Sou o Livreiro de Cabul“; e o norte-americano naturalizado português Richard Zimler, de “O Último Cabalista de Lisboa“.    O público terá duas novidades na “programação cultural“ da Bienal. O Botequim Filosófico, inspirado nos Cafés Filosóficos franceses, tem o objetivo de “provocar reflexão“ movida

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