Brasil tem ’arquipélago’ de bibliotecas digitais

Parceiro do World Digital Library (Biblioteca Digital Mundial) da Unesco, o Brasil conta com diversos projetos de digitalização de acervos de suas bibliotecas, mas eles são levados em paralelo e com pouca comunicação entre as instituições envolvidas, avalia o coordenador do portal Domínio Público do Ministério da Educação (MEC), Marco Antonio Rodrigues. “Temos ilhas“, diz ele. “Há uma convergência para a idéia de compatibilidade de acervos, mas isso ainda está em projeto“.     O Domínio Público reúne mais de 54 mil obras cadastradas em formato digital, entre textos, arquivos de som, imagens e vídeo. Todo esse material está em servidores do MEC: não é possível usar o portal como plataforma para acessar o conteúdo digital mantido em outras instituições.     “Temos alguns projetos, como a digitalização da biblioteca do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) e estamos digitalizando o material da biblioteca do STJ (Superior Tribunal de Justiça)“, diz Rodrigues. No que diz respeito ao acesso ao acervo digital de outras bibliotecas brasileiras, segundo ele, há dificuldades de compatibilidade e de formato dos documentos.    Mas as ilhas digitais das bibliotecas brasileiras estão se unindo, ainda que lentamente, por meio do projeto Rede da Memória Virtual

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Fundação faz retrato da educação

Cerca de 33,11% dos alunos da rede pública paulista chegam à 6ª série sem saber ler e 28,6% sem saber escrever. Outros 59,44% lêem, mas não entendem o que está escrito, e 71% escrevem textos com graves problemas de conteúdo, ortografia, gramática e caligrafia.    Os dados constam de pesquisa realizada pela Fundação Volkswagen, chamada de “Retratos do Ensino Fundamental: 6º ao 9º Ano“, que será divulgada na próxima terça-feira, quando será entregue à Secretaria Estadual de Educação de São Paulo.    Durante a pesquisa, foram ouvidos mais de 600 professores, além de gestores, pais e alunos. O objetivo é ter um diagnóstico da educação pública e sugerir caminhos para o seu aperfeiçoamento.    Entre os principais problemas detectados pelo estudo, com base em dados da Edudata Brasil (Inep, 2005b), está a infra-estrutura das escolas. Metade das escolas de ciclo 2 não dispõe de biblioteca ou de quadra de esportes.    Mais de 75% não têm laboratório de ciências, 70% não têm sala de TV e vídeo para uso dos alunos e professores e apenas 36,29% contam com laboratório de informática.    A pesquisa conclui ainda que a sala de aula é o único espaço disponível para professores e alunos. 

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Carta Capital dedica capa e oito páginas ao PNLD

A história, como ela é Carta Capital – Ana Paula Sousa Mário Schmidt é uma espécie de Paulo Coelho dos livros didáticos. A proximidade com o mago, antes que se diga que o autor é, além de “comunista“, esotérico, dá-se no campo dos números. Schmidt, autor da coleção Nova História Crítica, vendeu cerca de 10 milhões de exemplares rio País e estima-seque tenha chegado às mãos de 28 milhões de alunos. Schmidt ficou enfim famoso. Nas últimas semanas, protagonizou uma série de reportagens que o acusam de disseminar a ideologia comunista pelas escolas brasileiras. No jornal O Globo, a obra foi definida como “um livro didático bisonho, encharcado de ideologia’; que fez Ali Kamel sentir-se do mesmo jeito que, um dia, se sentiu a atriz Regina Duarte. “É de dar medo“, escreveu, no jornal, na terça-feira 18, o diretor de jornalismo da Rede Globo. Estava dada a largada para uma série de artigos e editoriais uníssonos. Nova História Crítica é uma das 53 coleções excluídas na última avaliação do Ministério da Educação (MEC), que analisou 144 títulos submetidos ao Plano Nacional do Livro Didático (PNLD). Schmidt, publicado pela Nova Geração, uma das últimas editoras pesospenas num ringue de pesos pesados,

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MEC perdeu R$ 72 bilhões em 12 anos por causa da DRU

Em valores corrigidos pela inflação, nos últimos 12 anos o País deixou de investir R$ 72 bilhões no financiamento da educação pública por causa da Desvinculação das Receitas da União (DRU). O mecanismo foi criado em 1994 e permite ao governo usar da maneira como quiser até 20% do total de impostos arrecadados pela União. Apenas de 2000 a 2007, foram R$ 45,8 bilhões perdidos pelo Ministério da Educação (MEC).     Os valores foram calculados a partir de dados do Orçamento e vieram à tona com a movimentação de organizações sociais que pedem o fim da incidência desse recurso na verba educacional. A Constituição prevê que 18% do valor total arrecadado com impostos federais deve ser aplicado exclusivamente em educação. O problema é que, desde a criação da DRU, esse montante passou a ser calculado após a retirada dos 20%, o que reduz o bolo total de recursos e, conseqüentemente, o valor final repassado para o setor – que acaba ficando em torno de 13%, em vez dos 18%.    Neste ano, por exemplo, MEC deixou de receber R$ 7,1 bilhões. Ou seja, em vez dos R$ 20,9 bilhões que deveria receber, chegaram apenas R$ 13, 8 bilhões. A

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Alunos do 3º ano têm nota de 8ª série

Quase a metade dos estudantes do Estado de São Paulo termina o ensino médio (antigo colegial) com conhecimentos em escrita e leitura esperados para um aluno de oitava série. Dados inéditos extraídos do último Saeb -exame federal de avaliação de aprendizagem-, realizado em 2005, revelam que 43,1% dos alunos do terceiro ano tiveram notas inferiores a 250, patamar fixado como o mínimo para a oitava série pela secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. Ou seja, eles não conseguem, por exemplo, compreender o efeito de humor provocado por ambigüidade de palavras ou reconhecer diferentes opiniões em um mesmo texto. Outros 15,2% dos alunos tiveram desempenho ainda pior, similar ao desejado para crianças da quarta série do ensino fundamental (antigo primário). O quadro seria ainda mais dramático se os alunos da rede privada fossem retirados da conta, uma vez que a média dos estudantes das escolas públicas estaduais é 21,2% inferior à dos alunos das particulares. Talita Lima de Araújo, 18, que estudou em uma escola estadual na Pompéia (zona oeste de SP), reclama da precariedade do ensino público. “Quando você termina o ensino médio, só percebe um vazio. Não temos chance no vestibular.“ Os

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Na ABL, presidente critica as editoras por não terem reduzido o preço dos livros

Na mais famosa casa literária do país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as editoras. Na celebração dos 110 anos da Academia Brasileira de Letras, no Rio, ele lamentou não ver cumprido o principal objetivo da Lei do Livro, projeto do acadêmico e senador José Sarney (PMDB-AP) que sancionou em 2003.    “Quando nós desoneramos [de impostos] os livros, imaginávamos que ia cair o preço do livro. Não caiu, porque certamente aumentou o lucro das editoras. Mas, Sarney, vamos aprimorá-la para atingir os objetivos da própria lei“, disse, dirigindo-se a Sarney.    A afirmação foi feita na metade improvisada do discurso, na qual ele citou investimentos em educação e anunciou a realização em 2008 de uma olimpíada de português, similar à de matemática, da qual alunos de escolas públicas participam desde 2005.    “Vamos colher num futuro bem próximo o sonho dos que freqüentam esta Academia: fazer o povo brasileiro ler um pouco mais“, disse Lula, que, mesmo lendo um discurso por dez minutos, cometeu a gafe de chamar a ABL de “Associação Brasileira de Letras“. Citando os nordestinos na ABL, como Sarney e o presidente da casa, Marcos Vilaça, ele disse não conceber que a região tenha

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MinC anunciará programa para bibliotecas

Estamos vivendo dias importantes para o livro. Esta é a conclusão a que podia chegar o público reunido na abertura da 7ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto ao ouvir o breve discurso de José Castilho Marques Neto, secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).     Castilho fez questão de lembrar que hoje mesmo, 28 de setembro, acontece no Rio de Janeiro uma reunião do Ministério da Cultura com diversas entidades do livro para a criação de um fundo para o desenvolvimento da leitura. Trata-se, na prática, de se buscar a regulamentação para a contribuição de 1% do faturamento com a qual o mercado se comprometeu no momento da desoneração do PIS/Cofins no final de 2004.     O secretário-executivo do PNLL ainda informou que no próximo dia 4 de outubro, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, deve anunciar um “programa excelente e consistente de apoio a bibliotecas e mediadores de leitura“.

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Brasil tem segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul

A queda de 29,1% na taxa de analfabetismo entre 1996 e 2006 não foi suficiente para tirar o Brasil do incômodo penúltimo lugar no ranking de alfabetização na América do Sul. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta sexta-feira, o percentual de brasileiros que não sabem ler e escrever é inferior apenas ao da Bolívia, onde a taxa de analfabetismo foi de 11,7% em 2005.    Em relação a todos os países latino-americanos e caribenhos, o Brasil também vai mal no quesito: tem o 9º pior índice do grupo.    Mais grave ainda é a situação do Nordeste, que tem o mais elevado índice entre as cinco regiões do país. Na média, um em cada cinco nordestinos declarou que não sabe ler nem escrever um bilhete simples. Se fosse um país, o Nordeste teria o 5º pior desempenho em alfabetização da América Latina e Caribe, à frente apenas de Honduras, Guatemala, Nicarágua e Haiti.    Na comparação de dados de população urbana da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) com os da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) em 2005, o Brasil se saiu pior do que vizinhos de IDH (Índice de

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Brasil vai saber quanto e como está lendo

Como, quanto, onde e o que os brasileiros estão lendo em 2007? E qual o impacto das políticas públicas do livro e leitura, que tiveram início em 2003 com a instituição da Lei do Livro, na sociedade brasileira? A grande mobilização nacional em favor da leitura que se deu em 2005, Ano Ibero-americano da Leitura, mais a desoneração fiscal do livro no ano anterior e a criação do Plano Nacional do Livro e Leitura, em 2006, estão fazendo as pessoas lerem mais?    Estas são algumas das questões que devem ser respondidas com a segunda pesquisa nacional sobre comportamento leitor, que começa nas próximas semanas e deve ter seus resultados divulgados no início de 2008. É a Retratos da Leitura II, uma iniciativa do Instituto Pró-Livro, com apoio das três principais entidades do livro no Brasil: Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros).        Lula anuncia o PAC do Livro no dia 4  por Galeno Amorim    Está marcada para o dia 04/10, quinta-feira da próxima semana, a cerimônia de anúncio do pacote de medidas do governo federal para a área social. Segue as pegadas

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