As boas novas do PAC do Livro

As boas novas do PAC do Livro (1)    Zerar o número de cidades brasileiras sem bibliotecas (ainda faltam 613); criar 4 mil pontos de leitura no país; revitalizar 4.500 bibliotecas municipais que estão em situação precária; e inaugurar 100 bibliotecas multiuso em áreas pobres e violentas das maiores cidades brasileiras. Estas são algumas das metas para a área do livro e leitura do programa Mais Cultura, anunciado nesta quinta-feira (4/10), em Brasília, pelo presidente Lula.    As políticas para a área do livro e leitura tiveram, por sinal, destaque especial na apresentação do programa, que reuniu a maioria dos ministros do governo e uma grande platéia constituída por artistas, produtores culturais, dirigentes de entidades culturais e ONGs, governadores e parlamentares. O programa, apelidado de PAC da Cultura, vai consumir investimentos de 4,7 bilhões, até 2010, em todas as áreas culturais.   Não foi divulgado o valor que o Ministério da Cultura e seus parceiros investirão na área do livro e leitura, mas fontes do governo federal garantem que deve ser mais de R$ 300 milhões até 2.010.      As boas novas do PAC do Livro (2)    A questão do livro e da leitura passa a ter maior

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Boletim do PNLL

Programa Mais Cultura    O governo federal lançou nesta quinta-feira, 4 de outubro, o Programa Mais Cultura. O objetivo é promover a diversidade sociocultural, a auto-estima, a cidadania, o protagonismo e a emancipação social. O investimento previsto é de R$ 4,7 bilhões até 2010 e será dada prioridade para as 11 regiões metropolitanas com maior índice de violência, as regiões com baixos indicadores de saúde e de educação, os chamados “territórios de identidade” (como os quilombos, as reservas indígenas e as comunidades artesanais) e os “territórios especiais” (como a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e o Semi-Árido).    Pontos de leitura    O Programa Mais Cultura prevê a instalação de 4 mil Pontos de Leitura em todo o país. Serão 3 mil em bibliotecas comunitárias, 600 unidades em pontos de cultura e 400 em hospitais, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e outros locais de atendimento público. Cada Ponto terá 500 livros (entre ficção, não-ficção, gibis), dois computadores, duas estantes, um tapete e quatro almofadas. Os computadores serão para uso público e formarão uma rede de pontos de leitura articulada com a Rede Cultura Viva dos Pontos de Cultura. O software Bibilivre será usado para catalogação.    Bibliotecas

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Alunos da rede pública passam por avaliações em novembro

Os alunos da rede pública de ensino de São Paulo já podem começar a se preparar para os exames que acontecem em novembro. Além da tradicional época de vestibular, o mês traz outras três provas de avaliação dos estudantes: Prova Brasil (que também será aplicada em todo o país), Saresp e Prova São Paulo.    O primeiro exame, Prova Brasil, será realizado entre 5 e 9 de novembro para todos os alunos de 4ª e 8ª séries da rede estadual do país. A data específica para alunos da rede municipal ainda não foi definida, mas segundo informações do MEC (Ministério da Educação), a prova será entre 5 e 20 de novembro.    A Prova São Paulo será aplicada nos dias 6 e 8 de novembro nas escolas municipais. Esta é a primeira avaliação de desempenho destinada a alunos de 2ª, 4ª, 6ªe 8ª séries do ensino fundamental da rede municipal. Aproximadamente 260 mil alunos farão a prova.    Desempenho em xeque    O Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) está marcado para os dias 28 e 29. A prova será aplicada para cerca de dois milhões de alunos das 1ª, 2ª, 4ª, 6ª e

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Editora admite erro em livro didático, mas nega propaganda

O diretor-executivo da Editora Moderna, Sérgio Quadros, admitiu que há erros no livro didático História – Projeto Araribá, mas que não podem ser classificados como propaganda política. “Não haveria motivo em fazer um livro que agradasse ao governo se não é ele o responsável pela escolha”, disse. A obra foi a campeã de vendas para 2008, com 5,6 milhões de exemplares vendidos ao Ministério da Educação (MEC). O governo compra as coleções escolhidas pelos professores de cada escola do País.    Um dos maiores questionamentos em relação ao livro é o fato de ele trazer um texto sobre o Fome Zero, do Instituto Cidadania, no capítulo referente à história brasileira recente. Segundo Quadros, a primeira edição da obra foi elaborada em 2003, quando “só se falava nisso”. O exemplar que será distribuído à rede pública em 2008 foi finalizado em 2006 e mantém o trecho. “O texto é uma fonte histórica, mas o livro propõe atividades críticas que poderiam ser feitas com ele”, diz, referindo-se à sugestão que a própria obra traz em seu guia do professor para que “os alunos comparem as propostas do documento com as realizações concretas do governo federal no combate à pobreza”.    Quadros explica

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Novo livro didático é questionado

A coleção História – Projeto Araribá, da Editora Moderna, será o livro mais usado nas escolas públicas do País na disciplina a partir de 2008, ganhando o posto que era do polêmico Nova História Crítica até este ano. Mais de 5,6 milhões de exemplares foram comprados pelo Ministério da Educação (MEC) para turmas da 5ª à 8ª séries. O livro tem linguagem menos coloquial que o anterior e foi elaborado por um grupo de autores. Ao falar da história recente, informa que “o combate à fome é o principal objetivo do governo Lula“ e que “uma habilidosa propaganda política“ transformou Fernando Henrique no “pai do Real“.    O custo dos livros para o governo federal foi de R$ 25 milhões. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do MEC, avalia novas obras e faz compras a cada três anos. Portanto, História – Projeto Araribá ficará nas escolas durante todo esse período. O processo de avaliação é feito externamente ao MEC, e os livros são escolhidos pelo próprio professor da escola pública. O governo centraliza a compra das obras (veja quadro ao lado).    O ministro da Educação, Fernando Haddad, não quis comentar ontem o livro campeão de vendas. E reclamou

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Livro comprado pelo é MEC acusado de promover o governo

O livro didático “Projeto Araribá – História, Ensino Fundamental 8“, da Editora Moderna, é acusado, em artigo publicado na edição desta terça-feira, 2, do jornal “O Globo“, de fazer propaganda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.     O autor do artigo é o jornalista Ali Kamel, o mesmo que lançou a polêmica em torno da obra “Nova História Crítica“, que deixou a lista de livros recomendados pelo Ministério da Educação.     Ao tratar da história recente do Brasil, o “Projeto Araribá“ afirma, em sua página 239, que foi uma “habilidosa propaganda política“ que fez com que Fernando Henrique Cardoso fosse reconhecido como pai do Plano Real. Além disso, o livro diz que, entre as conseqüências do plano, estiveram aumento do desemprego, “elevando a miséria, a concentração de renda e a violência“ no Brasil.    Discutindo o governo Lula, o livro afirma que “o combate à fome é o principal objetivo“ da administração, e cita trecho de um documento do PT sobre o assunto – trata-se do único documento citado sobre o tema. O livro reconhece, no entanto, que há quem veja programas como o Bolsa-Família como “assistencialista, não atacando efetivamente a raiz da pobreza“.   

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Mercado de livro de bolso cresce no país

  Record lança pacote com 24 títulos e prepara linha acadêmica, enquanto Objetiva adquire controle do selo Martin Claret    Formato muitas vezes rejeitado e freqüentemente associado a edições de má qualidade, o livro de bolso está ganhando mais espaço nas livrarias e se firma no mercado brasileiro, mobilizando grandes editoras.    Quem entra agora no segmento é a Record, maior editora brasileira, que lança o selo BestBolso, com 24 títulos. Os lançamentos incluem um dos principais romances de Umberto Eco, “Baudolino“, além de títulos conhecidos como “O Evangelho segundo o Filho“, de Norman Mailer, “O Diário de Anne Frank“, “A Queda“, de Albert Camus, e títulos de autores conhecidos pelos best-sellers, como Frederick Forsyth (“O Negociador“) e Graham Greene (“Fim de Caso“).    A Record vai lançar uma média de cinco títulos mensais, cada um com tiragem de 6.000 exemplares. Além dos títulos de literatura internacional que começam a chegar às livrarias, a editora guardou para 2008 a edição de uma linha acadêmica e o lançamento dos títulos nacionais, que vai começar com “A Casa das Sete Mulheres“, de Letícia Wierzchowzki.    Antes da Record, a Companhia das Letras vinha investindo no segmento desde maio de 2005, com sucesso.

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Lula promete uma biblioteca a cada município até 2010

A ampliação do Programa Nacional de Bibliotecas Escolares deverá beneficiar 30 milhões de alunos com a aquisição de novas obras literárias, de acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula disse que o objetivo é possibilitar o acesso gratuito a livros de leitura para 5 milhões de crianças de até seis anos de idade, de 85 mil escolas públicas de todo o país.     Segundo Lula, a meta é levar pelo menos uma biblioteca a cada município brasileiro até o final de 2010. “Nós pretendemos, até o final do nosso mandato, acabar com qualquer município que não tenha biblioteca, ou seja, nós queremos levar biblioteca, uma ou mais de uma, em todos os municípios brasileiros.“

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Livro didático e propaganda política

Os livros didáticos no Brasil são um problema mais grave do que se imagina. Para 2008, o MEC informa que já comprou mais de um milhão de exemplares do livro de história “Projeto Araribá, História, Ensino Fundamental, 8“, a ser distribuído na rede pública a partir de janeiro. Para ser exato, 1.185.670 exemplares a um custo de R$ 5.631.932,50. É agora o campeão de vendas.     Sem dúvida, o livro tem mais compostura que o “Nova História Crítica“, conforme escrevi em outro artigo. Mas, em essência, apresenta os mesmos defeitos e um novo, gravíssimo: faz propaganda político-eleitoral do PT. Na unidade 3, “A Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa“, o livro diz o seguinte, logo na abertura, sob o título “Um sonho que mudou a história“: “Em 1º de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milhões de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum país do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas tão ricas. No mundo, segundo o relatório do Banco Mundial, 1,2 bilhão de pessoas vivem com uma renda inferior a 1 dólar por dia, cifra que deve chegar a 1,9 bilhão em 2015. Por

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