Ministro diz na Unesco que educação não é mercadoria

O Brasil quer um banco de projetos baseado nas melhores práticas educacionais de cada país-membro e parceiro da Unesco. O pedido foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira, 18, durante discurso na 34ª Conferência Geral da Unesco, em Paris. Haddad deu ênfase à posição do país em relação ao caráter da educação: “O Brasil considera educação um bem público, e não mercadoria, sujeita às regras do mercado e do lucro”.    “O Brasil está dando o primeiro passo”, disse. Haddad se referiu ao seminário internacional que o Ministério da Educação pretende organizar para o segundo semestre de 2008. O objetivo é a troca de experiências de êxito e de larga escala já aplicadas nos países. “Nossa intenção é consolidar um portfolio de melhores práticas que poderão colocar a cooperação internacional em novas bases a serem transformadas em políticas públicas nos países em desenvolvimento.”    Haddad criticou a falta de parceria internacional, ao sublinhar o oitavo Objetivo de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU). “A parceria global para o desenvolvimento tem sido o objetivo menos discutido e implementado.” Para dar o exemplo e colaborar com o desenvolvimento de parcerias, o Brasil está colocando à disposição

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CNIC terá novo conselheiro para livro e leitura

O editor Marino Lobelo não é mais o representante da área do livro e leitura no Conselho Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC). Essa é a instância que analisa e decide os projetos que se enquadram na Lei de Incentivo à Cultura, mais conhecida como Lei Rouanet.  Vice-presidente da Câmara Brasileiro do Livro (CBL) até bem pouco tempo atrás, Marino era suplente do conselheiro José Castilho Marques Neto, que é o atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e continua na CNIC. O subtituto dele poderá vir do Ceará. 

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Longe dos dogmas

Do gabinete do ministro da Educação, Fernando Haddad, 44 anos, saiu um projeto para o Brasil que, de saída, conseguiu o feito raro de agradar a especialistas de diversos matizes ideológicos. O mérito do plano foi criar um indicador que permite comparar o desempenho das escolas brasileiras de modo que as piores possam ser cobradas com base em metas e as melhores sejam premiadas. O princípio, portanto, é o da meritocracia, o mesmo que em outros países ajudou o sistema educacional a atingir altos níveis de qualidade. Diz Haddad: “A obrigação de toda pessoa de bom senso é se inspirar no que funciona bem em outros lugares“. Por essas e outras, o ministro, que é filiado ao PT desde 1983, mereceu críticas de militantes. Formado em direito e com mestrado em economia, ambos pela Universidade de São Paulo (USP), Haddad chegou a Brasília em 2003, como assessor no Ministério do Planejamento, e há dois anos comanda a Pasta da Educação. Casado e pai de dois filhos, ele diz que os grandes problemas da educação brasileira podem ser definitivamente erradicados no prazo de duas décadas.     Veja – O senhor concorda com os educadores segundo os quais as escolas no

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Cidades pequenas receberão acervos

Dos 5.564 municípios brasileiros, 643 não têm uma biblioteca pública sequer, de acordo com dados oficiais. Para reduzir esse número, a Biblioteca Nacional está selecionando dois mil títulos a serem comprados e distribuídos para 263 dessas cidades, num total de quase 500 mil livros.    A medida faz parte do programa Livro Aberto, do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, responsável pela implantação de mais de 400 delas em cidades pequenas de todo o Brasil. As metas do projeto são aumentar o número de salas públicas e escolares, além de levar melhorias àquelas já existentes e treinar profissionais.    Só são contempladas prefeituras que estão com as contas em dia com a União dispõem de espaço apropriado, além de pelo menos um funcionário especializado. Fora os livros, são mandados aparelhos de som, TV, DVD, vídeo, móveis e um software para arquivamento e digitalização, o Biblivre, desenvolvido pela Coordenadoria de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe) da UFRJ especialmente para ser usado por bibliotecas públicas.     As cidades de Manaquiri, no Amazonas, Bequimão, no Maranhão, Carrapateira, na Paraíba, e Placas, no Pará, estão entre as que poderão usufruir das novas bibliotecas. Essas quatro cidades têm menos de 20 mil habitantes. Segundo

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FBN ajuda a criar a primeira biblioteca digital do mundo

A Fundação Biblioteca Nacional, instituição vinculada ao Ministério da Cultura, representará o Brasil, especificamente a língua portuguesa, na primeira biblioteca digital do mundo, a World Digital Library (WDL). O protótipo do site será apresentado nesta quarta-feira, dia 17 de outubro, durante a realização da 37ª Conferência-Geral da Unesco, em Paris. A solenidade contará com a presença do professor Muniz Sodré, presidente da FBN.    A WDL – um projeto da Unesco – vem a se constituir no maior acervo digital gratuito do mundo, organizado com a contribuição da principal produção cultural e científica de vários países. Seu objetivo é promover a compreensão e a consciência intercultural, fornecendo recursos aos educadores, expandindo o conteúdo non-english e non-western na Internet, além de contribuir com as pesquisas escolares.     Na primeira fase do projeto, o portal terá mapas, fotografias e manuscritos digitais, com textos explicativos, inicialmente, em sete idiomas: português, árabe, chinês, espanhol, russo, inglês e francês. Já na segunda fase, serão disponibilizados aos usuários livros dos mais diversos temas, tais como filosofia, história, religião e ciência.    Única da América Latina convidada para participar do desenvolvimento do portal e uma das fundadoras da iniciativa, a Biblioteca Nacional participa do projeto com

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Efeito didático

Houve de tudo na reação provocada por meus dois artigos sobre livros didáticos. Tão logo saiu minha crítica ao “Nova História Crítica“, o MEC se apressou a dizer duas coisas: o livro foi incluído na relação do MEC ao tempo de FH e excluído dela no Governo Lula. Quando publiquei o artigo sobre o Projeto Araribá, acusando-o, entre outras coisas, de fazer propaganda político-eleitoral do PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse o seguinte: “O MEC só compra livros escolhidos pelos professores. Então, só tem três soluções: manter a liberdade, censurar os livros ou trocar os professores. Eu fico com a primeira.“ É, então, o caso de perguntar: a reprovação do “Nova História Crítica“ se enquadra em qual das três categorias? Ou seja, retirar o livro que faz propaganda eleitoral do PT é censura; banir o “Nova História Crítica“ não é. Um método de avaliação que não comporta uma reavaliação extraordinária é falho.     O curioso é que, antes de escrever o artigo, apurei junto ao MEC se o livro constava da lista dos recomendados e obtive um “sim“ como resposta. Não sei por que agiram assim, mas, mesmo que tivessem me informado corretamente, o artigo seria publicado,

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Salário não melhora ensino, diz secretária de Educação de SP

A secretária estadual da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro, afirmou ontem (16) que qualidade de ensino não tem relação com salário dos professores.    A declaração foi feita em resposta à reportagem de ontem da Folha, que mostrou que o governo paulista paga R$ 8,05 por hora –39% menos que o Acre (R$ 13,16)– para professores em início de carreira e é apenas o oitavo melhor salário do país.     “O quadro mostra, com clareza, que não há uma relação direta entre salário e qualidade do ensino, embora a questão salarial seja fundamental para valorização dos professores“, disse a titular da pasta do governo José Serra (PSDB).     Maria Helena cita o fato de Estados como Minas Gerais e Distrito Federal (governados por PSDB e DEM, respectivamente) estarem entre os três melhores desempenhos da quarta série no Saeb (exame do governo federal), embora não tenham os salários mais altos. Ficaram em 17º e 19º.     Questionada sobre o Acre, que é o campeão dos salários e aumentou 13,8 pontos no Saeb entre 2003 e 2005 (São Paulo avançou 1,1), ela disse que o Estado melhorou porque manteve a mesma política educacional desde o

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II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul

O Mercosul tem uma longa tradição em feiras de livro, com destaque para as feiras de Buenos Aires, Porto Alegre e Santiago, que, entre outras menores, são de fundamental importância à promoção do livro e leitura. Nesse sentido, esta iniciativa objetiva estabelecer uma rede de feiras de livro integrada entre os países do Mercosul, sistematizando ações que já acontecem de maneira pontual e harmonizando iniciativas futuras. Com isso, pretende-se fortalecer os vínculos culturais da região a partir do compartilhamento de experiências e informações com vistas, sobretudo, à difusão da prática leitora.    O I Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul foi realizado em 2006 e contou com a participação de países da América do Sul. A iniciativa foi apresentada pelo Brasil no âmbito da reunião de ministros do bloco econômico, para que fosse incorporada à agenda de eventos do Mercosul Cultural e se tornasse uma ação perene, com a participação conjunta de todos os países tanto na formulação quanto na articulação do evento.    Atualmente, o Brasil está articulando o II Seminário Planos Nacionais de Livro e Leitura no Mercosul, que por meio de um formato inovador, pensado a partir da idéia de máxima interação entre os

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No Senado, é um pra lá e outro pra cá

No Senado, é um pra lá e outro pra cá    A Comissão de Educação do Senado aprovou, por unanimidade, o parecer favorável do relator, Marco Maciel, para a proposta do senador Neuto de Conto (PMDB-SC) de criação de um Fundo Nacional de Apoio a Bibliotecas (Funab). O projeto, apresentado no início do ano, já foi para a Comissão de Assuntos Econômicos da casa e anda rápido.    Enquanto isso, está parado, desde 2005, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da casa, o projeto de Lei do senador José Sarney (PMDB-AP) que pretende instituir o Fundo Nacional Pró-Leitura.      Governo vai comprar mais 526 mil livros    A Fundação Biblioteca Nacional acaba de anunciar a aquisição de 526 mil livros para compor os acervos para a leva de novas 263 bibliotecas públicas que serão instaladas, até dezembro, em cidades que ainda não possuem esse equipamento. Cada uma delas deverá começar com 2 mil títulos. As editoras, distribuidoras e livrarias que desejarem vender para o governo brasileiro – que, como se sabe, é um dos maiores compradores de livros do mundo – podem mandar, até 20/10, três exemplares de cada obra para a BN (www.bn.br), no Rio de Janeiro,

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