Ibope: só 21% dos professores estão satisfeitos

Só 21% dos professores brasileiros que trabalham em escolas públicas estão totalmente satisfeitos com a profissão. É o que mostra pesquisa inédita feita pelo Grupo Ibope, a pedido da Fundação Victor Civita. Foram ouvidos 500 docentes da rede pública de ensino das capitais de todos os estados. A instabilidade financeira é um dos principais fatores que levam ao descontentamento da categoria com o trabalho. Apenas 32% dos professores afirmam tê-la conquistado, mas 90% deles a consideram condição fundamental para ter boa qualidade de vida.     Segundo o professor Celso Favaretto, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), que teve acesso aos dados, muitos professores da rede pública têm de dar aulas em duas ou mais escolas para receber um salário razoável. “Além disso, as condições de trabalho são precárias, há salas de aulas lotadas. Essa insatisfação do professor com o trabalho está relacionada com uma má gestão de todo o sistema escolar.” Favaretto aponta outras aparentes contradições no discurso dos professores: 90% afirmam ter boa didática de ensino, mas, 70% dizem ver na falta de motivação dos alunos o principal problema em sala de aula.     “Acredito que afirmar ter boa didática de trabalho seja

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Para estudo, inclusão social não piora ensino

Desde que o Ministério da Educação começou a avaliar a qualidade do ensino por meio do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), o discurso padrão de ministros, secretários e até de pesquisadores para explicar a queda no desempenho médio dos estudantes nos últimos dez anos é o de que a inclusão de crianças mais pobres nas escolas foi a principal causa dessa piora.    Um estudo divulgado ontem no seminário “População, Pobreza e Desigualdade“, da Associação Brasileira de Estudos Populacionais, no entanto, vai contra essa corrente.    Ao analisar a distribuição das notas nas turmas de 4ª e 8ª série, os demógrafos Clarissa Rodrigues e Eduardo Rios-Neto, do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG, concluem que a redução generalizada da pontuação dos estudantes no Saeb foi o principal fator que levou a queda do desempenho.    A discussão sobre o impacto da inclusão dos alunos mais pobres no ensino fundamental ocorre desde 2000, quando os resultados do Saeb aplicados aos alunos em 1999 mostrou com clareza que havia uma tendência de queda na qualidade.    A queda coincidiu com o aumento da proporção de crianças de 7 anos a 14 anos estudando. Em 1995, 10% estavam fora

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Prova Brasil: alunos mostram as competências adquiridas

A Prova Brasil avalia os sistemas de ensino e não os alunos. As notas não vão de zero a dez, como nas avaliações tradicionais, onde o resultado reflete o volume de conteúdos que o estudante apreendeu. As médias são calculadas por meio de uma escala de desempenho que descreve as competências e habilidades que os estudantes desenvolveram.     “Nossa intenção é traçar um diagnóstico do sistema de ensino, como ele está se desenvolvendo, e não aprovar ou reprovar alunos”, explica o coordenador de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Amauri Gremaud.    A avaliação da língua portuguesa e matemática é realizada com alunos de 4ª ou 5ª e da 8ª ou 9ª séries do ensino fundamental, e oferece resultados detalhados sobre estados, municípios e escolas participantes. A idéia é ajudar os gestores a pensar no investimento dos recursos técnicos e financeiros. “Com as informações detalhadas sobre o sistema, o gestor pode direcionar melhor os recursos”, diz Gremaud.    Escalas — As escalas de pontuação são comparadas a uma escada. A escala é única e acumulativa. O aluno que desenvolve melhor as habilidades de leitura e interpretação complexa da língua ou

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Educação como política de Estado resgata dívida social

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 6, que é possível pagar a dívida da educação em uma geração. “A experiência internacional mostra que podemos saldar essa dívida de um século em cerca de quinze anos”, afirmou, durante o 7º Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, que ocorre até o dia 8, no Hotel Meliá, em Brasília.     O ministro foi convidado a apresentar as linhas gerais do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) no evento realizado pela Presidência da República. O encontro discute temas estratégicos relacionados à segurança e à defesa nacional. Haddad explicou que a educação brasileira estaria hoje no patamar de desenvolvimento alcançado por países desenvolvidos nos anos 20 ou 30 do século passado. “É preciso reunir vontade política e participação das famílias para resgatar essa dívida”, ressalta. O ministro acredita que, pela primeira vez, o país experimenta crescimento econômico aliado a um plano para melhorar a qualidade da educação.     “Investiu-se muito em infra-estrutura, mas faltou investir no povo”, avalia, referindo-se a momentos de crescimento da economia, como nas décadas de 30, 50 e 70, em que não houve expressivo investimento em educação. Na visão de Haddad, os investimentos financeiros precisam estar ligados

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ABRELIVROS participa de Simpósio Internacional sobre Livro Didático na USP

A Associação Brasileira de Editores de Livros (ABRELIVROS) participou na última segunda-feira (dia 05) do 1º Simpósio Internacional – Livro Didático: Educação e História, organizado pelo Centro de Memória da Faculdade de Educação da USP, de 05 a 08 de novembro. O evento, em São Paulo, tem como objetivo debater a história, a produção, as formas de circulação e os usos dos livros didáticos no Brasil e em outros países. Representada pelo presidente João Arinos, a ABRELIVROS participou do debate “Editores, autores e PNLD: diálogos e confrontos”. Também fizeram parte da mesa José De Nicola, presidente da Associação Brasileira dos Autores de Livros Educativos (ABRALE) e a professora Roxane Rojo, da Unicamp. A intermediação ficou por conta da escritora e professora da Unicamp, Marisa Lajolo. A professora Roxane Rojo, que durante muitos anos fez parte da comissão de avaliação dos livros didáticos do MEC, fez um breve histórico dos programas governamentais dos livros no Brasil e defendeu os avanços conquistados nas últimas décadas. A docente da Unicamp destacou que a avaliação dos livros está sob a responsabilidade das universidades, mas reiterou que os programas devem ter uma maior flexibilidade, como, por exemplo, o conteúdo regionalizado. João Arinos defendeu que o

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Quando Brasil tiver educação de 1º Mundo, Nordeste terá de 3º

Quando a educação brasileira chegar ao Primeiro Mundo, o Nordeste pobre vai estar mergulhado num triste Terceiro Mundo. Em 2022, ano do bicentenário da Independência e quando o País pretende atingir a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) estabelecida pelo governo, só 44 cidades nordestinas da educação infantil à 4.ª série e 58 da segunda fase, da 5.ª à 8.ª série, vão alcançar esse nível. Os outros quase 1.400 municípios do semi-árido brasileiro, sertão que vai do norte de Minas ao interior do Nordeste, ficarão para trás.    O cruzamento das projeções do Ideb sobre a região, feito pelo Estado, mostra que, em dez anos, dois terços das cidades continuarão abaixo do atual nível de ensino brasileiro. Hoje, a média nacional é de 3,8 no primeiro ciclo e de 3,5 no segundo. A do semi-árido está em 2,7 nas duas fases. “Se o Nordeste vai ser de Terceiro Mundo, hoje ele é de Quarto”, arrisca o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, economista que criou o índice.    Só com um esforço maior o Nordeste pode reduzir a diferença. Não por acaso o ministro Fernando Haddad iniciou a Caravana da Educação visitando os Estados nordestinos. Das 1.242 cidades

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Ferreira Gullar e enciclopédia são os melhores do ano

“Para alguma coisa serve vivermos um pouco mais.“ Foi com esse bom humor que o escritor Ferreira Gullar, com seus cabelos brancos, recebeu o prêmio Livro do Ano na categoria Ficção ontem (31/10) no Prêmio Jabuti, pelo livro de crônicas Resmungos (Imprensa Oficial, 208 pp., R$65). Gullar também não esqueceu de agradecer a parceria com o ilustrador Antônio Henrique Amaral, que o acompanha há anos nas crônicas publicadas na Folha de S.Paulo.     A segunda surpresa da noite, que aconteceu na Sala São Paulo, foi a entrega do Livro do Ano Não-Ficção para a enciclopédia Latinoamericana, publicada pela Boitempo Editorial (1.344 pp., R$190). Os organizadodes da obra, Ivana Jinkings, Emir Sader, Carlos Eduardo Martins e Rodrigo Nobile, fizeram a festa no palco do evento. “Esse prêmio revela a capacidade editorial desta pequena grande editora“, disse emocionado um dos organizadores.     A presidente da organizadora do prêmio, a Câmara Brasileira do Livro, Roseli Boschini, recomendou: “Aproveitem a festa, nobres cavalheiros e damas do livro. A noite é de vocês.“      A festa   PublishNews – Renata Sturm     Assistir o público presente no Prêmio Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do Livro, é algo interessante. Isto porquê, mesmo

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Conteúdos mínimos da educação básica podem ser unificados

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1126/07, do deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), que inclui entre as atribuições da União a definição dos conteúdos curriculares mínimos de cada ano letivo da educação infantil, do ensino fundamental e do ensino médio – que formam a educação básica.    Pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação Nacional (Lei 9.394/96), cabe à União, por meio do Ministério da Educação, a definição das diretrizes gerais de ensino. Os currículos mínimos, entretanto, são de responsabilidade dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, de acordo com as características da cultura regional. A proposta mantém a obrigatoriedade prevista na LDB de que a responsabilidade pela elaboração das diretrizes seja compartilhada com os estados, os municípios e o Distrito Federal.    Padrão de qualidade  O objetivo da unificação de parâmetros mínimos é assegurar padrão de qualidade nacional, segundo Gastão Vieira, sem comprometer a inclusão de disciplinas voltadas para a cultura regional. “Para assegurar de fato a formação básica comum, com qualidade, é indispensável a definição de conteúdos mínimos que os estudantes devem receber e dominar ao longo de sua trajetória educacional“, explica o autor.    Para Gastão Vieira, a medida é relevante pois é com

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Conheça os projetos premiados da edição 2007 do Prêmio Vivaleitura

O Prêmio Vivaleitura, maior premiação individual para o incentivo à leitura no Brasil, anunciou terça-feira, 30 de outubro, em Brasília, os três vencedores de sua segunda edição. Cada projeto premiado recebeu R$ 25 mil reais.    Na categoria bibliotecas públicas, privadas e comunitárias, o vencedor foi o projeto Borrachalioteca – Um Jeito Diferente de Ler o Mundo, de Sabará (MG). O projeto Retrato Falado, de Barra Mansa (RJ) foi premiado na categoria escolas públicas e privadas; e na categoria sociedade: empresas, ONGs, pessoas físicas e universidades, o vencedor foi o trabalho Leitura para Todos, de Belo Horizonte (MG).     Na cerimônia de premiação, também foram entregues menções honrosas a três projetos de promoção da leitura conduzidos por empresas, que neste ano teve como foco a “Formação de mediadores de leitura”. A distinção foi entregue aos trabalhos “Biblioteca do Centro de Estudos Instituto Unibanco, em São Paulo (SP)”, “Leia Comigo – Fundação Educar DPASCHOAL, de Campinas (SP)” e “Entre leituras e vassouras: um programa de incentivo à leitura para Garis da COMLURB, no Rio de Janeiro (RJ)”.  Veja a relação completa dos projetos finalistas e vencedores da edição 2007.

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