Governo agora acena com mais verba para educação

No vale-tudo para a prorrogação da CPMF, o governo acenou ontem com o aumento dos recursos para a educação nos próximos quatro anos. Depois de reunião da coordenação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, iniciou negociações para retirar gradualmente das restrições impostas pela Desvinculação das Receitas da União (DRU) as verbas do Orçamento destinadas à educação. A DRU foi criada em 1994 e permite ao governo usar da maneira como quiser até 20% de suas receitas.    Pelos cálculos do Ministério da Educação, nos últimos 12 anos o governo deixou de investir R$ 72 bilhões no financiamento da educação, em valores corrigidos pela inflação, por causa da DRU. Para 2008, a perda estimada é de R$ 7,7 bilhões. Isso ocorre porque os investimentos e gastos com educação devem ser de 18% das receitas líquidas do governo, mas o porcentual nunca é atingido por conta da DRU – e acaba ficando em torno de 13%.    Mantega chamou ontem para negociar o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-ministro da Educação, e a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC). O ministro da Educação, Fernando Hadad, também foi convocado para as negociações no

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Tarifas postais e o peso dos livros

A retomada da tarifa postal especial para livros voltou a bater na porta do Ministério das Comunicações. A Mesa da Câmara dos Deputados fez chegar ao ministro Hélio Costa uma indicação apresentada pelo então deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) nesse sentido.     O parlamentar – que renunciou recentemente ao mandato para protelar o julgamento do caso em que é acusado de matar um adversário político na Paraíba – argumenta que isto faria cumprir o que está estabelecido na Lei do Livro de 2003. Cunha Lima também chamou a atenção para um aspecto que, se confirmado, vai valer, no mínimo, boas conversas: segundo ele, o fato de os Correios terem limitado a meio quilo o despacho de livros com preços um pouco mais atraentes estaria levando editoras a optar, sempre que possível, por livros, digamos, mais leves – pelo menos quanto ao seu peso físico.    A inibição, ainda de acordo com ele, também já teria chegado a alguns escritores, que estariam sendo levados a escrever menos. Tudo para tentar driblar a taxação pesada dos Correios. O fim das tarifas postais especiais para os livros foi uma das últimas medidas do então ministro das Comunicações Sérgio Motta.   

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Encontro discute ensino de espanhol no Brasil e português na Argentina

O ensino de espanhol e português como segunda língua no Brasil e na Argentina será tema de encontro, em Brasília, nos dias 29 e 30. O seminário Brasil-Argentina sobre ensino e certificação dos idiomas português e espanhol ocorrerá na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos da Universidade de Brasília, como parte das comemorações do Dia da Amizade Brasil-Argentina.    Participarão do encontro universidades dos dois países que trabalham nos processos de certificação das línguas, além de representantes de países sul-americanos, como a Venezuela, que vê com simpatia a adoção do português como segunda língua. Na pauta do encontro estão as possibilidades de intercâmbio e de concessão de bolsas de estudo entre os países.     Além disso, serão discutidas iniciativas bilaterais que possam fomentar o ensino de português e espanhol nos países do Mercosul e a oferta de certificados de proficiência. No Brasil, o certificado de proficiência em português destinado a estrangeiros é o Celpe-Bras. O equivalente argentino ao Celpe-Bras é o Celu, o único certificado reconhecido pelo Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina. O Celu avalia a competência em espanhol do estudante de nível intermediário e avançado.    Integração ― As comemorações do próximo dia 30 remetem

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Preparação e revisão: o trabalho com o texto

O objetivo é conhecer e desenvolver a prática de preparação, copidesque e revisão de textos para publicação, proporcionando a discussão do trabalho do copidesque e do revisor em uma editora. O curso é uma iniciativa da Universidade do Livro, vinculada à Fundação Editora Unesp.    Quando: de 27 a 30 de novembro, das 18h às 21h.  Onde: Universidade do Livro (Praça da Sé, 108, Centro – SP)  Valor: R$ 294,00 (Estudantes e sócios: R$235)  Informações: http://www.editoraunesp.com.br/curso_view.asp?IDC=70 ou 11-3242-9555  

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Novas instalações da Imprensa Braille ajudam na inclusão de alunos cegos

Foram inauguradas nesta quinta-feira, 22, as novas instalações da Imprensa Braille Walter Boschiglia, do Instituto Benjamin Constant (IBC). O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou da cerimônia e destacou a efetividade da inclusão de pessoas com deficiência em escolas regulares em todo o país. “A presença da pessoa com deficiência em classe regular é um benefício para toda a comunidade escolar. Isso só é possível porque o MEC conseguiu universalizar o acesso ao livro em braille”, salientou.     A Imprensa Braille é responsável pela confecção de livros didáticos adaptados à necessidade de pessoas cegas. Com as novas instalações, a capacidade de produção das publicações vai dobrar. Há três anos, poderiam ser produzidos cerca de 15 mil volumes. Agora, esse número sobe para 30 mil. Uma ilha de impressão computadorizada e uma impressora offset fazem parte do novo maquinário recebido pelo IBC.    Para abrigar as máquinas recém-chegadas, o espaço físico do instituto teve de ser ampliado. O prédio, que tinha apenas um andar, ganhou outro pavimento. O número de funcionários também aumentou de 18 para 50. O investimento foi de R$ 1,8 milhão.    Segundo a chefe da Imprensa Braille, Ana Cláudia Carneiro, toda a estrutura do local foi

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Câmara dos Deputados convocará entidades do livro

Duas iniciativas distintas de deputados prometem engrossar o caldo, nas próximas semanas, das agora ríspidas discussões que tomaram conta do mercado do livro didático no Brasil nos últimos dias. A Comissão de Educação e Cultura vai, por iniciativa do deputado Severiano Alves (PDT-BA), convocar os presidentes da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), João Arinos, e da Associação Brasileira de Autores de Livros Didáticos (Abrale), Nicola Neto, para uma audiência na Casa.    Já a Comissão de Ciências e Tecnologia vai convocar, a pedido do deputado Pedro Wilson (PT-GO), as duas entidades e as demais da área do livro no Brasil. Para apimentar um pouco mais o debate, também serão convocados os representes do Consed (dos secretários estaduais da Educação) e da Undime (dos dirigentes municipais) e, ainda, o jornalista Ali Kamel, que andou criticando a escolha dos livros didáticos nos últimos anos no Brasil.        Nome aos bois  por Galeno Amorim    Proposta da deputada Andréia Zito (PSDB-RJ) à Câmara dos Deputados quer tornar obrigatória a publicação, no Diário Oficial da União, de todos os livros didáticos analisados pelo Ministério da Educação. Ela argumenta que a informação deve ser de conhecimento público, já que o governo

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Educação: investimentos de hoje serão colhidos pelas próximas gerações

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira, 22 de novembro, no Rio de Janeiro, que os investimentos em educação são de longo prazo e serão sentidos nas próximas gerações. Haddad citou os casos da Coréia do Sul e da Irlanda, países que chegaram a investir 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.     Em recente encontro com a ministra da Educação e Ciência da Irlanda, Mary Hanafin, Haddad ouviu que só após 40 anos de esforços e investimentos contínuos aquele país conseguiu atingir as metas. Como exemplo de boas ações, a ministra lembrou a mobilização social e o aumento do percentual de investimentos em relação ao PIB.    No caso do Brasil, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) tem proposta mais ousada, uma vez que projeta metas de qualidade a serem atingidas em 15 anos. Haddad falou também da importância de o Brasil chegar a aplicar 6% do PIB na educação. E afirmou que 5% dos recursos deveriam se concentrar na educação básica. Hoje, o Brasil investe cerca de 4% do PIB em educação.   

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Educação discute critérios de escolha de livro didático

22/11/2007 09h43     A Comissão de Educação e Cultura promove em instantes audiência pública para discutir os critérios de inclusão de livros no Guia do Livro Didático do Ministério da Educação. Os 11 deputados que sugeriram a reunião querem esclarecer denúncia feita pelo jornalista Ali Kamel, em artigo publicado no jornal O Globo em outubro, segundo a qual o livro de história Projeto Araribá – História – Ensino Fundamental – 8 faz propaganda político-eleitoral do PT.    Kamel diz que o livro, indicado pelo MEC, leva os alunos a acreditar – em capítulo referente à 1ª Guerra Mundial e à Revolução Russa – que não há país com mais pobres que o Brasil e que o programa Fome Zero seria o sonho russo revivido.    Segundo informações do MEC, a escolha das publicações que compõem o Guia do Livro Didático é feita em parceria com universidades públicas que se responsabilizam pela análise de livros nas áreas de alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia e ainda de dicionários da Língua Portuguesa.    Convidados    Foram convidados para discutir o assunto:    – o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Daniel Silva Balaban, que representará o

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Educação discutirá critérios de escolha de livro didático

A Comissão de Educação e Cultura promove na quinta-feira (22) audiência pública para discutir os critérios do processo de avaliação para inclusão de livro no Guia do Livro Didático do Ministério da Educação. Os deputados que sugeriram a reunião querem esclarecer denúncia feita pelo jornalista Ali Kamel, em artigo publicado no jornal O Globo em outubro, segundo a qual o livro de história Projeto Araribá – História – Ensino Fundamental – 8, indicado pelo MEC, faz propaganda político-eleitoral do PT. Em seu texto, Kamel diz que os alunos são levados a acreditar – em capítulo referente à 1ª Guerra Mundial e Revolução Russa – que não há país com mais pobres que o Brasil e que o programa Fome Zero seria o sonho russo revivido.    Segundo informações do MEC, a escolha de livros que compõem o Guia do Livro Didático é feita em parceria com universidades públicas que se responsabilizam pela análise de livros nas áreas de alfabetização, Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, História e Geografia e ainda de dicionários da Língua Portuguesa.     Convidados  Foram convidados para discutir o assunto:  – a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra Rezende;   – a

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