A crise que se abate sobre o mercado editorial brasileiro será encarada pela 17ª edição da Bienal Internacional do Livro de maneira direta.
Rodrigo Lacerda, recentemente anunciado como o curador do Café Literário, avisa que o tema vai ser discutido durante a programação do espaço de debates mais nobre do evento. Já Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), informa que a situação impôs pequenas mudanças à feira, realizada de 3 a 13 de setembro no Riocentro: “A Bienal sofre um pouco, afinal a crise é geral no país. Vamos nos adaptar, mas não acredito que o público sentirá a diferença. No entanto, é importante discutir o assunto. Precisamos entender por que estamos nessa situação e temos que refletir para encontrar caminhos”. Vencedor de dois prêmios Jabuti, Lacerda fará sua estreia como curador. Ele concorda com Pereira e explica que a intenção da programação, que só deve ser anunciada em agosto, é conectar o evento a temas da atualidade. Além dos rumos do mercado editorial, os 450 anos do Rio e as Olimpíadas de 2016, por exemplo, serão englobados pela discussão do Café Literário.