O Estadão trouxe, no blog da Coluna Babel, uma matéria em que afirma que a prefeitura de São Paulo prevê investir R$ 1 milhão na compra de livros para as suas bibliotecas. Ainda segundo a apuração do blog capitaneado por Maria Fernanda Rodrigues, em 2017 a prefeitura já investiu R$ 535 mil na compra de 23.266 exemplares. André Sturm, secretário da Cultura do município, disse à jornalista que a prefeitura alterou as políticas de compras, eliminando da negociação a figura dos distribuidores: “negociamos direto com as editoras (…) com isso, conseguimos reduzir muito o preço dos livros.
Compramos melhor e mais. Foi condição para fecharmos negócio ter pelo menos 50% de desconto”.Esse modelo de negociação desagradou a muitos editores. Em maio passado, Rejane Dias, diretora da Autêntica, por exemplo, já tinha dito ao PublishNews que isso é um desrespeito à cadeia do livro. Aos descontentes, o secretário disse: “50% de desconto não é favor. Elas [as editoras] dão 50% sobre o preço de capa para todas as livrarias, até mais”. O secretário ainda questionou: “afinal de contas, a livraria, que é um lugar comercial, que objetiva o lucro, e eu não tenho nada contra, recebe esse desconto por que as bibliotecas públicas, um lugar que forma leitor, não poderiam receber o mesmo desconto praticado no mercado?”.