63 cidades paulistas abrem mão de livros didáticos do MEC

Números atuais do sistema de controle da distribuição de material didático do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), ligado ao Ministério da Educação (MEC), indicam que 1 a cada 10 prefeituras de cidades paulistas abriu mão do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui gratuitamente materiais didáticos para as escolas públicas municipais e estaduais.

Desde 2010, dos 645 municípios paulistas, 54 assinaram termos solicitando a suspensão (total ou parcial) do envio de livros didáticos do MEC e outras nove cidades de São Paulo firmaram termos para a exclusão completa do programa. Compõem a lista cidades pequenas, de até 150 mil habitantes, tais como Itu, Itapetininga, Barretos, Poá, Santana de Parnaíba, Ourinhos e Penápolis.

Com forte influência dos sistemas de ensino apostilados, que passaram a “concorrer” com os livros didáticos do PNLD, o Estado de São Paulo é o único a registrar menos de 90% de adesão das prefeituras ao programa nacional –-além das cidades que pediram suspensão ou exclusão do programa, outras 11 prefeituras não manifestaram a adesão.

No Brasil, excluindo São Paulo, apenas 16 prefeituras pediram a suspensão e outras três cidades solicitaram a exclusão do programa. Nas redes estaduais de ensino, a adesão completa ao PNLD foi de 100%.

Em 2017, o Programa Nacional do Livro Didático, criado em 1985, tem um investimento previsto de R$ 1,3 bilhão na aquisição de livros para escolas públicas estaduais e municipais, contemplando obras voltadas a estudantes do ensino fundamental e do ensino médio.

O termo de adesão é um dispositivo legal aplicado desde 2010 para mensurar de forma mais precisa a demanda para a distribuição do PNLD e assim evitar desperdício de recursos públicos.

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